FELIZ COM A VIDA Papos

O QUE ACONTECEU COM A AUTENTICIDADE?

13 de Fevereiro de 2017

Vocês já repararam que sempre que queremos valorizar um objeto e garantir a sua qualidade, seja uma peça de arte, uma bolsa de um designer famoso ou uma jóia, os primeiros adjetivos que usamos é autêntico ou genuíno

Aprendemos a valorizar objetos que são legítimos, que têm história, características únicas e quanto mais raro e diferente, mais especial eles se tornam.

Na semana passada eu estava fazendo algumas pesquisas por causa de um novo projeto e, em vários momentos, fui impactada por notícias, vídeos e até um perfil no Instagram que me fizeram pensar justamente o contrário sobre o ser humano.

Parece que para ser cool, temos que cada vez mais nos encaixar em um padrão, ser igual a alguém, pertencer a um determinado grupo e isso está nos fazendo perder completamente nossa autenticidade, aquilo que nos torna únicos e diferentes de todos os outros habitantes desse planeta.

Fazendo uma breve busca no YouTube, me chamou atenção a quantidade de vídeos em que Blogueiras/ YouTubers tentam ensinar os seguidores a serem iguais a elas, a copiar suas fotos perfeitas no Instagram e até a conseguir mais seguidores. Dentre milhares, decidi clicar em um vídeo de uma blogueira gringa chamada Carly Cristman sobre como tirar boas fotos para o Instagram. 

Ela dá boas dicas sobre poses, sobre como pedir para estranhos tirarem fotos suas na rua e pasmem, até como produzir cenas que fazem a sua vida parecer algo que não é. Sabe como? Tipo usar um papel contact que parece mármore para criar uma superfície perfeita e sofisticada para fotos, assim, mesmo que você more numa república, suas fotos vão sair perfeitas (esse é o exemplo que ela dá no vídeo).

Já não é de hoje que o Instagram virou um lugar para exibir a vida que as pessoas gostariam de ter e não a que elas realmente têm. O que antes era uma ferramenta para guardar e compartilhar momentos que estavam acontecendo aqui e agora (Insta vem e instant), virou um catálogo de imagens perfeitas, altamente produzidas e retocadas e, muitas vezes, sem nenhuma personalidade. Parece que todo mundo só está aguardando seu feed ser descoberto para ficar milionário.

E, como tudo que prende a atenção das pessoas vira ferramenta de marketing, a rede social se tornou uma grande vitrine virtual, onde você pode comprar quase tudo o que está visualizando a um clique de distância. Essa é a cara do Instagram aqui nos Estados Unidos (não sei se já é assim no Brasil também):

Isso acabou incentivando ainda mais as “influencers” a criarem uma vida perfeita para ser compartilhada, já que isso vende, e vende muito. E, quanto mais seus seguidores as copiam, mais elas ganham dinheiro para produzir uma vida ainda mais perfeita e influenciar ainda mais pessoas.

Só que o quanto disso tudo que a gente vê passando pela nossa timeline é realmente verdade?

Fiquei pensando nisso quando vi um post de uma outra blogueira gringa que eu sigo há um tempo e me deixou de boca aberta. O nome dela é Jessica Stein e seu Instagram leva o nome do seu blog @tuulavintage.

Ela é super descolada, está sempre (SEMPRE) viajando para lugares incríveis e tirando fotos maravilhosas. Tem um estilo super simples e despojado que embora seja produzido, parece muito natural. É como se ela acordasse perfeita todos os dias sem nenhum esforço e passasse sua vida perambulando entre as praias mais lindas do mundo.

Em seu último post, ela anunciou que está grávida de 7 meses. Não só isso, mas também que teve uma gravidez de risco, que esteve hospitalizada e que teve depressão nesse período. Eu fiquei em choque já que nos últimos 7 meses eu acompanhei seu perfil super ativo com fotos de suas viagens na sua versão não grávida como se aquilo estivesse acontecendo no momento em que a foto foi postada. Por 7 meses, 2 milhões e meio de pessoas acompanhavam uma vida fabricada especialmente para aquela rede social.

De forma alguma eu estou aqui para criticar ou dizer qualquer coisa sobre esse momento tão complicado da vida dela, ou que ela deveria ter se exposto desde o começo, etc. Pelo contrário, acho que as pessoas estão se expondo demais e isso também é parte do problema.

A conclusão que eu cheguei é que no momento em que as pessoas transformam a própria vida e sua imagem pessoal em um produto, acabam deixando de ser quem realmente são ou começam a viver 2 vidas, como foi o caso da Jessica Stein.

Além disso, passam a viver em função do que é mais interessante postar, já que esse mercado se tornou extremamente competitivo e é preciso se reinventar todos os dias para não perder audiência. Muitas escolhem os lugares que frequentam, as roupas que vestem, para onde viajam e até o que comem pensando no que vai render um bom conteúdo ou uma boa foto. Perdem momentos preciosos de conexão e intimidade com as pessoas próximas fazendo reality show da própria vida nas redes sociais.

Ao se exporem, não só se abrem à crueldade daqueles que não hesitam em criticar, apontar defeitos, julgar, mas também assumem uma enorme responsabilidade para com aqueles que por alguma razão as idolatram e querem viver a mesma vida que elas. 

Como ser autêntico no meio de tudo isso? Eu não sei.

É por isso que eu tenho me esforçado para filtrar ao máximo o conteúdo que eu consumo e o tempo que eu passo nas redes. É muito difícil se blindar de todos os estímulos que recebemos todos os dias, mas essa foi uma das minhas resoluções para este ano e estou tentando manter.

Eu amo redes sociais, adoro compartilhar fotos bonitas e o que estou fazendo, mas também estou tentando prestar mais atenção antes de postar algo, penso se aquilo faz sentido para mim e se não vai me privar de viver o momento que está acontecendo aqui e agora. Quando escolho postar, é porque eu vou ficar feliz em reviver aquela memória no futuro e não porque sei que aquilo vai render muitos likes.

Também adoro acompanhar a vida de pessoas que me inspiram mas, atualmente, elas são cada vez mais reais e menos famosas. Gosto de gente autêntica, que vive uma vida de verdade com a qual eu me identifico. Adoro dicas, mas quero ter certeza de que a pessoa que está dando não está ganhando nada por isso ou, se está, que faça sentido com a realidade que ela mostra e não que ela seja apenas pelo dinheiro. Quero acompanhar as conquistas, mas também os problemas e defeitos porque eles também me inspiram e exercitam a minha empatia.

E vocês, que dedicam parte do seu tempo tão precioso para me acompanhar, desculpem o desabafo. Saibam que eu tento ser o mais transparente e verdadeira possível, não só aqui no blog, mas também em todos os meus pontos de contato com vocês. Tudo o que eu quero é compartilhar algumas das minhas experiências e aprendizados para inspirar vocês a serem versões melhores de si mesmos e cada vez mais felizes com a vida!

Agora me contem, quem inspira vocês? O que faz você querer acompanhar a vida de alguém nas redes sociais?

<3 Fê

Imagem: John Holcroft

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24 Comments

  • Reply Marcela 14 de Fevereiro de 2017 at 15:17

    Olá Fê! Sempre gosto de ler teus textos e gosto de refletir com as perguntas do fim das postagens. As vezes vira até post no meu blog ( http://www.radiantee.blogspot.com ). Mas agora parei pra pensar justamente sobre o que me faz querer acompanhar a vida de alguém, e sobre quem me inspira nesse mundão das redes sociais.
    A Lahna do @casacomamor é de longe a pessoa que mais me inspira nas redes sociais. Mesmo que ela não poste diariamente, mas sempre o que posta é útil e inspirador. As meninas do @oficinadeestilo são, também, sensacionais. Esse ano, estou aprendendo muito com elas.

    • Reply Fe Neute 14 de Fevereiro de 2017 at 22:08

      Eu adoro as meninas da Oficina!!! Não conheço o @casacomamor, mas já vou dar uma olhada! Obrigada por compartilhar!

  • Reply ADRIANA FIGUEIREDO 14 de Fevereiro de 2017 at 17:43

    Oi Fê,

    O que me faz seguir você é justamente o diferente. Na empresa teve um evento sobre marketing e um dos assuntos foi as gerações. Algumas semanas atras eu vi seu snap e você falava da geração milênio, sobre a exclusividade. Eu não me contive e fui pesquisar um pouco e terminei borboletando em outros sites. A informação nunca é demais e ninguém tira da gente. Obrigada pelas suas postagens e partilhas.

  • Reply Luísa 15 de Fevereiro de 2017 at 10:23

    Oi Fê, eu nunca comento em nada que eu leio por aí, mas sou obrigada a vir aqui dizer que você é um alívio nesse meio de blogs e pessoas “influenciadoras” nas redes sociais. Eu te acompanhado há séculos, – desde que descobri o blog -, e é uma alegria abrir o snap e ver alguma dica, desabafo, curiosidade, enfim, algum conhecimento seu sendo repassado, e o principal, de maneira MUITO autêntica. Hoje em dia, simplesmente não dá mais pra saber se o que você vê é realmente aquela pessoa ou uma fábrica de posts pagos, lugares montados, facetune, equipe de maquiagem e cabelo e não sei mais o que se pode inventar.
    Obrigada por compartilhar seus pensamos com a gente, você sempre me faz refletir e repensar atitudes que eu tenho.
    É um exercício diário, porque temos que nos questionar, sempre.
    PS. também estou na maratona Oscar e quero ver mais suas resenhas aqui no blog! huhu
    Beijâo

    • Reply Fe Neute 15 de Fevereiro de 2017 at 11:36

      Obrigada por escrever isso, Luísa! Já pensei em parar com o blog mil vezes, mas são mensagens como a sua que me fazem continuar, mesmo sem ganhar nada por isso <3

    • Reply Amanda Aragão 23 de Fevereiro de 2017 at 09:23

      Nossa, Luisa, eu concordo demais com você!

      Fernanda, comecei a seguir seu blog porque você falava sobre ser free-lancer e nômade digital, mas indo muito ao contrário do papo simplista de “largue tudo e vá ser feliz”, você é sempre coerente, sempre honesta e autêntica. Sempre trouxe questionamentos e outros lados que outros lugares que falam sobre isso nunca trazem. Você disse que o blog começou com uma pesquisa sobre felicidade, e o que eu acho o máximo é que ele continua sendo, daí a coerência. Você foi buscar sua felicidade na vida nômade, depois viu que não era bem assim, tá em outro momento da sua vida agora. E você é sempre honesta com a gente sobre isso. Não tenta vender um sonho, sabe? E continua falando sobre felicidade.
      Nos seus posts, tanto aqui quanto no instagram, é visível que você não está se esforçando por likes, mas compartilhando instantes. Minhas redes sociais tb têm sido muito mais de pessoas reais, muito embora as use muito menos.

      E este é um dos lugares que venho, justamente porque encontro autenticidade aqui. 🙂

      • Reply Fe Neute 27 de Fevereiro de 2017 at 18:16

        Que comentário inspirador. Obrigada por compartilhar comigo, Amanda <3!

  • Reply Marla 16 de Fevereiro de 2017 at 15:14

    Oi Fê, comecei a te acompanhar recentemente e estou adorando. Faço minhas as palavras da Luísa do post acima. Vc é muito autêntica.
    Eu seguia muitas pessoas “influenciadoras” mas agora não sigo mais. É uma avalanche de “falatórios” sem conteúdo e de produtos que realmente não dá mesmo…
    Pessoas que sigo e me inspiram são pessoas comuns como por exemplo, vc, a Cami Cilento, nutricionistas, desing de interiores, psicanalistas, coach e etc. Aprendo muito.

  • Reply Ana Paula Paiva 17 de Fevereiro de 2017 at 14:57

    Ótimo texto, Fê! Com a maturidade você aprende a filtrar e entender que muitos transmitem uma vida falsa nas redes. Percebo o quanto você é sincera e cuidadosa ao expor suas vivências e opiniões, com autenticidade!! Adoro…. Bjos no coração.
    Ana Paula – SJC – SP

  • Reply Viviane Basile 19 de Fevereiro de 2017 at 03:31

    Comecei a acompanhar seu snap há 1 semana. De la, cheguei no seu insta e aqui no blog.

    Uau! Como você escreve bem. Resumiu muitos dos meus pensamentos sobre essa vida linda-perfeita-glamourosa que tanto vemos por aí.

    Texto redondinho! Leitura saborosa. Continuarei meu passeio por aqui. Pelo jeito, ainda tenho muito a descobrir!

    Beijo da “vizinha” de Washington.

    • Reply Fe Neute 19 de Fevereiro de 2017 at 15:34

      Quem bom saber que você veio do Snap para cá! Obrigada pelos elogios!

  • Reply Anna 24 de Fevereiro de 2017 at 15:14

    Oi Fe,
    Seus textos sao um refresco no meio de tanta coisa fabricada nas redes sociais. Especialmente a parte que voce fala sobre quanto tempo de nossa vida gastamos nas redes sociais me inspirou muito, pois tambem estou na luta de tentar pensar como gasto meu tempo. Atualmente, por exemplo, so tenho snapchat para ver seus snaps, pois as suas reflexoes e sua vida “gente como a gente” me inspiram muito. Sai do Brasil e ano passado e estou morando no Canada e tambem me inspirando com a sua vida de estrangeira morando fora! Por favor, continue compartilhando os seus pensamentos com a gente! (desculpe a falta de acentos, ainda estou me adaptando a este teclado canadense! heheheh)

  • Reply Aline 28 de Fevereiro de 2017 at 01:17

    Também penso a mesma coisa, incrível como pode ser mais importante fotografar do que viver.

  • Reply Clara K 2 de Março de 2017 at 23:34

    Oi Fe, uma conta que eu sigo e me inspiro muito é da nutricionista Carol Sartori. Ela desmistifica toda essa avalanche de dietas da moda de um jeito muito simples e real.
    Continue compartilhando seus momentos, sua autenticidade é notória em todas as fases que você nos revelou até agora.
    Comecei a embarcar nas escrita pessoal por causa da maternidade fora do Brasil, e é um exercício diário de escolha do que dividir sem me enfeitar ou me expor demais. Valeu pelo texto!

  • Reply Amanda Fontenelle 6 de Março de 2017 at 15:30

    Oii Fê, um blog que sigo muito e que me inspira sempre é o seu, sinceramente não achei nenhum outro que me cative tanto. Gosto muito da sua sinceridade e forma como aproxima o leitor a se identificar em muitos aspectos ao que escreve. Mesmo não valendo nada seu blog, vale muito pra mim. Amo seus textos e reflexões. 😉

  • Reply Italo 7 de Março de 2017 at 09:45

    Encontrei seu blog muito sem querer, achei incriveis os textos. Semana passada recebi um primo em minha casa para comer esfirras e beber cerveja. Comentávamos sobre alguns amigos que nao via ha tempos e sobre oq viamos no instagram. Perguntei sobre uma amiga que expoe um relacionamento perfeito se ela estava bem, ele respondeu que saiu com o casal e que o cara tratou a menina mal a noite inteira, que a vida do instagram deles era falsa. Ai comentamos sobre como o instagram está cansativo, parece que todos estão de dieta, fazendo crossfit, ou exibindo o quanto sao workaholics como se passar tempo com a família fosse de somenos importancia. Acho que se a pessoa nao tiver a sacada que rede social é em grande parte vida editada, vai entrar em depressao comparando sua vida. Após essa sacada e o uso controlado, vc acaba dando boas risadas

  • Reply Elifas Santos 18 de Março de 2017 at 12:47

    Olá Fê!

    Eu gosto do verdadeiro. Mesmo sabendo que muitas postagens não são, é fácil identificar as que foram postadas com vontade. As redes sociais refletem um pouco o que a pessoa está sentindo naquele momento. Se está feliz, curto e comento. Se está triste, puxo uma caixa de dialogo e procuro saber o que está acontecendo com ela, naquele exato momento. Gosto de ver imagens bonitas, gosto de encontros de amigos e artes. Musica também. Acompanho alguns artistas. Não sou muito fã de blogueiras com dicas de moda, maquiagem, vida saudável. Mas eu gosto de acompanhar o natural. Adorei seu texto, é isso mesmo. Concordo com você.

  • Reply Thaís Canto 28 de Março de 2017 at 01:32

    Venho no seu blog eventualmente e sempre acabo me deparando com textos super alinhados com alguma reflexão minha do momento. Ontem vi o ep. 1 da terceira temporada do Black Mirror e é impossível vê-lo e não lembrar do Instagram e da falta de autenticidade que se vê por lá em muitos casos e do que acabei de ler por aqui.
    Respondendo a sua pergunta…. o que me faz querer acompanhar a vida de alguém nas redes sociais é a possibilidade de ver algo por um ponto de vista diferente do meu, inclusive com superação de desafios reais e claro, com muita autenticidade. Como gosto muito de saber mais sobre nomadismo digital, acompanho os canais do Casal Partiu e do Travel and Share. E a escolha por esses dois canais foi justamente por eles terem me passado muita autenticidade no que dizem e vivem. Inclusive compartilhando alguns desafios e que a vida de quem viaja não é sempre essa alegria toda que todo mundo espera.
    Continue sendo autentica tb, seja essa gota pura no oceano “meio” poluído. rsrsrs Sua autenticidade sobre como foi a vida nômade para vc confirmou algumas ideias que eu tinha, mas no mundo perfeito dos sonhos nunca vi ninguém querendo assumir o que vc assumiu. Tanto que sempre uso seu texto como exemplo com clientes que querem ser ou já estão no caminho da vida nômade e percebem que as coisas nem sempre são tão boas e maravilhosas como vemos nas redes sociais. 😉

  • Reply Charlene 30 de Março de 2017 at 06:08

    Belo texto, e olha que eu achei seu blog em um momento que estava precisando ler e ouvir algumas matérias , esse texto que você acabou de escrever, todos deveriam ler, faria as pessoas refletirem a forma de ver a vida, que nem tudo é tão real como parece, tenho uma filha de 07 anos e infelizmente ou felizmente a internet faz parte da vida dela, e depois de ler esse texto me fez pensar até onde podemos ir com essas influências todas, e o que devemos passar adiante ao nossos filhos, pois quem não conseguir filtrar todas essas informações, acaba se frustrando e comparando a vida com pessoas que nem se quer existe, pois se você não vive aquilo se significa fake.
    Adorei sua forma de escrever os textos, Parabéns, isso ajuda muita gente.

  • Reply Andressa 11 de Abril de 2017 at 17:10

    Muito bom! Quando conheci teus primeiros textos, confesso que achei tudo muito de outro mundo. Mas depois de amadurecer um pouquinho percebi que tudo o que você fazia era compartilhar e inspirar e entendo muito essa tua precaução de não querer expor tanto tua vida. Sobre isso, cabe uma reflexão também sobre o público que acompanha essas pessoas ‘não tão reais’, né? Quando uma dessas inúmeras blogueiras tira uma foto e aparece, por exemplo, um detalhe, um quadro, uma bancada de maquiagem, etc, já se iniciam os comentários de desespero pedindo pelo-amor-de-Deus-onde-vc-comprou-isso? faz tour do quarto! faz tour do apê! faz tour do closet! mostra todas as suas maquiagens! Sendo que muitas vezes, esses ‘detalhes’ que aparecem ‘sem querer’ em fotos já é proposital pra dar pauta para o próximo vídeo, afinal, eles se consideraram ‘criadores de conteúdo’, não é mesmo?

    Aquelas pessoas querem saber tudo daquela que eles acompanham até o último nível do ser, até vida íntima mesmo, se for possível. Fora que: você já se atentou aos comentários? “Um corpo é um corpo”/”Queria acordar assim”/”Podia ser a gente”/”Quero essa barriga”. Chega a ser perturbador…

  • Reply Ingrid 24 de Maio de 2017 at 13:29

    Oi Fernanda, estou te seguindo a pouco tempo por indicação da Lara e estou amando, você é uma geminiana muito autêntica, inteligente e tem muita propriedade do que fala, estava vendo seu snap ontem e pensei agora que estou assistindo vc quer sair? Espero que não! Você está no meu tipo da lista de inspirações, obrigado ?

    • Reply Fe Neute 31 de Maio de 2017 at 13:26

      Obrigada, Ingrid! Seja bem-vinda aqui também!

  • Reply Luanna 7 de julho de 2017 at 13:26

    Fe, amei amei amei esse post!
    Muito obrigada <3

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