Felicidade

5 MENTIRAS QUE DEVEMOS PARAR DE CONTAR PARA NÓS MESMOS

13 de novembro de 2013

Logo que eu comecei a trabalhar em agência de propaganda eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada.

O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e essas atividades me faziam sentir dessa forma.

Quando você identifica a sua necessidade primária, fica mais fácil entender o que você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.

Quando eu percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidado de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.

Mas, não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificar o motivo pelo qual a nossa vida é do jeito que é.

Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha.”, sempre que tenta explicar para todo mundo o por quê dela aceitar os absurdos vindo da chefe.

A grande verdade é que sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos auto-proteger.

Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”.

Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia.

Uma coisa que eu aprendi é que quando você REALMENTE quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.

A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.

Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia.

Mas, sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar as seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de Whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.

Aí você pode me dizer, “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”

Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”.

O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem.

É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.

E, justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa, que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.

Usamos a falta de dinheiro para nos convencer de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa, quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.

É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita.

Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.

O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas, fique tranquilo, eu não vou te dar o conselho óbvio da autoajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje.

Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.

4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”.

Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no transito todos os dias.

Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, eu realmente acreditava nisso.

Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, eu percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei.

No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas.

Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe.

Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem “isso”.

Na maioria dos casos, sim, você vive.

Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar.

Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.

O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.

A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez ;).

Imagem: PingHua Chou

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47 Comments

  • Reply Camis 13 de novembro de 2013 at 13:00

    Adoro seu blog. É mto inspirador. vc é tipo uma amiga platônica minha (estou roubando o termo do Gregório Duvivier, outro amigo platônico)…

    • Reply Fê Neute 13 de novembro de 2013 at 14:30

      Nesses últimos meses eu aprendi que uma das coisas mais legais de se ter um blog são as pessoas que a gente acaba conhecendo, mesmo sem conhecer 🙂

  • Reply Bruna 13 de novembro de 2013 at 13:14

    Fe, do céu, que texto sensacional! Adorei e concordo em gênero, numero e grau com tudo o que li aqui. O ser humano adora inventar desculpas pra não fazer, pra não ser e pra justificar o fato de não “conseguir certas coisas”. O fato, como você mesmo disse, é que a gente coloca nas pessoas, coisas e planos a responsabilidade pela nossa felicidade. Li um livro muito bacana e até escrevi sobre isso no meu blog, sobre a nossa felicidade estar aqui, agora. Claro que é essencial que nos planejemos, que tenhamos metas, objetivos, sonhos a ser conquistados, mas não devemos fazer deles nossa meta de felicidade. Como você mesmo disse, o ser humano nunca estará completo e provavelmente quando ele realizar aquele sonho que achava que o faria feliz, certamente muitas coisas novas, planos e outros sonhos já serão o próximo passo para a felicidade.

    Adorei tudo o que você disse. E ó, aquele depilador elétrico Philips foi uma das melhores invenções dos ultimos tempos. Não vivo mais sem um! Rs

    Beijos!

  • Reply Adriana Torreggiani 13 de novembro de 2013 at 13:28

    Adoreeeei….depois de “alguma maturidade” tomei como filosofia de vida isso: Não podemos colocar a culpa pessoas (ou nas coisas) os motivos pelo qual não somos felizes. Criar expectativa demais, esperando sempre do outro, isso não funciona. Tenho uma irmã que é assim, e várias vezes digo a ela que sofre por isso (ahhh se sofre), e nem se culpar pelo outro não estar feliz. Como vc mesma disse: Há percalços na vida e as vezes não ficamos bem por isso, mas temos que dar a volta por cima, por mais difícil que seja.
    Recentemente perdi minha filha (estava grávida de 05 meses), minha vida parecia que ia acabar ali naquele momento, mas pensei nas outras pessoas que precisam de mim, não posso ser egoísta ao ponto de pensar somente na minha tristeza, meu marido, minha família ainda precisam de mim, isso me “motivou” a seguir em frente e não colocar como um “motivo” para não ser feliz ( exatamente o que vc diz).
    Parabéns pelo seu trabalho de levar as pessoas textos tão maravilhosos para uma reflexão que é tão necessária.

    • Reply Fê Neute 13 de novembro de 2013 at 14:31

      Oi Adriana,
      Não é nada fácil passar pelo que você passou e só tendo muita lucidez é possível dar a volta por cima numa situação dessas. Parabéns e obrigada por dividir um pouquinho da sua história aqui! Esse é um dos meus maiores objetivos com esse site. Beijos!

  • Reply Cintia 14 de novembro de 2013 at 12:14

    Tem uma coisa fundamental em relação a essas mentiras que nos contamos: autoconhecimento. Saber de fato quais são nossas limitações, pessoais e profissionais. Exemplo disso é a história que vc contou, sobre morar sozinha. Ao longo da minha vida e da minha carreira fui também percebendo que simplesmente não tenho habilidade para algumas coisas, e ponto final. Algumas dava pra contornar e melhorar um pouco, como por exemplo se apresentar em público – sempre foi uma tortura pra mim, mas muitas vezes era inevitável e acabei desenvolvendo algumas técnicas pra sofrer menos. Mas fato é que jamais vou viver disso. Outra característica que não é minha é o empreendedorismo. Nunca fui e continuo não sendo aquela pessoa que sonha com a vida sem patrão. Não tenho a criatividade nem a energia necessárias pra tanto, mas posso ser a melhor funcionária do mundo.
    Só a maturidade e alguns (muitos) tentativa-e-erro trazem essa clareza e nos fazem parar de contar mentiras a nós mesmos…

  • Reply Eunice Moura 19 de novembro de 2013 at 15:48

    Minha felicidade está nas coisas mais simples da vida ! Só de acordar e respirar bem fundo e dar aquela espreguiçada ,me sinto previlegiada por Deus!

    • Reply Fê Neute 19 de novembro de 2013 at 15:49

      Acho que o mundo precisa de mais pessoas como você, Eunice 🙂

  • Reply Fernanda Gonçalves 19 de novembro de 2013 at 16:32

    Olá Fernanda! Comentei lá na sua fanpage no Facebook, mas replicarei a mensagem aqui…Coincidência ou não, meu nome também é Fernanda, minha formação é em comunicação social – Relações Públicas, tenho 31 anos e também larguei o meu trabalho com o mesmo objetivo que você. Não foi possível fazer uma viagem, mas estou dando um tempo em casa mesmo, estudando, pesquisando e refletindo bastante. Tenho a intenção de montar um blog também, quem sabe a gente pode trocar algumas informações, boas práticas e parceria em breve.

    Esse post é a mais pura verdade, refleti muito sobre esses pontos para tomar a decisão de parar de viver no automático em busca de um trabalho ou qualquer outra atividade que nem me dê tanto dinheiro, mas que eu possa me sentir mais feliz, em paz comigo mesma, com minha família, marido, amigos. E também ajudar outras pessoas a se tornarem melhor. Estou pesquisando bastante outras atividades para recomeçar, usando os conhecimentos e experiências que tenho. É um processo cheio de dúvidas, incertezas, mas que precisamos tentar, senão nunca saberemos mesmo se valerão a pena. Adorei o seu blog e seu projeto e vou te acompanhar para me inspirar mais ainda do que já estou…rs…tudo de bom!!

    • Reply Fê Neute 19 de novembro de 2013 at 16:47

      Oi Fernanda!
      Eu admiro muito sua coragem, pois sei exatamente como é acordar e não ter certeza de como sua vida vai ser e ainda assim ter a certeza de que fez a escolha certa! Bem-vinda ao clube. No que eu puder ajudar, sinta-se a vontade para me escrever no fernanda@felizcomavida.com
      Beijos!

  • Reply nara odo 19 de novembro de 2013 at 17:34

    Disse tudo..e dói ler a verdade e ainda mais encará-la né? Quantas mil desculpas inventamos ao longo do dia e que só nos faz perder oportunidades, momentos e experiência..é..repensar aqui..

  • Reply Brvna 23 de novembro de 2013 at 00:46

    Parabéns!

  • Reply Luiza (Luly) Bocca 25 de novembro de 2013 at 16:32

    Fê, eu realmente adoro o seu blog! Todos os seus textos me fazem ter motivação para dar a cara pra bater e continuar lutando! Sexta eu pedi as contas de um emprego que não me deixava feliz, e no domingo eu prestei vestubular ( FUVEST) , sei que não fui bem mas vou continuar lutando pela minha carreira e futuro!Beijos

    • Reply Fê Neute 25 de novembro de 2013 at 17:48

      Oi Luiza!
      Cada vez que eu recebo uma mensagem como a sua tenho a certeza de que estou fazendo a coisa certa na minha vida! Acho que o mais importante é ter consciência sobre o que te faz ou não feliz e pelo que você disse no comentário você já tomou duas atitudes importantes em relação a isso. Parabéns! Quanto a não ter ido bem no vestibular, talvez isso também sirva como incentivo ou como direcionamento para que você possa melhorar para a próxima. Nada melhor do que ter a referência para saber onde devemos e podemos melhorar. Um beijo e continue sempre por aqui 😉

  • Reply Aline 27 de novembro de 2013 at 20:51

    Falou tudo! É exatamente assim, a gente nem sempre para pra se perguntar o real motivo das coisas. Se fossemos honestos mesmo, a solução viria bem mais fácil. Acho que isso vem daquela histria de não admitir erros, ou não se aceitar, do “se eu realmente for assim, o que vão pensar de mim?” e por aí vai. Mas é simples ser feliz né? Só escolher e aprender a se ver mais real né?

  • Reply Maria 3 de dezembro de 2013 at 12:27

    Texto interessante. Mas fica a duvida: dizer que nunca saiu da casa da mae porque “nao gosta de ficar sozinha” nao é tambem uma “desculpa”, igual as outras desculpas “como precisar para as contas”? Afinal, o que é uma desculpa? Devemos combater as desculpas? Me parece que falta algo aqui…

    • Reply Fê Neute 3 de dezembro de 2013 at 12:37

      Oi Maria,
      Seu ponto é interessante. O que eu quis dizer é que as desculpas são as mentiras que contamos para nos enganarmos sobre um determinado comportamento que estamos tentando evitar. Por exemplo, eu estava cansada de morar longe do trabalho, sabia que se me mudasse não sobraria dinheiro para fazer outras coisas que eu gosto e além disso, eu não gosto de morar sozinha. Todos esses motivos são a verdade, são as reais razões porque eu não me mudei antes. Mas a “desculpa” que eu inventei para mim mesma é que minha mãe precisava do meu dinheiro, então por isso eu não me mudava.
      Na minha opinião, as desculpas são os motivos que usamos para justificar algo que no fundo não temos coragem de fazer e nem de assumir para nós mesmos que não temos coragem e assim, inventamos uma desculpa 😉

  • Reply douglas maglio 8 de dezembro de 2013 at 23:27

    E’ sempre um otimo comeco parar de olhar para as mesmas desculpas e usar o cerebro em busca de solucoes que tornem sua vida e seu mundo melhores!!!
    Trabalhar os defeitos, os vicios que nos colocam em situacoes rotineiras nao e’ facil, mas se quisermos, realmente, saimos da neblina que nos impede de vermos que a vida e’ muito maior que a bolha que nos engole!!! A bolha do vicio, do consumismo, do marasmo, da ganancia, da solidao, da oferta falsa de uma felicidade aparente!

  • Reply Marianeta 9 de janeiro de 2014 at 00:02

    Mas eu gostei e foi demais!!

    Minha irmã me apresentou ao seu blog e já vou favoritar!

  • Reply Nicole 22 de janeiro de 2014 at 22:43

    Mais um post muito sensato.
    Seria uma delícia sentar numa mesa de bar e prosear sem pressa com você! (sou hetero. rs)

  • Reply Rodrigo 13 de fevereiro de 2014 at 01:39

    Descobri seu blog agora pouco e estou lendo o máximo que consigo, rsrs…simplesmente sensacional e inspirador! Obrigado por compartilhar com a gente suas experiências e percepções! É muito bom saber que existem pessoas como você no mundo!

    • Reply Fê Neute 13 de fevereiro de 2014 at 03:45

      Obrigada, Rodrigo!
      Espero te ver sempre por aqui =)

  • Reply Aline Mascarenhas 28 de fevereiro de 2014 at 13:51

    Esse texto é tudo o que eu precisava para hoje (e pra vida) <3.

  • Reply Patricia Damasio 15 de março de 2014 at 00:15

    Eu simplesmente amei, amei conhecer sua história e seu blog! Que legal! Eu com certeza gostaria de ser uma nômade digital, se fosse com meu marido…rsrsrs. Se ele topasse eu largaria tudo e viajaria por esse mundão a fora! Muito inspirador! Fizemos algumas viagens bem de mochileiros, já chegamos em alguns lugares sem ter reservado onde ficar ou as vezes ter que dormir na rodoviária, ficar no hostel mais barato sem luxo e agua quente…rsrs, entre outras coisinhas. Amei a maneira de você escrever, passa uma proximidade e simplicidade. Num sei…rs. É muito gostoso de ler!

  • Reply Mírian Furtado 18 de março de 2014 at 14:23

    Olá, Fernanda.

    Li seu texto no Facebook e tenho pensado bastante a respeito desse assunto, que parece tão simples, mas ao mesmo tempo tão longe. Sair da zona de conforto requer coragem para enfrentar as consequências, mas antes disso é preciso admitir que quer mudar, e essa na minha opinião é a parte mais difícil.
    Parabéns pelo texto e incentivo!

  • Reply Giselle 19 de março de 2014 at 17:06

    Muito bom! Sem desculpas…

  • Reply Diogo Pimenta 19 de março de 2014 at 20:20

    Olá, Fernanda.

    Estava lendo as notícias na internet, e de repente, vi esse titulo intrigante e ao mesmo tempo muito interessante. Adorei o seu texto e a lógica das suas palavras. Você escreve muito bem. Parabéns pelo texto e pelo blog.
    Também escrevo um pouco quando possível. Se quiser visitar o meu blog é só acessar o link: http://www.diogo-pimenta.blogspot.com.br Espero que goste!

    Um forte abraço e fique com Deus.

  • Reply Danielle 24 de março de 2014 at 15:13

    Fernanda,

    Parabéns.

    Vi seu artigo no Hypeness, sou seguidora da Rohnda Byrne do The secret, acho que mudou minha vida…felicidade para mim é um estado de espírito mas mudo de idéia a cada dia sobre o tema, sempre bom aprender…

    Adorei seus artigos, pesquisa e tudo mais e vou te seguir rs não tem como não se identificar o mundo anda muito louco e realmente a gente perde o foco, se desanima fácil!

    Inspirador! Obrigada por compartilhar…

  • Reply Cinthia Moreira 5 de abril de 2014 at 04:24

    Quanta lucidez. Tratou de assunto que normalmente é tema de um livro inteiro de forma simples e direita. Adorei!

  • Reply Thais 23 de abril de 2014 at 17:24

    Fê, estava lendo o texto e senti uma vontade enorme de chorar… Estou com 25 anos e mergulhada nesse conflito todo que você tão bem escreve nos teus textos… Sair de casa, largar o emprego estável, abrir o próprio negócio, continuar investindo nos estudos, enfim… Muito obrigada por estender a mão com teus textos, pra quem esta se sentindo no fundo do poço…

    Abraços,

    Thais

  • Reply Daniela Farias 28 de abril de 2014 at 00:23

    Parabéns pelos textos e pela sua história! Uma amiga me enviou seu blog e agora não consigo parar de ler!
    Momento certo que começo a ler, sempre corri atrás das coisas que acreditei, larguei um relacionamento de sete anos, por não estar mais feliz, conheci uma pessoa e casei e mudei de estado em apenas três meses, já se passaram quatro anos e não me arrependo de nada!
    Hoje meu dilema é a carreira profissional, do mundo tão sonhado trabalhar com RH, hoje me encontro na empresa que sempre quis estar e percebo que não sou feliz, me culpo e falo como não sou feliz se era o que sempre quis!?! E seus textos revelam que sempre buscamos aquilo que não temos, ou até mesmo culpamos ou colocamos desculpas em tudo! Enfim, preciso decidir a minha vida, pois não consigo estar em algo que não me me faça feliz! Só queria dividir um pouquinho da minha história. Bjos

  • Reply Vanessa 3 de maio de 2014 at 16:22

    Texto maravilhoso! Eu nunca tinha parado pra pensar nessas coisas desta forma.

  • Reply Clarissa 5 de junho de 2014 at 22:36

    O que eu achei do texto?um sucessão de tapas na cara hahaha.
    Acho que é verdade, na maioria das vezes arrumo desculpas para não fazer as coisas, coloco responsabilidade em coisas e pessoas para a minha felicidade e fico pensando no que não tenho e gostaria de ter.
    Foi tipo um : ACORDA MENINA.

    Gostei muito.

  • Reply Patricia Leardine 7 de julho de 2014 at 18:19

    Muito bom o texto. Quando as desculpas cessam podemos enxergar a verdade na gente mesma. Quando penso que algo que não “dá tempo” já compreendo que sou eu que “não me dou tempo”. E se há alguma dificuldade em mudar ou em me afirmar, procuro me imaginar como se o “obstáculo” já tivesse ido embora, e aí tudo que me sobra é um presente com possibilidades. E quando quero fazer algo realmente evito ficar me desculpando (ou culpando) porque nem sempre, lá no fundo, a gente “sente muito”.

  • Reply Patricia 30 de julho de 2014 at 16:58

    Estou encantada por seu blog!!!Você transmite um sentimento tão bom.É como se seu blog fosse personificado!Uma amiga que aconselha e divide suas experiências.Parabéns!!!!!

  • Reply Ricardo 1 de agosto de 2014 at 12:49

    Olá Fê,

    Fantástico seu texto.

    Isso vai ao encontro do que pensei certa vez e percebi que a vida é realmente fácil de ser vivida. Mas nós, os humanos, com medo de fracassar arranjamos várias “dificuldades”. E aí o que deveria ser fácil torna-se extremamente complicado.

    Eu comparo com o desespero que sintíamos quando na escola, ou faculdade nos deparávamos com uma prova fácil. Logo pensávamos com nossos botões:
    – Aí tem pegadinha!
    – Caraca! E se não tirar 10?
    – Como vou encarar o mundo se eu não tirar 10 numa prova tão fácil? Vai ser o fracasso da minha vida!

    Muito legal o seu texto. Parabéns!

    Ricardo

  • Reply Ana Flávia 6 de janeiro de 2015 at 14:17

    Post terapia!!!! hahahaha

  • Reply genice 18 de janeiro de 2015 at 10:27

    Parabéns o seu blog é perfeito. …faz agente refletir …..

  • Reply Tiago 4 de fevereiro de 2015 at 22:25

    Achei seu site. E que bom que achei!
    Parece que sempre tem um post, uma frase, um parágrafo que se adequa àquele momento da vida.

    Obrigado 🙂 <3

  • Reply Carmem 9 de fevereiro de 2015 at 21:31

    Caramba amei o seu site ,muito bom <3

  • Reply Tob 2 de novembro de 2015 at 16:30

    Ótimo, repassei pra minha família.

  • Reply Bia 21 de janeiro de 2016 at 11:26

    Esse texto não poderia ser melhor!! Acho que o que mais pega pra mim em TUDO é a família, não conseguir desapegar e tudo o mais 🙁

    bjão!

  • Reply Elizabeth T Scorsin 22 de janeiro de 2016 at 17:06

    Li o texto e serviu direitinho (e olha que eu tenho alguns aninhos a mais e mesmo assim ainda me “desculpo”).
    beijinhos

  • Reply Priscila 27 de janeiro de 2016 at 10:32

    Absolutamente nunca comento em nenhum texto que leio pela internet, mas puts… esse texto parece que foi escrito por mim e para mim, rsrsrsrs nunca me vi tão retratada em cada frase, do inicio ao fim.
    Me fez acordar pra algumas coisas, e por isso só tenho que agradecer por suas palavras <3

  • Reply walder 1 de junho de 2016 at 16:30

    É um fato a se pensar. mas eu sei que toda vez que tenho tempo faço muita coisa que eu não faço por falta dele. As consequências de uma escolha ruim causam um regaço as vezes até irreparavel. vai um pouco além do que eu quero mais. eu queria me exercitar, estudar e etc. e até o faço dentro do possível. mas se eu deixar uma responsabilidade de lado é catástrofe na certa. demissão, meu filho sofrendo, risco da minha mulher ir embora com o meu filho, humilhação, sofrimento maior do que a falta do prazer que uma viagem ou algum projecto me traria. minha exposa cedeu a tentação de viajar e eu to sofrendo juntinho com ela as consequências apesar deu não ter viajado por que eu estava trabalhando. Se eu for mesquinho e me der esse direito só porque ela se deu este direito o barco afunda.

  • Reply Rosanna 11 de agosto de 2016 at 16:57

    Texto maravilhoso!!!Simplesmente isso!

  • Reply PAULA 16 de janeiro de 2017 at 15:34

    Bom demais esse texto! muito amor <3

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