Felicidade

CUIDADO: SUAS VIAGENS DE FÉRIAS PODEM ESTAR TE ENGANANDO!

11 de agosto de 2014

Antes de pedir demissão para viajar, eu era conhecida como a pessoa que mais tirava férias na agência que eu trabalhava. Mas, nem sempre foi assim.

Quando eu estava na escola, até mais ou menos a 5ª série eu detestava as férias. Acho que eu era a única criança  que preferia ir para a escola em vez de passar 2 meses sem fazer nada. Aliás, esse era exatamente o motivo pelo qual eu não gostava. Eu nunca tinha nada para fazer, nunca viajava, não tinha muitos brinquedos, TV a cabo e a minha vida na escola era muito mais cheia de emoção do que os dias que eu passava em casa.

No começo da adolescência isso mudou um pouco. Embora ainda não viajasse, eu já podia sair sozinha para ir até a casa das minhas amigas e passávamos o dia conversando ou andando pelo bairro na esperança de cruzarmos com o menino que a gente gostava jogando bola ou andando de skate na rua. Quando isso acontecia, ganhávamos o dia!

Aos 16 anos eu comecei a trabalhar e, entre estágios (que na época não davam direito a férias) e mudanças de emprego, eu não soube o que eram férias, tipo férias mesmo até os 25, quando fui à Europa pela primeira vez.

Desde então eu fiquei obcecada pelas minhas férias. Para mim, era a única razão para acordar cedo, ficar no trânsito e engolir sapos quase todos os dias.

As férias eram os 30 dias mais felizes do ano. Logo aprendi que eles rendiam mais se fossem divididos em 2 partes e também não vendia um único dia. Depois que peguei mais prática, também planejava outras viagens em feriados prolongados e já fazia meu calendário no dia 2 de janeiro.

Mas, toda viagem tinha um fim e com ele vinha uma depressão que parecia tomar o lugar de toda aquela felicidade dos últimos dias. Tinha vontade de chorar só de pensar que seriam mais 6 longos meses esperando pela próxima (que a esta altura já estava até planejada).

Quem nunca voltou de férias com uma tristezinha no coração, vai?

O primeiro dia de trabalho era sempre o pior. Do caminho eu já ia pensando: “Por que São Paulo é tão feia e tem tanto trânsito? Se eu morasse em Londres com certeza não precisaria ter carro. Imagina ir trabalhar todos dias caminhando por aqueles jardins lindos e praças de Paris? Ai que delícia seria morar em Madrid. Amsterdam é tão civilizada, todo mundo fazendo tudo de bicicleta na maior paz. Buenos Aires é tão barata…”

Quantas vezes, depois de passar alguns dias em uma cidade, não pensamos como seria incrível morar lá?

Todos os lugares onde a gente passa apenas alguns dias parecem ser perfeitos. Pelo menos, era essa a impressão que eu tinha. A gente até imagina que tenham problemas, mas geralmente conhecemos o que as cidades têm de melhor e tudo parece funcionar com perfeição.

Faz 1 ano que eu estou vivendo em diferentes cidades de vários países do primeiro ao terceiro mundo, e recentemente, fiz uma visita curta a São Paulo para rever minha família e meus amigos. O fato de estar morado fora e visitado a minha cidade como turista me fez chegar a uma conclusão: eu estava sendo enganada pelas minhas férias. Quer saber por que?

Nas férias, nossa mente está livre de obrigações. A melhor parte de se estar de férias é poder esquecer todas as nossas obrigações. Nos planejamos para que, naquele período, não seja preciso pensar em nada que não faça parte dos nossos tão esperados dias de folga. É verdade que tem gente que demora alguns dias, mas eu confesso que eu me desligava no elevador do escritório. No dia seguinte era como se eu nem tivesse um trabalho. Essa sensação por si só já faz aqueles dias serem mais especiais do que os outros, os quais a gente tem 435 coisas para pensar e se preocupar.

Nas férias, nossos horários são flexíveis. Ninguém precisa acordar as 7h e pegar o metrô lotado quando está em Nova York passeando, certo? Qualquer metrópole vai ter um metrô absolutamente lotado nos horários de pico. Por isso mesmo, cidades com um enorme fluxo de turistas, como Londres, vendem passagens mais barata fora desses horários. Nossa sensação é que tudo é mais organizado e vazio porque não estamos competindo com quem vive na cidade.

Durante a minha visita à São Paulo eu fiquei sem carro. Eu sei que muita gente reclama (com razão) do transporte público da cidade, mas vou te dizer uma coisa, fora do horário de pico ele é tão bom ou até melhor do que de muitas cidades onde eu já estive. É limpo, organizado e os novos corredores são muito eficientes para quem anda, claro, de ônibus.

Eu fiquei hospedada nos Jardins, minha mãe mora na Zona Leste (para quem não conhece SP, é tipo uns 15 Km de distância) e eu andei a cidade toda (distâncias longas mesmo) de metrô e ônibus com menos de R$ 10 reais por dia. Isso é o equivalente a US$ 4.40 ou €3,30. Com o mesmo valor não é possível pegar nem o metrô ida e volta em Nova York ($2.50 cada) ou Paris (€1,70 cada), por exemplo. Além disso, assim como em outras cidades, São Paulo também tem o passe diário em que você pode andar o dia todo pelo valor de R$ 15. Se eu fosse gringa e não conhecesse os problemas da cidade, sairia de SP elogiando muito o transporte público, além das bicicletas e ciclovias espalhadas pela cidade.

Nas férias, não temos pressa. É claro que ninguém quer perder tempo quando está viajando, mas raramente estamos com pressa. Isso nos possibilita olhar para detalhes que não vemos quando estamos correndo para chegar no trabalho ou em algum compromisso. Quando estamos viajando, paramos para olhar um artista de rua, coisa que muita gente acha um saco quando eles estão atrapalhado o caminho pro trabalho. Achamos graça em simplesmente sentar numa praça qualquer, observar as pessoas enquanto tomamos um sorvete ou assistimos a um pôr-do-sol.

Nas férias, somos quem gostaríamos de ser. Eu acho que o maior motivo de sermos tão felizes quando estamos viajando é que, além de conhecermos lugares e culturas que antes só tínhamos ouvido falar ou visto em filmes e de toda a novidade diária, também nos desligamos daquela realidade que nos obriga a fazer tantas coisas que não queremos ou não gostamos. Quando estamos viajando, só fazemos o que temos vontade e isso nos faz sentir, mesmo que por alguns dias, o verdadeiro gosto da liberdade.

Muitos discordam quando eu digo que viajar nem sempre é a solução para os problemas, se não tivermos consciência dos motivos da insatisfação em relação à vida que levamos. O que eu realmente acredito é que o que está dentro da gente é o que influencia toda a experiência que uma viagem proporciona.

Nenhum lugar no mundo é perfeito, mas todos eles parecem ser quando estamos de férias. A prova disso é que até São Paulo, cinza, caótica e fedorenta na opinião de muitos, também pode ser uma cidade maravilhosa quando passeamos como turista.

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Vale a pena assistir a este VÍDEO!
Imagens: arquivo pessoal.

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27 Comments

  • Reply Luiza 12 de agosto de 2014 at 09:44

    Fê, amei seu texto! Acho que é bem isso que você falou… Nos sentimos livres nas férias, não importa onde! Até mesmo sem viajar, em casa mesmo, não temos horários, obrigações, limites… Seu texto me ajudou a abrir os olhos e não viver apenas nos intervalos (férias e finais de semana), mas fazer alguma coisa por mim todos os dias. Parabéns!! Beijos

    http://www.estiloadois.com.br

  • Reply Yudi 12 de agosto de 2014 at 10:31

    Olá Fe! Fantástico texto! Li esse e o das Desculpas que costumamos dar e já virei seu fã! rs… Me identifiquei muito com smbos os textos e estão me fazendo pensar ainda mais em sair para viver o mundo. Confesso que falta pouco! Agora estou no meu período bom, de férias, mas daqui a pouco vou iniciar meu período de depressão. Por favor, continue escrevendo. Os seus auto conhecimentos tbm estão me ajudando nas minhas reflexões. Estarei te acompanhando. Abs e boa sorte

  • Reply Ana 12 de agosto de 2014 at 10:51

    Também achei São Paulo super tranquila e até agradável, quando estive aí. Mas já tinha consciência disso. Eu consigo acordar cedo sem dificuldade em outras cidades, enquanto em Porto Alegre tudo parece chato e repugnante. Ainda que eu tente andar cada vez mais lento e vejo coisas impressionantes até mesmo em PoA, a maior cidade pequena do mundo.

  • Reply Pri 12 de agosto de 2014 at 11:16

    Que engraçado, esses dias mesmo tava lendo na internet um cara falando que foi trabalhar e estudar em Paris, trabalhava em uma confeitaria em Paris e era bem cansativo, acordava às 5 da manha, muito stress e tal. No mesmo momento eu pensei que devia ser incrível, me imaginei acordando às 5 da manhã (sou incapaz de acordar antes das 7h todos os dias), andando em Paris (nem conheço a cidade kkk), indo fazer bolos (nem é a minha área kkk), morando em um pequeno apartamento estiloso… enfim, a realidade do cara devia ser completamente diferente, mas eu imaginei tudo de um jeito que parecia uma vida incrível!
    Eu sempre me imagino morando em outro lugar com uma vida incrível mesmo, mas o que vc falou faz todo o sentido, caiu minha ficha hahahaha Obs.: imagino que na agência que vc trabalhava, as pessoas falavam que vc era a que mais tirava férias com uma pontinha de inveja, acho que a maioria adora dizer que é workaholic, que não consegue tirar férias, que é muito ocupado, etc. É incrível como esse tipo de atitude é visto de maneira ruim pelo mundo corporativo, mesmo sendo um direito de quem trabalha. É a mesma coisa que sair no horário no final do expediente e ver os olhares de reprovação. Parece que ninguém pode admitir que quer viver outras coisas e, principalmete, admitir que tem uma vida também longe do trabalho. Bjs

  • Reply Aninha 12 de agosto de 2014 at 11:45

    Fê,
    Adorei o texto.
    Tem muito conteúdo para refletirmos. Parabéns!

  • Reply Alê Imanishi 12 de agosto de 2014 at 13:31

    Matou a pau !!!!
    “Muitos discordam quando eu digo que viajar nem sempre é a solução para os problemas, se não tivermos consciência dos motivos da insatisfação em relação à vida que levamos. O que eu realmente acredito é que o que está dentro da gente é o que influencia toda a experiência que uma viagem proporciona”.
    Perfeito Fê !

  • Reply Cicília 12 de agosto de 2014 at 13:39

    Eu sou de Fortaleza e moro em São Paulo há 3 anos e com esse texto só posso resumir uma coisa: sou muito feliz, pois sempre soube tudo isso que você falou sem ainda ter sequer saído do país!
    Quando as pessoas sabem que sou de Fortaleza logo me perguntam: – Que loucura morar em SP, deve ser tão bom morar na Avenida Beira Mar e fazer caminhada todas as tardes, as únicas pessoas que conheço que moram na Beira Mar são os meus ex chefes, quando ouço isso logo falo: – Você tem dinheiro pra morar em frente ao Ibirapuera? Porquê também deve ser incrível morar lá e caminhar todas as tardes no parque!

    • Reply Katiane 13 de agosto de 2014 at 09:18

      Haahaha ótima perspectiva! =) deve ser ótimo ir andando para o trabalho em Londres, mas quem terá dinheiro para morar na parte mais nobre da cidade e poder ter esse privilégio!
      Eu sempre fui uma destas que fala “que loucura, mudar para cá”, mas no fundo sempre me policio para não sair procrastinando. Só me faz mal!

  • Reply Dennis 12 de agosto de 2014 at 17:16

    Excelente texto. Muito consciente e rico em conteúdo. Alias já me surpreendi varias vezes com a “ótica invertida” que você traz em seus textos. Você sabe como enxergar e principalmente se expressar fora do óbvio.

    Até logo,

  • Reply Fernanda Maciel 13 de agosto de 2014 at 00:30

    Falou e disse, Fê. Minhas primeiras férias para valer foram agora em março e que delícia de mês. Passei por três lugares diferentes, fiz viagem de navio, andei muito de ônibus em Curitiba e achava o máximo, conheci um lugar lindo no litoral norte da Bahia, nossa, incrível. E quando voltei? Bateu mesmo uma depressãozinha e aquele olhar desaprovado para a própria cidade. Mas… é assim mesmo. 😉

  • Reply Tamara 13 de agosto de 2014 at 09:11

    Adorei o texto! Acho que o segredo está em tentar viver e não sobreviver também no dia a dia…. rs rs Eu trabalho desde os 15 anos (hj com 34) e desde então nunca mais havia ficado com tempo livre… Mas em 23/06/13 nasceu minha pequena e fiquei 8 meses em casa (6m licença + 2 ferias). Neste periodo descobri que existe vida fora do escritorio… kkk Hoje de volta a rotina massacrante de SP estou tentando aproveitar mais cada dia…
    Adoro seu blog. Admiro sua coragem de experimentar a liberdade.
    Beijos
    Tamara

  • Reply Katiane 13 de agosto de 2014 at 09:16

    Sempre pensei nisso Fê, acompanho muito seus posts, você é uma pessoa tão pé no chão! Acho que ensina muito as pessoas que falam que São Paulo é a pior cidade, etc…seu post tá demais, parabéns! O bom é que ainda moro aqui, então de tempos em tempos vou revisitar esse seu post e me lembrar que também moro em uma ótima cidade =)

  • Reply Iara Vilela 15 de setembro de 2014 at 18:41

    Fantástico esse texto! Mesmo! Eu amo viajar e sim já pensei em como seria lindo morar em Amsterdam e fazer tudo de bike, mas nas férias, minha amiga, é tudo lindo. Um dia de chuva fica lindo. Um dia de frio é maravilhoso e o metrô tá cheio? Ah, a gente pega o próximo (pq como vc falou, não temos pressa).

    E também temos uma mania tão feia de achar que no Brasil é tudo pior do que em qualquer outro lugar. Temos sim, nossos problemas e mazelas… mas precisamos compreender o que funciona aqui e o transporte foi um belo exemplo. Parabéns pelo texto!

  • Reply Gizelle 18 de setembro de 2014 at 22:32

    Oi Fe. Andei dando uma revisitada em todos os seus texto, fiz algumas anotações pessoas e copiei frases que me chamaram a atenção pela beleza, verdade que continham.
    Parabens pelo blog, é um dos meus lugares favoritos da internet.

    Não sei se você já ouviu falar do http://continuecurioso.cc/ eles tem um canal no youtube tambem, fazem videos bem bacanas. eu acho que você vai gostar é bem bacana o conteúdo deles.

    Bom, é isso.
    O blog novo ficou lindo!

    • Reply feneute 22 de setembro de 2014 at 19:23

      Oi Gizelle! Eu conheço o Continue Curioso sim e adoro!
      Obrigada pela dica e pelo elogio!

  • Reply Luz 13 19 de setembro de 2014 at 21:59

    Gostei do Blog. Veja: “Dizem todas as religiões e filosofias que prestamos conta dos nossos atos, portanto, cuide mais de seu universo.” https://www.youtube.com/watch?v=S9n-_a61aJE

  • Reply Gabi 23 de setembro de 2014 at 17:56

    texto muito bom!!!parabens pela reflexao .
    abs!

  • Reply Giulia 28 de setembro de 2014 at 03:33

    Oi Fe!
    Amo a ideia desse blog e o que sua coragem de mudar tudo representa. Só queria sugerir uma coisa no blog: um arquivo. Como conheci faz pouco tempo, seria interessante ler os posts antigos na ordem,pra acompanhar sua história.
    Beijos

  • Reply Thais Silva 3 de outubro de 2014 at 23:56

    “Nas férias, somos quem gostaríamos de ser”; “viajar nem sempre é a solução para os problemas, se não tivermos consciência dos motivos da insatisfação em relação à vida que levamos.”
    Essa é a mais pura verdade. Ótimo texto, amei!

  • Reply Karyne 12 de novembro de 2014 at 14:23

    Esse post falou muito a mim.
    Nunca tinha parado para pensar por esse lado, sabe? Eu amo viajar e sou dessas que chega com a depressãozinha pós-viagem, as minhas costumam se prolongar haha
    ótimo blog, gostei muito!

    Blog do Sofá

  • Reply Natália 8 de janeiro de 2015 at 09:48

    Oi ,sou Natália de Sta.Luzia-Região Metropolitana de BH_MG.
    Fiz minha primeira viagem para fora de Minas,e sozinha na ultima semana de 2014,entre 26 e 30.Fui em Curitiba.
    Realmente eu fiquei de nariz torcido para Bh e região,assim que voltei.
    Apesar que,dei umas voltas por conta propria, e vi o lado feio de Curitiba.
    Também não me iludi com o povo,o povo é fechado e diferente de mim, não curtem papear desembolado e eu gosto de burburinho, os momentos mais felizes foram quando eu estava em um local de burburinho(Rua das Flores-XV de novembro) e caminhei admirando a natureza do Parque Tanguá.Raramente eu paro para admirar a natureza,pois trabalho com informática.
    O interessante é que : eu nunca imaginei que o burburinho comum aos mineiros, cariocas e paulistas,pudesse ser tão essencial para mim.
    Mas francamente,lá é extremamente organizado,impossível não ter inveja.
    Eu também experimentei o sentido da frase:
    “O que eu realmente acredito é que o que está dentro da gente é o que influencia toda a experiência que uma viagem proporciona.”
    Sim, eu tenho um ponto negativo que influenciou minha experiência , que poderia ter sido mais intensa.
    Daí me deu vontade de me embriagar de raiva:”Droga,é automatico, parece macumba, eu sempre caio na minha propria armadilha.”
    E decidi mudar isso,no meu dia-a-dia e quando estiver em viagem.
    Meu proximo destino será:Salvador.
    A viagem para Curitiba me fez sentir capaz e corajosa.E me fez perceber o que realmente me agrada numa viagem.
    O que me agrada numa viagem é:
    Ver natureza, andar sem rumo e admirar, falar com vendedores de rua, ver gente(muitaaa gente aglomerada).
    Ter sensações(vento, frio na barriga),sensações de avião,parques de diversão e natureza(ventos e cheiros novos,todas as delícias perfeitas para um bandeirante).
    Ter facilidades,sinal de internet,caixas eletronicos, higiene e mobilidade.
    Ou seja, lugar que tenha natureza e cidade contrastando.
    Não ligo para comida(sendo limpa e com preço justo é só o que importa),museus, exposições.
    Gosto de arquitetura, mas acho que isso é algo somente visual(não sensorial),bonitezas para foto que não acrescentam nada mais que isso.
    Ou seja, acho que aquele Tour de Museus na França, eu não topo nem de graça.
    Gente séria,chic, tirando foto(só onde pode) e tendo uma experiência unicamente visual.
    E comida,comida.comida.
    Tudo tem exceção, eu gosto de comer,ok. Mas não é prioridade, gastar dinheiro testando comida.

    Agora acabou.

    Grata á atenção!!

  • Reply Natália 8 de janeiro de 2015 at 10:13

    Complemetando: “Tudo tem exceção”
    Meu burburinho do coração é de gente passando ,sentada batendo papo e vendendo coisa.
    Com roupas diferentes, rostos diferentes.Burburinho de feira ,de praça e avenidas.
    Burburinho de shows e micaretas,me desagrada.Não tem como sentar ,conversar e todo mundo está com o mesmo padrão de roupa.
    Mas e Salvador?
    Não será no carnaval não.Será na Primavera.Vou admirar as baleias jubarte,projeto Tamar e o comércio.
    Vou ver o povo,indo e vindo.

    Liga não,mineiro é de 1.000 palavras.
    Um abração!!

  • Reply Daniela 7 de setembro de 2015 at 15:20

    Oi. Adorei seu texto e concordo com cada palavra. E eu também me desligo no minuto que entro em férias. No meu caso, no sinal de saída da escola (porque sou professora). Vou levar esse texto para a vida. Muito obrigada.

  • Reply Clarissa Carino 29 de outubro de 2015 at 16:48

    Putz, total, concordo com cada palavra sua! Tive essa mesma impressão quanto estive em Sampa e super me imaginei morando na cidade, sendo que sei que ela tem vários problemas, mas não vivenciei quase nenhum deles nas minhas viagens até hoje…
    Enquanto que, aqui no Rio, hoje em dia só consigo ver os problemas e desanimo só de pensar em pegar um ônibus para ir à praia lotada nos finais de semana, pegar engarrafamento e coisas do tipo… Mas é realmente tudo muito relativo, né? E férias serão sempre férias… <3

    Beijo!

    Clá | blog Uma Garota Carioca

  • Reply Raissa 2 de dezembro de 2015 at 21:17

    Fer, eu me senti como você ao ser turista pela primeira vez no Rio. Curti muito mais a praia, as paisagens, os amigos que revia, quando fui para a minha cidade natal apenas de férias, alguns meses após me mudar para Curitiba. Foi maravilhoso reencontrar o calor e até rever amigos que fiz em Curitiba, além daqueles de longa data que às vezes nem via com tanta frequência quando morava lá. 🙂

  • Reply Natália Grandi 17 de dezembro de 2015 at 16:18

    Fê, achei muito legal a comparação que você fez dos preços do transporte público em cidades diferentes. É uma coisa que muita gente não pensa, mas eu não podia concordar mais com você! Todos os lugares têm seus prós e contras, mas quando vivemos em uma cidade e tiramos férias em outra parte do mundo, tudo parece lindo e maravilhoso nesse lugar novo. Mais uma vez, parabéns pelo post 🙂

  • Reply Flávia 27 de agosto de 2018 at 11:55

    Você precisa ler a crônica “Porque não me mudo pra Bahia?”, de Rubens Alves: https://rubemalvesdois.wordpress.com/2009/07/27/por-que-nao-me-mudo-pra-bahia/

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