Cinema Felicidade

LA LA LAND

2 de fevereiro de 2017

Todo ano eu faço uma maratona do Oscar. É uma ótima desculpa para assistir muitos filmes no mesmo mês, coisa que eu amo fazer!

Eu confesso que não estava muito empolgada para ver La La Land por um motivo muito simples: eu não sou fã de musical recente. Eu adoro muitos dos clássicos, mas os mais novos como Mamma Mia não me pegaram.

Mas, como não assistir meu maior crush Ryan Gosling cantando e dançando? Ah! Também adorei Whiplash – Em Busca Da Perfeição do mesmo diretor (Damien Chazelle) ou seja, tinha pelo menos duas razões para me levar ao cinema, mesmo com o pé atrás.

Confesso que logo na primeira cena – um plano sequência maravilhoso, extremamente bem feito e difícil de executar – o filme me assustou um pouco. Mesmo sendo vibrante e impecável do ponto de vista técnico, fiquei com medinho de que seria um daqueles musicais que todos os diálogos são cantados.

Para a minha surpresa, as músicas foram introduzidas no filme de forma totalmente pertinente, revivendo de forma brilhante um gênero que já estava datado em Hollywood. Aliás, o filme é quase uma homenagem declarada aos antigos musicais da “Era de Ouro”, uma época em que os Estados Unidos se recuperava da grande depressão e usava os filmes para mostrar um lado mais humanista da sociedade arrasada pela crise do capitalismo.

Embora seja cheio de nostalgia, cores e figurinos dos anos 60, o filme não tem a pretensão de ser melhor ou de ser uma atualização do gênero e sim, uma celebração.

Foi a mistura de fantasia e de realidade nua e crua que me fizeram amar o filme e passar 2 horas com um sorriso eterno no rosto enquanto assistia.

Sem contar a música! Ah, a música! Eu não consigo parar de ouvir desde que assisti ao filme, aliás, será que alguém não saiu do cinema e foi direto pro Spotify? Se não foi, vai agora!

OUÇA A TRILHA SONORA AQUI!

– SPOILER ALERT –

Se você é como eu e gosta de assistir filmes sem saber muito sobre o que se trata, eu sugiro que pare de ler por aqui. Mas, se você não liga para isso ou já assistiu e também quer comentar (por favor, comente), continue!

Filmes sempre me fazem pensar muito na vida e o final de La La Land foi surpreendente para mim. A Fernanda sonhadora de 20 e poucos anos teria odiado, mas a Fernanda mais pé no chão de 35 simplesmente AMOU.

Já faz tempo que eu não acredito em “almas gêmeas” e “viveram felizes para sempre”. Eu acredito que relacionamentos são construídos diariamente com muito esforço e dedicação em uma parceria onde duas pessoas evoluem juntas todos os dias. Só assim para dar certo.

Também acredito que todas as pessoas que passaram pela nossa vida tiveram o seu propósito, mesmo quando elas nos magoaram. As diferenças, sofrimentos e separações fazem a gente aprender (ou deveria) a ser uma pessoa melhor, até o dia que encontramos alguém com o mesmo nível de bagagem e experiência e a mágica acontece.

La La Land mostra bem isso. O Sebastian e a Mia precisavam se conhecer e passar um tempo juntos. Um tinha o que o outro precisava naquele momento exato da vida e o relacionamento durou exatamente o tempo suficiente para que eles se tornassem pessoas melhores e seguissem em frente.

Embora o final não tenha sido um “final feliz” para muitos, eu achei INCRÍVEL! Foi um final real, maduro e muito feliz para ambos separadamente. A cena final me emocionou profundamente e me fez acreditar que devemos esgotar todas as possibilidades das nossas vidas para não existir a preocupação com o “e se…”, sabe?

Aquele sorriso final foi a prova de que os dois estavam em paz com suas escolhas e felizes com a vida que escolheram viver.

Saí do cinema leve e feliz ❤️

Quem aí também amou e ficou cantarolando por dias?

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6 Comments

  • Reply thaminne 2 de fevereiro de 2017 at 16:33

    Já sei que será um filme que fará parte da listinha do “ver todo ano”. Incrível, sensível e real… o fim é de deixar o rosto doendo de sorrir e de chorar… amei amei amei! ps: acho que ele é o crush de todo mundo ne? hahahaha

  • Reply Lílian 2 de fevereiro de 2017 at 18:23

    Você traduziu EXATAMENTE o meu sentimento, Fernanda! Achei o filme surpreendente (com um final realmente incrível) e de uma verdade tocante… Essa leveza com que a gente sai (depois de sorrir e de chorar) realmente tem a ver com uma fase de vida mais madura, de entender que a gente aprende com tudo (e todos) que passam pelas nossas vidas. Amei! E amei seu texto! =)

  • Reply Bruna Andrade 2 de fevereiro de 2017 at 20:59

    Fico espantada com a habilidade que vc tem pra escrever as coisas que eu penso! Rs
    Você descreveu exatamente as conversas que tive com amigos depois de ver esse filme! <3

  • Reply Camila Ochoa 3 de fevereiro de 2017 at 09:04

    Eu nunca gostei de musicais, mesmo tentando… mas La La Land me pegou, de jeito e com capricho.
    Não paro de cantarolar pela casa e pensar nos inúmeros detalhes que o filme apresenta, tanto técnicos, como na história mesmo, para refletir.
    O vídeo making-off da cena em que o Seb está tocando piano e a Mia dançando é sensa-mara: https://www.youtube.com/watch?v=CpFJ8ipxkcw.
    Adorei sua postagem, Fe. E adorei te ler por aqui novamente! 🙂

  • Reply Claudia Hi 6 de fevereiro de 2017 at 09:46

    Ai eu ainda não assisti! Tô muito atrasada com os filmes indicados ao Oscar. Mas La La Land é um filme que quero muito ver por causa da Emma Stone. Adoro ela e como só tem comentários positivos do filme… eu PRECISO ver. rs

  • Reply Lais 14 de fevereiro de 2017 at 19:27

    Acabei de voltar do cinema e… Que filmão! Eu tbm fiquei refletindo sobre o que acontece no final, e como eu teria gostado bem menos se eu ainda tivesse em meus 20 e poucos anos! Hj tenho 30, e concordo com suas palavras! Adoro finais pouco previsíveis! Amei demais <3

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