O QUE E MINIMALISMOFELIZ COM A VIDA_minimalismo

Você já reparou como algumas palavras aparecem na mídia e, de repente, viram moda? Quem dava a mínima para glúten e lactose há alguns anos? Os entusiastas que me perdoem, mas fui criada a leite de saquinho tipo B, além de toneladas de glúten e estou viva, saudável e magra.

Não, eu não estou aqui para dizer que sou contra qualquer um desses modismos, pois geralmente eles tratam de assuntos que fazem parte do nosso processo de evolução.

Mas, o que tem me incomodado há algum tempo, é a forma com que a imprensa brasileira tem se posicionado em relação a todos esses assuntos, principalmente na internet, muitas vezes ignorando o fato de que nossa população é gigantesca e extremamente diversificada.

De um lado, tenho a sensação de que alguns produtores de conteúdo e profissionais que trabalham com propaganda não fazem a menor ideia do que seja a verdadeira classe C.

Do outro lado, essa classe C que recentemente entrou na onda do consumo e agora tem acesso irrestrito a qualquer tipo de informação através da internet, se sente totalmente incompreendida e desiludida quando lê um artigo em um portal como o UOL dizendo que, segundo minimalistas, não é preciso de muito para ser feliz.

Como explicar para uma criatura que, pela primeira vez na vida, está sentindo o prazer de comprar um carro, uma TV de LED ou um smartphone que para ser feliz é preciso abrir mão de coisas materiais? Tenho certeza que não é usando uma típica família de classe AA como exemplo.

Mas o que o tal minimalismo tem a ver com isso?

Minimalismo é a nova palavra da moda, principalmente entre pessoas que já se cansaram do consumismo desenfreado e agora estão prestando um pouco mais de atenção em coisas que o dinheiro não pode comprar, como a satisfação com a vida e a felicidade.

Mas, ser minimalista, não significa viver em um apartamento pequeno com poucos móveis modernos e brancos e não ter televisão. Também não significa vender todas as roupas, o carro, pedir demissão do emprego, ir morar em alguma cidade com nome exótico no Sudeste Asiático e ter apenas uma mala.

Minimalismo é muito mais do que um estilo de vida. É uma ferramenta que pode ajudar a todos aqueles que estiverem dispostos a se livrar dos excessos em favor de se concentrar no que é importante para encontrar a felicidade, realização pessoal e, principalmente, liberdade.

Quando identificamos o que não é necessário, começamos a tomar decisões mais conscientes e isso acaba nos libertando de medos, preocupações, angústias, culpa e das armadilhas do consumo que acabamos construindo em nossas vidas e que nos fazem sentir que estamos presos aos nossos empregos ou a determinados círculos sociais.

Para ser minimalista não existe regra. Não existem 10 passos que farão você se livrar de tudo o que é desnecessário da sua vida. Até porque, cabe a cada um saber o que é importante para si mesmo. Esta mudança está diretamente ligada ao que cada um entende como felicidade.

Por isso, não está errado querer ter um carro confortável, roupas bacanas ou uma bela casa se essas coisas são importantes para você e fazem a sua vida feliz. O problema está no significado real que essas coisas tem nas nossas vidas e no sacrifício que as vezes fazemos para possuí-las sem perceber o quanto elas arruinam nosso bem-estar, nossos relacionamentos e até mesmo nossa saúde.

Meu pai sempre achou que ter um carro bacana o fazia parecer bem sucedido aos olhos dos clientes que ele atendia. Por isso, ele trocava de carro todo ano, fazia prestações altíssimas que tiravam seu sono, deixava os filhos estudando em escola pública, parava de pagar o plano de saúde e acabava brigando com a minha mãe todo fim de semana porque não sobrava dinheiro para sair de casa. Será que a satisfação de ter o carro compensava tudo isso? Não sei, mas infelizmente ele morreu aos 51 anos vítima de um AVC comprovadamente causado por anos de stress e de uma vida completamente cheia de excessos.

Mas, se ainda assim você gostaria de ler algumas dicas para ter um ponto de partida, aí vão três mudanças importantes que fiz na minha vida e que contribuíram para que eu fosse mais feliz no longo prazo:

1. Liquidei todas as dívidas

Eu sempre fui a rainha das prestações e achava que o cheque especial fazia parte do meu salário. Só quando me dei conta do quanto estava pagando de juros e do quanto isso tirava o meu sono eu resolvi tomar uma atitude. Foi difícil, mas depois disso começou a sobrar dinheiro para fazer uma previdência, sair para jantar fora que é uma coisa que eu adoro e nunca podia fazer e viajar duas vezes por ano.

2. Diminuí radicalmente as idas ao shopping

Este era o meu lugar preferido para passar o tempo. Adorava olhar vitrines e receber pilhas de catálogos em casa. Meu coração chegava a acelerar quando eu lia a palavra 50%OFF em uma vitrine. Além de sempre ter parcelas no cartão de crédito por causa disso, com o tempo percebi que 2/3 do que eu comprava eram usados apenas uma vez, quando não ficava esquecido no armário. Resumindo, para que?

3. Abri mão de absolutamente tudo o que não tinha utilidade

Qual é a razão de manter uma coleção de 400 CDs se você só ouve música pelo MP3? Além de acumular poeira e ocupar espaço, não faz sentido ter apego a algo que não tem utilidade nenhuma. Quanto menos coisas inúteis você tem em casa, menos tempo você ou sua faxineira vai passar limpando. Isso pode resultar em uma casa mais limpa ou em mais tempo para você fazer coisas mais interessantes do que limpar a casa.

Vendo assim, parece que foi fácil. Mas, não foi. Esse processo todo demorou cinco anos para acontecer. O mais importante foi que uma coisa levou à outra quase que automaticamente. Depois de me livrar das dívidas não fazia sentido criar novas parcelas para comprar roupas e, depois de parar de comprar, não fazia mais sentido manter o que estava parado sem uso há tanto tempo.

E, depois de perceber que viver dessa forma se tornou natural, eu me senti livre para fazer outras mudanças acontecerem, como pedir demissão para viajar :)

Gostaria de saber a sua opinião. Você concorda que o minimalismo pode ser um dos caminhos para ter uma vida mais feliz ou acredita que ainda vamos viver algum tempo na sociedade do consumo? Vamos bater um papo nos comentários!

Imagem: Gdefon

Comenta vai? Quero saber o que você achou!
  1. Bruna disse:

    Oi Fernanda. Primeiramente, parabéns pela reflexão. Concordo com o que você disse: pra mim o minimalismo é focar no que é essencial, independente de rótulos. Esse ano passei por alguns stresses emocionais que afetaram minha saúde e, a partir disso, passei a valorizar mais as experiências, sensações e pessoas que me querem bem ao inves de “coisas”. Claro que algumas coisas são importantes em me fazem feliz. Por exemplo, amo fotografar e sempre invisto em lentes novas porque esse meu hobby acaba me rendendo uma grana extra, pois várias pessoas tem feito alguns ensaios comigo. Portanto, não tenho “pudores” em gastar em equipamento, em algo que eu sei que é importante pra mim. Assim, acho que o minimalismo é algo “intransferível”, como a nossa digital. Cada pessoa sabe o que lhe convém e o que é importante.

    Quando decidi ficar um ano sem comprar nada, muitas pessoas disseram que eu não ia conseguir. Já estou há dois meses sem comprar nada e confesso que não tenho sentido vontade alguma de comprar. Parece que eu comprava desesperadamente para preencher um vazio em mim que, momentaneamente até era preenchido, mas depois voltava a me esvaziar. Hoje, sinto que depois de tantos problemas amadureci uma vida! Rs… Hoje valorizo as coisas que realmente são importantes, os gestos, a presença das pessoas, muito mais do que ter coisas. Quantas vezes comprei determinada coisa só pra me sentir incluída! Mas que bom que tomei consciencia disso a tempo. Quero viajar mais, conhecer outros lugares e países, aproveitar a vida da melhor maneira, curtir mais.. E depois de me desapegar de todas essas “coisas” me sinto muito mais leve, mais livre.

    Sinto que esse amadurecimento um pouco forçado (assim o foi porque passei por emoções fortes esse ano e tive que rever coisas que achei que nunca iria mudar) me fez ver que não preciso me preocupar tanto com as opiniões alheias. Que as pessoas que gostam de mim me aceitam do jeito que eu sou, com meus defeitos e qualidades, mas que acima de tudo sou um ser humano passivel de erro sim, mas que todo os dias se esforça para ser uma pessoa melhor.

    Quando comecei a ler sobre o minimalismo me identifiquei muito com essa corrente. Hoje estou focada no que é realmente importante. Sinto que a cada dia mais tenho resgatado minha essencia e descoberto coisas em mim mesma que eu nem imaginava sentir!

    É uma revolução e tanto!

    Beijo e sucesso!

    Responder
    • Fê Neute disse:

      Bruna,
      Eu acho que grande parte das mudanças que acabam acontecendo na vida da gente são consequências de algo que nos obriga a parar para refletir. Por isso, acho tão importante aproveitar esses momentos difíceis para aprender. Eu acredito que nada acontece por acaso e quando deixamos passar a oportunidade de aprender a vida acaba nos fazendo sofrer de novo. Fico feliz que você tenha aproveitado esse “stress” para se tornar uma pessoa melhor. Tenho certeza de que você vai lembrar disso daqui a algum tempo como algo que foi fundamental para o seu desenvolvimento!

      Responder
  2. Isa souza disse:

    Acho que existe uma grande distância entre o consumismo desenfreado e o minimalismo. Como você disse, desapegar das coisas levou anos, até chegar no que está hoje, viajando e vivendo com uma mala. Mas tem outras questões que podem ser levantadas: uma família pobre que vive exatamente com o que precisa, numa casa pequena, poucas roupas e come apenas o que precisa pra sobreviver é algo perto do minimalismo? Será que essa família não sente vontade de conquistar aquelas coisas que outras classes estão se esforçando para desapegar?
    Na verdade, eu acredito que os atuais adeptos do minimalismo já tiveram uma vida de excessos… estou generalizando, eu sei.
    É interessante refletir sobre essas coisas, como voce disse no post “cabe a cada um saber o que é importante para si mesmo. Esta mudança está diretamente ligada ao que cada um entende como felicidade.”

    Responder
    • Fê Neute disse:

      Oi Isa, eu concordo 100% com você e foi exatamente por isso que eu decidi escrever o texto. Acho muito fácil para alguém que já “aproveitou” o que o consumismo tem de bom, já comprou tudo o que teve vontade, dizer que a felicidade está no desapego. Eu nasci em uma família pobre e quando comecei a ganhar (pouco) dinheiro o que eu mais queria era gastar loucamente. O tempo e as dores de cabeça por ter de pagar juros e prestações me mostraram que aquilo não estava me fazendo tão feliz quanto eu imaginava. E acho que só tenho essa consciência hoje porque passei por isso :)

      Responder
  3. Fernanda, é uma discussão e tanto. Eu nunca tinha pensado nisso a fundo até ter filhos e pensar no tipo de exemplo que quero dar pra eles. E também o fato de não ter mais salário me obrigou a priorizar as coisas… Hoje em casa tomamos as decisões em conjunto. Pra nós era importante ter uma casa maior, mais espaço pra nós e para as crianças, para recebermos nossas famílias com conforto. Tomamos a decisão de investir tudo que tínhamos (e um pouco mais rsrsrs) num apartamento maior, sabendo que teríamos que apertar o cinto e deixar de fazer algumas coisas que gostamos, por exemplo viajar, por algum tempo.
    Não foi nem está sendo fácil, mas me ensinou que priorizar é a palavra de ordem, e ainda tendo em mente que nem eu nem meus filhos precisamos de tantas coisas materiais. Minha presença tem um preço, um salário a menos, mas não tenho dúvidas que é muito melhor pra eles e pra mim, muito melhor que ter mais dinheiro pra comprar mais coisas. Ainda mais porque são pequenininhos, o que eles mais precisam no mundo é dos pais por perto.
    Acho que sim, hoje em dia se vive um frenesi de consumo, de ter tudo de última geração, de se cercar de comodidades, e muitas vezes ficam pra trás a família, as relações, o olhar para si mesmo.
    E como vc bem disse: ser minimalista não é morar num apartamento branco sem móveis, é acima de tudo priorizar, saber o que é importante de verdade.

    Responder
  4. Fê Neute disse:

    Você resumiu muito bem, Cintia! Priorizar o que nos faz feliz é o caminho.

    Responder
  5. Cheguei até aqui através do blog da Bruna (umavidamaissimples.blogspot)! Já li todos os seus posts e me identifico bastante com o que escreve. Também estou vivendo um momento de mudanças, de me desapegar do que já não faz sentido à minha vida – tanto coisas materiais, como subjetivas também. Acredito que cada ser é único e, sendo assim, não há motivos para sermos tão padronizados. Cada um deve levar a vida que tem vontade e não querer “fazer bonito” perante à sociedade. Nessa caminhada, me deparei com o minimalismo, que cada vez mais tem feito sentido para mim.

    Voltarei mais vezes! =)

    Responder
  6. Renata disse:

    Tô nessa do desapego tb amiga, de viver só pra ter o que me faz feliz, sem neuras, sem “necessidades criadas” sabe?
    Agora o glúten e a lactose eu tirei, tb fui criada com quilos deles mas desde que os cortei da dieta minha vida é outra! hehehe

    Saudades de vc!! Cada dia mais!!
    <3

    Responder
  7. Keila disse:

    Ola querida , adorei e concordo plenamente com você , esse ano liquidei dividas! o qu eme trouxe muita liberdade e estou vivendo cada vez mais simples e melhor :)

    Responder
  8. disse:

    Fê, isso tudo o que você tá vivendo vai eventualmente virar um livro, não vai?
    Tem que virar.

    Responder
  9. Adorei! Estou em busca hoje sim de uma vida com mais sentido!
    Uma vida mais simples! E consequentemente mais feliz!
    Ajudando o proximo! E construindo relacionamentos solidos para a vida toda!
    Juntando com pessoas com mesmo principios e valores que voce!
    ISso nao tem preço!
    #AJUDARPESSOAS
    #AMOMEUTRABALHO
    #MV

    Responder
  10. Dacia disse:

    Olá, estou nesse processo, muitas mudanças em mim mesma, meu problema são as pessoas que convivo, é muito difícil por exemplo dizer ao meu namorado que adora passear no shopping que eu não quero mais ir tanto, eu sempre detestei shoppings sempre detestei esse consumo em excesso das pessoas, também nunca fui de sair comprando, só que me deixava levar pela opinião das pessoas, e isso gera muitos atritos porque alguns não entendem, acham que é palhaçada, debocham… Não vou desistir, quem me ama vai ter que entender, também tem o outro lado, estou me esforçando para não julgar os outros.

    Abraço!!

    Responder
    • Fê Neute disse:

      Oi Dacia!
      Eu entendo que é muito difícil seguir um estilo de vida quando convivemos com pessoas totalmente diferentes, principalmente um namorado que é alguém que planejamos viver junto em algum momento. O que eu tenho aprendido com o tempo é que por mais que a gente queira mostrar para as pessoas todos os benefícios de algumas escolhas, se elas não estiverem convencidas daquilo vai ser em vão. É impossível mudar as pessoas, mas eu acredito que nosso exemplo pode ajudá-las a tentar mudar. Acho que você deve continuar firma às suas convicções, mas evite discutir o assunto, se não, você vai acabar virando a chata que não gosta de shopping. Quando ele te chamar para passear no shopping, vá, mas coloque condições como ir ao cinema. Com o tempo, tente negociar com ele dando novas ideias de lugares para ir em vez do shopping (coisa que você já deve fazer), mas sem ficar batendo na tecla do que você não gosta e sim pelo lado positivo de se fazer outra coisa. Concordo que quem te amar, vai aceitar isso e até se inspirar pelos seus valores.
      Um Beijo!

      Responder
  11. Lucia Andrade disse:

    Olá Fê,

    Estou num momento sabático forçado, estou desempregada há mais de um ano, mas estou aprendendo muito sobre o tal “minimalismo”.
    Estou priorizando algumas coisas, fui muito consumista e hoje vejo que a maioria das coisas que comprava não me fazem tanta falta.
    Na verdade tudo começou quando fiz minha primeira viagem internacional, há quase dois anos. Senti uma liberdade imensa, que eu era um ser do mundo, uma sensação de que deveria tirar todo um peso das minhas costas, entende?
    Sempre quis ser bem sucedida, ser uma alta executiva, ter poder e etc.
    Hoje tenho um sonho de morar fora do país. Sei que parece clichê, e que não vai ser mil maravilhas (muito pelo contrário). Mas paradoxalmente foi “fora” que conheci o meu interior.
    Agora quero poder voltar ao mercado de trabalho para poder juntar algumas economias e realizar esse sonho.

    Bjs!

    Responder
  12. Flavia Fagundes disse:

    Nossaaa estou muito feliz de ter encontrado seu blog. Tenho a sensação de alguém me entende nesse mundo” heheheh Parabéns pela sua coragem!
    Desabafo: Cresci em Goiânia numa família simples (empreendedora), nunca me faltou nada e tbm nunca tivemos excessos em casa, inclusive meus pais conseguiram com q eu e meu irmão sempre estudássemos em boas escolas.
    Fiz faculdade de moda por la e depois de formada resolvi que queria vir pra São Paulo fazer pós na melhor faculdade de moda do Brasil, a Santa Marcelina. Aos trancos e barrancos fiz a pós, lá pelas tantas resolvi que não queria voltar pra casa da minha mãe, arranjei emprego. Depois troquei de emprego e esse segundo não deu certo. Foi um local de trabalho que me deixou alguns traumas e a demissão que foi mais traumática ainda me pegou desprevenida, eu não tinha me planejado pra parar de trabalhar daquela forma ainda. Nessa altura já morava com meu namorado e ajudava com as contas da casa. Na busca pelo novo “o que vou fazer agora” fui fazer cursos na area de joalheria que tbm sempre me encantou. Desde então tentei procurar emprego pq precisava de um salário mas no fundo eu não queria mesmo. Queria fazer algo em que me sentisse valorizada e realizada produzindo. Então comecei a fazer joias sob encomenda e joias de prata pra vender. Comecei há uns 7 meses sem o menor planejamento e de repente me vi sem rumo, sem saber qual direçao meu negócio precisar tomar. E aí na busca pelo planejamento, descobrir o verdadeiro propósito do negócio existir acabei chegando até o seu blog… E aí caio nesse post falando sobre consumir menos… eu que adoro produzir “supérfluos” (ninguém precisa de uma joia ou bijuteria nova) fiquei ainda mais confusa…. e agora??? rs…

    Responder
    • Fê Neute disse:

      WOW, Flavia, com essa você me colocou para pensar :)
      Vou tentar responder da melhor forma o que eu acho e se você quiser “conversar” podemos trocar e-mails.
      Pelo seu comentário você me pareceu bastante perdida (isso não é uma crítica ou uma coisa ruim, tá?). Digo isso, porque não consegui tirar dele qual é seu verdadeiro propósito. O que me parece é que você está lidando com pequenos, mas muito problemas ao mesmo tempo e isso está te deixando sem foco.
      Minha primeira dica é se dê um tempo para parar e tentar entender o que você realmente quer fazer. Não é fácil (diria que é uma das coisas mais difíceis), mas as vezes, é melhor fazer isso quando se está numa situação como a sua do que quando se tem uma vida totalmente estabilizada.
      Nesse momento acho que você devia tentar se perguntar algumas coisas como: São Paulo é o meu lugar? Eu gosto de morar aqui ou moro aqui porque é onde teoricamente eu vou ter emprego, dinheiro, etc? Outra coisa importante é o que a moda representa para você? Digo isso porque a sua dúvida é sobre o minimalismo e o fato de você produzir jóias de que as pessoas “não precisam”, mas eu discordo disso. Como eu disse no texto, eu acho que a única regra do minimalismo é ter aquilo que é importante para você e que vai te fazer feliz. Para ficar mais fácil de entender eu vou te dar um exemplo da minha vida. Eu sou APAIXONADA por maquiagem. Por anos eu tive toneladas de produtos, pincéis de todos os tamanhos, resumindo, uma penteadeira lotada de coisas, mas eu sempre queria mais. O que eu percebi com o tempo é que eu não gosto de maquiagem em si, eu gosto do resultado de estar maquiada. Eu gosto de ver a minha transformação e a de outras pessoas e como isso me faz feliz. Para ter esse resultado eu não preciso ter 10 máscaras de cílios, 12 blushes ou 50 pincéis, eu preciso do mínimo que traga esse resultado. Acho que a moda e consequentemente jóias tem o mesmo papel. Eu amo moda, mas não porque eu gosto de estar sempre vestida com a última tendência, mas sim porque a moda é “empoderadora”. As pessoas são mais confiantes quando estão bem vestidas e é isso que me fascina e não a marca da sua bolsa, entende?
      Acho que você precisa achar um propósito para o seu trabalho. O que as suas jóias vão entregar para as suas consumidoras? Como elas vão se sentir usando seus produtos? Qual é o significado? Foi mais ou menos o que a Tiffany fez quando criou o anel de noivado há mais de 170 anos. Mais do que um anel de diamante e seu valor como jóia, ele representa algo.
      Não sei se consegui te ajudar, mas fico feliz que você tenha gostado do blog e espero que você consiga encontrar seu caminho :)
      Beijos!

      Responder
  13. Simone disse:

    Puxa, que legal seu texto. Você escreve bem. Consegue transmitir não apenas seu mundo de idéias, mas tbm tem um tom, um sentimento bonito.
    Sobre o minimalismo, alguém comentou algo sobre ter tido previamente uma vida de excessos.
    Esse é um ponto interessante.
    Eu já fui tao consumista e apegada que um dia minha vida entrou num colapso. No meu caso, nao foi colapso financeiro, mas foi colapso espiritual.
    Tipo… as velhas perguntas… “o que eu vim fazer neste mundo?” … “qual o real sentido da vida?” … “no meu último dia de vida, no meu ultimo instante, na hora de ver o tal túnel, o que eu vou enxergar como realmente importante?”
    Foi assim que comecei a eliminar “distrações”, pra ver se a resposta aparecia.
    Comecei esvaziando gavetas, armários, alguns móveis…
    Depois esvaziei meu porta joias (vendi 99% pra uma joalheria).
    Depois esvaziei “minha lista de desejos”
    Depois esvaziei minhas ambições excessivas.
    Sem querer, meu passado foi indo embora de casa, do porta joias, dos armários…
    Meu passado foi literalmente sendo reciclado
    E sem eu planejar, percebi que tinha um sentimento genuíno de perdão pelo meu ex-noivo que me enganou…
    Um sentimento de “página virada” pra tanta coisa…
    Depois comecei a ver que estava vivendo mais livre de obrigações sociais, de “ter que comparecer em tal evento”
    Depois comecei a ver que estava mais livre pra trabalhar do jeito que realmente gosto
    Depois senti vontade de comer menos (obs sempre tinha sido super gulosa)
    Depois comecei a ver que eu tinha vontade de esvaziar a mente, uma coisa meio meditação
    Depois vi que acabo ganhando mais dinheiro, sou mais saudável, sou mais organizada…
    e há poucos dias descobri essa palavra “minimalista”.
    Foi pesquisando essa palavra que achei seu blog.
    Parece que sou minimalista também.
    bjs

    Responder
  14. Eduardo disse:

    Para adotar o estilo de vida frugal ou minimalista a pessoa em questão terá que passar pela experiência de ganhar bem e gastar bastante, para poder ver o quanto o consumismo é prejudicial. Eu só passei a adotar o minimalismo após esta experiência. Vale lembrar que Jesus também ensina o minimalismo e para mim Jesus é o maior exemplo, afinal, quem renunciou a tamanha riqueza igual Ele?

    Responder
  15. Antes de mais nada, parabens pelo blog e por favor, nao pare!!! quando resolvi voltar para o meu blog e organizar minhas ideias e meus pensamentos, num positivismo que estou praticando pra minha vida, me deparei com seus textos e suas experiencias e isso so’ veio provar de que recebemos em troca do universo quando algo de bom o oferecemos…
    Indo ao contexto agora, gostaria de reforcar a ideia de viver feliz fazendo o outro feliz e nao acumular objetos, reformar a casa interia todo ano, ter uma carro novo como status, etc. como brindes para uma felicidade aparente e instantanea!
    Parabens pelo texto! Ja estou viciado!

    Responder
  16. André disse:

    Muito bom texto Fernanda, parabéns!

    O tema do minimalismo envolve o consumismo e o desejo sempre de ter coisas que não temos. Acredito que esse comportamento é algo completamente enraizado na sociedade capitalista. Nós aprendemos nossa vida inteira, seja vendo como nossos pais vivem (e levando eles como exemplo), seja ouvindo o que nos dizem nas escolas, que é importante estudar para trabalhar e então conseguir um emprego para conseguir o máximo de dinheiro possível e assim comprar e comprar cada vez mais coisas. Ter um carro legal, ter roupas novas (porque as antigas você já foram usadas), ter o novo videogame que lançou, o celular de última geração, o novo produto da Apple (veja as filas dos lançamentos da Apple), comprar aquele sapato porque está na moda, etc, etc, etc. Após comprar tudo isso, e ter aquele sentimento de felicidade momentânea, devemos voltar a nossa rotina entediante para conseguir mais dinheiro para comprar mais. Essa é a fórmula do sucesso e da real felicidade, pelo menos é isso que nos ensinam (não sempre, existem exceções, mas vejo isso na maioria das vezes).

    Porém, apesar de o conforto ser sim algo bacana e que trás prazer, não é ele que vai trazer a felicidade genuína. O minimalismo, ao meu ver, é o conceito de extrair das coisas realmente importantes a alegria, consiste em se sentir bem com os pequenos momentos também. O importante na vida não é o que você tem, ou o quanto você pode comprar, mas o quanto você viveu, as relações e o intercâmbio humano. Adotar uma postura minimalista é justamente ir atrás disso, deixando de lado os hábitos nocivos e os excessos superficiais.

    Infelizmente tem muita coisa que já faz parte da cultura (veja a classe média crescente que assim que consegue algum dinheiro vai logo se endividar para comprar um carro em 60 parcelas). Acho que isso só vai mudar a partir do momento que as pessoas se derem conta do que é realmente importante, e começarem efetivamente a seguir isso. As escolas devem mudar seus discursos, e as novas gerações devem ser mais críticas quanto ao sistema em que vivemos.

    Resumidamente, devemos perceber o que realmente nos dá prazer, e cultivar isso!

    Responder
  17. Maurício Pereiea disse:

    Caramba! Acordei.No meio de tanto lixo na internete tem algo útil de fato.

    Responder
  18. JOSE EVANDRO DOS SANTOS disse:

    Pegando o ” gancho” de André, sobre nossa formação educacional , percebo que há um abismo entre o que à escola ensina e o que o aluno realmente necessita ; em função de conquistar uma vaga em um curso superior , as nossas escolas na maioria, imaginam e tratam seus alunos como meros “robôs” , programados para marcar “X” .
    A inteligência emocional, um dos ingredientes do minimalismo , é posto à margem da história .A escola (sociedade) passa uma mensagem que para fazer sucesso na vida precisa conseguir um curso que te der status social , subentende-se dinheiro para consumir desenfreadamente.A escola , com raras exceções, entra em contradição porque nem ela mesma se valoriza quando deixa de incentiva que seus alunos concorram uma vaga na linha pedagógica .
    Temos que repensar é forma de sociendade imposta pelos homens que se dizem “inteligentes” “racionais”, SERÁ???. .AINDA FALAM QUE OS ANIMAIS SÃO IRRACIONAIS.

    “O MAIOR PREDADOR DO HOMEM É O PRÓPRIO HOMEM”
    EVANDRO.

    Responder
    • Fê Neute disse:

      Oi José!
      Eu concordo muito com o seu ponto de vista. Sempre estudei em escolas públicas, por isso não tenho como dar a minha opinião sobre o ensino privado, mas de qualquer forma, é na escola pública que a grande maioria da nossa população estuda e posso dizer que não aprendemos nada… A curiosidade das crianças não é estimulada e não aprendemos nada que seja relacionado à cidadania. Os professores, por ganharem uma miséria, só estão preocupados em ter cada vez menos trabalho. Os alunos não são reprovados e chegam ao final do colegial semi-alfabetizado. Não se ensina o porquê de se aprender as coisas. As crianças e adolescentes não entendem a importância de se aprender matemática para o desenvolvimento da lógica. Não entendem a influência da história na cultura do Brasil e do mundo. São incentivados a “decorar para passar”.

      Eu tenho acompanhado a situação dos rolezinhos e acho que nada mais é do que isso. Jovens sem estímulo intelectual que se espelham em uma elite consumista, pois é esse o exemplo que a elite do Brasil dá. Que status está na marca da sua roupa e não no que você tem na cabeça e ai, o que acontece é um monte de gente de todos os lados falando absurdos sobre o assunto, mas ninguém genuinamente preocupado com a raiz do problema, que é a falta de educação dos jovens que vão decidir o futuro do Brasil.

      Responder
  19. Rosenilde Albuquerque disse:

    Fantástico texto!
    Eu não sabia o que era minimalismo…. e valeu a pena ler o seu texto.
    Eu era uma consumista de primeira e ao ler seu texto me deparei e consigo ver a s mudanças em minha vida…
    Hoje, as liquidações não me comovem mais, sou capaz de usar a mesma bota durante mais de três invernos…. Isso é maravilhoso!
    Consigo ver lojas e nem entrar para comprar ou até entrar e ver que não preciso de comprar…
    Isso tudo é um processo, e como você mesma disse: “não é fácil!” Mas pode ser possível… é uma libertação…
    valeu!
    Abraço!

    Responder
  20. suellen disse:

    Uauu!!! Cada vez mais fico apaixonada pelo seu Blog, Fê.
    Olha eu aqui de novo. Descobri o Blog na segunda e não paro de ler. rsrs
    Amei o tema e a reflexão. Eu vivenciei o consumismo desenfreado e tem um ano que eu despertei. Só que desconhecia essa nomenclatura para esse caso.
    De qualquer forma, o que eu queria dizer mesmo é que o seu Blog, hoje, me encantou pela audiência. Eu que não sou de ler comentário me peguei lendo e relendo o que disseram aqui em cima. E amei cada comentário e cada resposta dada por você.
    Já te dei parabéns pela coragem e pelos textos agora queria dar parabéns para os colegas que comentam aqui. E pra vc tb pela forma como vc responde. Muito bom!!!
    De fato hoje em dia tem muito lixo na internet e encontrar um espaço como esse faz a diferença.
    Obrigada a todos por esse debate enriquecedor!
    Bjosss

    Responder
  21. Renata Pedrosa disse:

    Concordo. Mas também concordo que cada um sabe o que é importante para si.
    Venho à uns meses pensando e lendo sobre “felicidade”. Acho que busquei esse tema pelo momento atual em que me encontro.
    Em um breve resumo: tenho 22 anos, e (até semana passada) estava no 8º período de Biologia. Faltavam “apenas” algumas matérias para concluir a faculdade, e o projeto de monografia. Digo entre aspas porque foi o momento que parei e pensei: até que ponto vale a minha infelicidade para pegar um diploma?
    Desde o 3º período vinha me perguntando: será que é isso que eu quero mesmo? Mas como estava apenas no início me dei mais um tempo pra me descobrir lá dentro. Pois é, às vezes acho que dei tempo demais. Mas é meu jeito, pensar bem antes de tomar uma decisão, calcular os riscos, e, na época, dar uma chance para me encontrar em algo (alguma área). Enfim, sexta-feira passada era o último dia do prazo de trancamento de matrícula desse período. Por hora, tranquei mais porque tenho 3 viagens pequenas (10 dias cada) que já estavam marcadas para Abril e Maio, e em meio à esse caos todo dentro da minha cabeça, tentar acalmar as emoções para conseguir enxergar melhor as opções.
    Acho que demorei tanto pra tomar uma decisão porque ainda não sei o que gosto, no que sou/vou ser boa ou o que quero fazer profissionalmente. Então, não via como opção, largar, pra ficar em casa sem fazer nada. Sei lá, ainda estou meio sem rumo. O que fazer e para onde ir são perguntas que surgem na minha cabeça todo dia que acordo de manhã, até a hora de ir dormir. Sei que é questão de tempo, mas num mundo em que tempo significa muitas coisas hoje em dia, e essa enxurrada de informações a qual somos bombardeadas à cada segundo, respirar e buscar um certo equilíbrio interno vai me ajudar nessa jornada.
    Seus posts tem sido inspiradores e bastante reflexivos pra mim. Parabéns e muito obrigada por compartilhar sua história!

    Responder
  22. Adriana disse:

    Há quase 3 anos, vivi uma das (se não “a”) maior experiência da minha vida. Eu, paulistana, urbana total, adepta ao cartão de crédito e sem me imaginar um dia sem um secador de cabelos… resolvi fazer o Caminho de Santiago! Colocar uma mochila nas costas com um par de calcinhas (enquanto uma se usa, a outra seca), sem cremes e roupas (só o extremo essencial, sem opções de escolha) pareciam coisas de outro mundo, pra outra pessoa, não para a Adriana! Pois bem, me despi dos excessos, da futilidade, do consumismo, daquela “necessidade”do cotidiano, que na verdade não era nada necessária, para olhar para mim e ver realmente o que me fazia feliz! E o fantástico foi perceber o quanto esses dias (totalmente bizarros para uma paulistana estressaaaada) foram cheios de paz, de sintonia com a natureza, de sintonia com Deus e comigo mesma! Tive a certeza de que experimentei momentos de genuína FELICIDADE, simples assim! Uma das coisas com que me surpreendi, dentre tannnnnntas coisas que essa viagem me ensinou, foi me sentir bem e bonita sim, sem maquiagem, sem aquela bolsa comprada em NY e principalmente sem o secador de cabelo!!!! E a maior prova disso é que foi lá, assim desse jeitinho que encontrei o homem da minha vida!! Estamos casados, vivendo em SP, é verdade, mas buscando sempre uma vida minimalista, que já descobrimos que é a “nossa praia”! Estamos também cheios de planos, de vontade de voltarmos “as nossas origens” e cair no mundo de novo…

    Responder
  23. Andrielle disse:

    A palavra minimalismo surge no contexto artístico, no qual os artistas reduziram os elementos visuais. Ou seja, o início da abstração. E agora o termo minimalismo é utilizado em outros contextos, claro, a língua é dinâmica. Mas, o mais grave da história é a falta de ensino de qualidade (público e privado) pelo Brasil afora. A educação, em grande parte, é utilizada como instrumento de controle para formatar consumidores inconscientes/inconsequentes e robôs/zumbis/mão de obra para o mercado de trabalho! Falta nos ambientes educacionais o obejtivo de formar seres pensantes, humanos e integrais (holísticos). Com uma educação assim talvez diminua o número de presas nas armadilhas dos sistemas, onde é vendida a ideia: comprar é o caminho para a felicidade! O que acontece quando a pessoa compra, compra, compra e não fica feliz? Frustação, depressão, desavenças, etc. Esse modelo de “felicidade” ainda está imbutido na mente de muitas pessoas. O que fazer? Olhar-se no espelho e perguntar para o Interno: O que é realmente importante para minha vida? O que eu posso mudar em mim, e não no outro, para ser uma pessoa melhor? Se, comprar for a resposta, ok! Ou, comprar o mínimo, ok também! Cada ser tem seu caminho e suas escolhas. E respeitar as diferenças, seja ela qual for, é um desafio. Principalmente quando não concordamos com elas. Parabéns pelo blog e pela atitude nômade! O vídeo também ficou incrível! Abraço. Professor de Artes Visuais e Comunicação.

    Responder
  24. Ca Cortez disse:

    Acho q o problema do consumismo é querer ter a aprovação das outras pessoas, mostrar que vc é capaz.. exatamente o q vc falou. Pra ser minimalista vc tem q romper com esse primeiro problema, e isso é difícil demais, nascemos sendo bombardeados com a ideia de competição, de comparação, de fórmula pro sucesso.
    É aquilo q vc tbm já falou, temos que dar conta das consequências, enquanto vc estiver nessa transição, nesse desapego, pessoas vão te questionar, comparar, diminuir. Sabe quando vc quer muito uma coisa e não importa a opinião de ninguém? Tem q ser assim. Mas quando elas virem q vc está realmente feliz, elas vão querer saber a fórmula.
    Eu sempre tive pouca roupa, mesmo, tipo 1 short jeans só, mas isso de ter pouco no fundo não me incomoda, prefiro gastar dinheiro com outras coisas. Um cara q fez curso cmg, usava exatamente a mesma roupa toda aula, eu achava super legal e ninguém criticava ou olhava estranho. Já uma amiga tinha vício em roupa, quando eu me comparava com ela, sentia um certo incomodo por talvez ser julgada por ela. Acabo variando entre a minha opinião e a dos outros.
    Então eu acredito q o minimalismo é o caminho, acho que é “moda”, de certa forma uma moda positiva. Acho q vai demorar pra sociedade e a cultura mudar, mas já vejo essa mudança acontecendo.

    Responder
  25. Alvaro disse:

    Conheci seu blog há algumas horas e perdi as contas de quantos posts já li. :)
    Eu e minha esposa deixamos o Brasil há um ano e meio para expandir os horizontes e precisamos nos adaptar a viver com pouco já que não sabemos quando e como será o fim dessa proveitosa jornada.

    Eu entendi que o foco desse post é o consumismo, mas não deixei de pensar na dificuldade que é em carregar nosso portfólio, já que eu e minha esposa somos designers de livros (de papel). Uma mala de 32 quilos já não suporta mais nosso escritório!

    Um abraço e obrigado pela disponibilidade em compartilhar suas experiências.

    Responder
  26. RENAN disse:

    Olá Fernanda,

    Acho tudo muito legal sobre esses conceitos, mas acredito que são modelos de vida que podem viver juntos e na mesma pessoa. Não preciso ter coisas inúteis e nem milhares de dividas, assim como o essencial para nossa vida pode ser uma bela casa e um bom carro. Como você comentou.
    A FELICIDADE é sempre um momento que vai e volta de nossa linha base e o minimalismo é um tipo de vida, ou seja, mesmo assim teremos nossas dificuldades. Mas acho que todos deveriam ter o minimalista dentro de si.

    Excelente Blog.

    Responder
  27. Murilo Williams disse:

    Boa noite Fê tudo bem? Concordo plenamente com seu ponto de vista. Tenho passado por um turbilhão de informações, decisões e principalmente como controlar o consumismo em um mundo capitalista :/. Gostei de sua matéria e já passei o hábito de visitar ;). Bom Trabalho!

    Cordialmente,
    Murilo Williams

    Responder