Felicidade

PORQUE A MORTE DO MEU PAI ME FEZ UMA PESSOA MAIS FELIZ

10 de dezembro de 2013

É impossível descrever como nos sentimos diante de uma situação tão dolorosa quanto a perda de um pai ou de uma mãe. A dor é tamanha que ultrapassa a alma e se torna física. Os olhos queimam em lágrimas e o coração parece comprimido dentro do peito. Só quem passou por isso sabe do que eu estou falando.

O budismo diz que a felicidade e o sofrimento caminham lado a lado. Eu concordo. Afinal, nunca saberíamos reconhecer a verdadeira felicidade se não tivéssemos sofrido um dia.

Mas, a pergunta universal ainda sem reposta é: o que é a verdadeira felicidade? 

Por causa da minha pesquisa sobre o tema, dediquei um dia para assistir a alguns filmes e vídeos que abordam direta ou indiretamente o assunto “felicidade”.

Um deles foi o documentário Eu Maior  e um outro chamado Happy Movie. Foi interessante assistir um na sequência do outro, pois apesar de tratarem do mesmo assunto – felicidade – as abordagens são bem diferentes. Mesmo assim, eu cheguei a uma única conclusão após ter assistido a ambos: feliz é aquele que consegue lidar com as emoções negativas e aprender com as situações adversas da vida, que são inevitáveis.

Não importa o quão linda, inteligente, rica e feliz você seja, vai ser inevitável ter de lidar com alguma emoção negativa na sua vida em algum momento, seja o envelhecimento, uma doença ou a perda de alguém querido.

Muitas pessoas quando sofrem perdas, sejam emocionais ou financeiras, perdem também o rumo. Ficam deprimidas, começam a beber, param de comer, de cuidar da própria saúde ou se isolam do mundo e isso acaba virando uma espiral sem fim que só leva cada vez mais ao fundo do poço.

Eu acredito que isso geralmente aconteça com aqueles que depositam suas motivações e a expectativa de serem felizes no emprego, no marido, nos filhos, na casa própria ou em qualquer outra coisa que não seja eles mesmos.

Quando perdem o emprego, se divorciam ou perdem um filho, eles são tomados por uma amarga sensação de impotência em relação a própria vida e isso os torna completamente infelizes.

O que precisamos entender é que, tão importante quanto ser grato pelo que temos quando estamos felizes, é saber lidar com as coisas ruins que acontecem na vida de qualquer ser humano. Não, você não está sendo penalizado pelo universo e também não é a maior vítima do mundo. O seu sofrimento, por maior que seja, não diz respeito a ninguém, a não ser você.

Em fevereiro de 2008 eu perdi meu pai. Ele tinha 51 anos e faleceu repentinamente vítima de um AVC hemorrágico seguido de um infarto fulminante. Foi um choque. Como aquele homem forte que nunca perdeu um dia de trabalho, que era o primeiro a chegar e o último a sair podia ter morrido assim, do nada?

Passado o baque inicial, a vida começou a voltar ao “normal”. O que percebi assim que voltei ao trabalho é que o meu sofrimento não me tornava especial. Mesmo sendo recebida com muito carinho, ninguém me via como a coitadinha que perdeu o pai tão jovem. Eu era apenas mais uma pessoa, como tantas outras, que não tinha mais pai.

Foi quando eu entendi que a dor da perda só pertencia a mim e que eu deveria usar aquele sofrimento para aprender alguma coisa. Essa seria a forma de agradecer ao meu pai pelo que ele fez para que eu fosse a pessoa que eu sou hoje, aprender com os seus erros e acertos e tentar ser uma pessoa melhor.

Foi por causa desse sofrimento que eu aprendi a viver um dia de cada vez.

Aprendi que planos de médio e longo prazo são importantes, mas eles podem ser engolidos por uma fatalidade da vida em um piscar de olhos de uma manhã de sábado.

Aprendi a aproveitar melhor as coisas simples e maravilhosas da vida como uma lua brilhante ou um pôr do sol em qualquer lugar.

Aprendi a amar sem medo de perder, porque a maior perda é a do amor que não demonstramos.

Aprendi que aqueles que amamos podem partir sem se despedir, mas em vez de sofrer pensando no dia que eles se forem, devemos aproveitar enquanto eles estão por perto.

Aprendi a cuidar da minha saúde e a não me estressar pelo que está fora do meu controle.

Aprendi que eu sou a responsável pelo meu destino e por tudo o que acontece comigo, seja bom ou ruim.

Aprendi a não guardar rancor e a sempre me despedir com um abraço, pois não sabemos quando será o último.

Aprendi que para tudo na vida existe um jeito, mesmo que não seja o jeito que queremos.

“A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”
– Carlos Drummond de Andrade

É por ter aprendido tudo isso que eu posso dizer que a morte do meu pai me fez uma pessoa mais feliz.

Imagem: arquivo pessoal.

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131 Comments

  • Reply Erika 10 de dezembro de 2013 at 17:25

    Fernanda,

    Posso dizer que este foi um dos seus textos mais expressivos que li até hoje.
    Desde o impacto inicial do título e até a forma como foi escrito.
    Intenso e envolvente.

    Parabéns!!!

    Beijo Beijo

    • Reply FÁBIO FARIA 19 de setembro de 2017 at 16:14

      Fernanda,
      Li hoje sua história confesso que chorei muito porque me identifiquei.
      Sou muito sentimental e me emociono é meu jeito sempre fui assim.
      Ainda tenho meu pai hoje com 76 anos confesso que durante todo minuto da minha vida vem na minha mente o medo de perde-lo e admiro muito a forma como você conseguiu superar e buscar aceitar e viver.
      Deus te abençoe sempre vc e uma menina de ouro.

  • Reply Celinha Marques 10 de dezembro de 2013 at 17:31

    Fe, gostei muito, lembrei de mim! Obrigada pelo texto!:-) bjo

  • Reply Carmen 10 de dezembro de 2013 at 17:36

    Fê, assim como vc, perdi um pai jovem (56) há 7 anos, de AVC.
    Constatei que tudo tem seu tempo determinado. Assim como as aves dos céus e as plantas, que não trabalham e são sustentadas por Deus, nós também somos seres que são assistidos por Ele e que também passa por estações como a primavera s o inverno.
    A chave é realmente saber extrair o melhor de cada estação.
    Bjo.

    • Reply Maria Antonieta 10 de dezembro de 2013 at 18:04

      Lindo comentário Carmen, você aprendeu com a dor a ser uma pessoa melhor!
      Um abraço!

  • Reply Maria Antonieta 10 de dezembro de 2013 at 18:03

    Emocionante Fê, só quem viveu isso pode entender!
    Belo texto!

  • Reply Bruna 10 de dezembro de 2013 at 18:17

    Fe, que bom que o sofrimento te causou essas coisas boas. Sei que quando perdemos um ente querido não há palavras que possam suprir essa vazio, mas parabenizo você por aprender a lidar com uma dor desse tamanho de uma maneira tão bacana e por ter aprendido a valorizar o que realmente importa. Acho que é assim mesmo, depois de passarmos uma dor profunda a gente tem a oportunidade de amadurecer e rever nossa vida. Afinal, ela é tão breve pra gente desperdiçar com raiva, ódio, rancor…

    Um beijo grande e esteja bem!

  • Reply Fernanda Gonçalves 10 de dezembro de 2013 at 18:35

    Fê, você me “tirou o ar” com esse post…a mais pura verdade. Que reflexão forte…Bjus

  • Reply Renata 10 de dezembro de 2013 at 19:33

    <3 uma saudade de vc!!

  • Reply Lucas 10 de dezembro de 2013 at 20:39

    Fê,
    fui imediatamente seduzido pelo título e me encantei ainda mais quando tive o prazer de ler todo o texto. Muito bom e intenso. Para refletir.
    Bjo grande e cuide-se!

  • Reply Flavinha 10 de dezembro de 2013 at 21:40

    o grande trunfo é justamente tirar aprendizados de todos os tropeços e levantar deles ainda mais forte e feliz. Justamente pq o encaramos como uma oportunidade de sermos melhores pra gente e pro mundo. 🙂

  • Reply Ana Paula Raizi 10 de dezembro de 2013 at 22:55

    Lembro perfeitamente de qdo nos encontramos naquele dia e vc me disse:”Ana, só vc aqui sabe o que estou sentindo”. Talvez não soubesse, já que perdi o meu pai em outra circunstancia, mas sei exatamente o que vc quer dizer quando diz que “a morte do seu pai te fez uma pessoa mais feliz” …
    A morte do meu pai transformou minha vida, minha historia e tudo que sou hoje … e tenho certeza que sou muito melhor do que eu poderia ter sido!
    Fê, sinto sua falta, mas sei que está bem pertinho de mim aqui no meu coração, pois mesmo com todas as nossas diferenças, tb podemos ser iguais ou parecidas. Bjão

  • Reply Ana Paula Raizi 10 de dezembro de 2013 at 22:56

    Ah só esqueci de dizer uma coisa … chorei! hehe

  • Reply Gil Ribeiro 11 de dezembro de 2013 at 01:02

    “Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte:
    o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.” (Ariano Suassuna)

    Fininha, a necessidade de escrever algo que pudesse exprimir meu arrebatamento e a completa falta de palavras adequadas para tanto me fizeram emprestar o texto acima.

    É isso.

    Por favor, NUNCA pare de escrever…

    Desejo-lhe Paz, bom humor e conteúdo … sempre!

    Beijo.

  • Reply Renata Pedroso 11 de dezembro de 2013 at 01:02

    Fe, sempre leio seus textos, mas esse em particular está impagável! Que forma magnífica e clara de expor um assunto tão complexo. Tenho exatamente o mesmo sentimento, hj vivo muito intensamente todos os momentos que me fazem feliz.
    Parabéns por esse lindo trabalho e os textos estão cada vez melhor.
    Muito sucesso e amor para que vc tenha mais e mais inspirações como essa!
    Um super beijo! Rê

  • Reply Laíza 11 de dezembro de 2013 at 23:11

    Fe, meu pai faleceu há 10 anos, e sempre parece que vai fazer 2 ou 3 anos… Eu era apenas uma garota e ele o meu herói!
    Só quem passou por uma dor assim sabe como é.
    A morte do meu pai me ensinou muita coisa. Me ensinou a viver a vida assim, completa e intensamente. Sem deixar migalhas para trás.
    Aprender a lidar com essa dor, e mais que isso, transformá-la em ensinamentos para uma vida mais plena é um caminho estreito, mas enriquecedor.
    Obrigada por compartilhar este texto tão maravilhoso conosco!
    Um grande abraço!

  • Reply Silvia Homke 12 de dezembro de 2013 at 00:13

    Fe, acompanho seu blog e fico esperando sempre pelo seu texto novo – me identifico muito com os questionamentos e com as suas conclusoes sobre a busca da felicidade. Saiba que mesmo de longe torco mto por voce! Te admiro muitao! Bjs mil, Sil

  • Reply lia 12 de dezembro de 2013 at 17:16

    Fe, acho que vc ia gostar (se já não leu) de um livro chamado A Arte da Felicidade. É de um psicólogo que passa alguns anos entrevistando o Dalai Lama a respeito do assunto, e tira suas próprias conclusões misturando seu conhecimento sobre psicologia e o do Dalai Lama. Bem legal.
    Bjs

  • Reply Lu Reis 13 de dezembro de 2013 at 03:30

    Oi, Fe!

    É a primeira vez que leio seu blog. E ao ler este post, eu chorei.
    Confesso que nem sempre leio posts tão grandes (apesar de adorar escrevê-los). Meu pai se foi em maio agora. Eu infelizmente ainda não cheguei a este seu estado de espírito. Mas seu post me deu esperança. Apesar de ainda não sentir, eu sei que esta dor enorme que arranca um pedaço do meu peito e produz lágrimas gordas e quentes do luto, vai passar.
    Obrigada =D

  • Reply Daniela 13 de dezembro de 2013 at 13:42

    Excelente texto que certamente faz com que qualquer pessoa que o leia, reflita sobre o assunto. Não é fácil perder quem amamos, ou aquilo que conquistamos tão duramente , no entanto é necessário desapegar-se deste mundo e simplesmente viver da melhor maneira possível o que cada dianos proporciona.
    Como pregava os poetas arcades CARPE DIEM.

  • Reply Ilda Borges 13 de dezembro de 2013 at 21:54

    Oi Fernanda : Ao ler o seu blog eu tambem fiquei emocionada, perdi o meu marido em Agosto desse ano e foi uma morte cruel . Um Cancer no pulmao e um sofrimento de dez meses ate o dia de sua morte, e muito dificil acreditar que uma pessoa tao forte e cheia de vida possa definhar e morrer tao rapido assim……a morte e um misterio em que a maioria acredita ser uma passagem para um plano melhor, e assim queremos acreditar, mas para quem fica e algo terrivel, uma dor na alma que parece nao ter fim ! Suas palavras transmite sabedoria e muita coragem da qual devemos seguir como exemplo, tambem sei que a amizade, o carinho e o amor alimentam a alma e nos da forcas para continuar vivos. Obrigada, por dividir sua historia. Ilda Borges

  • Reply Lúcia 16 de dezembro de 2013 at 17:58

    clap clap clap!

    me li no seu texto. parabéns! <3

    bjo grande

  • Reply Fred Di Giacomo 19 de dezembro de 2013 at 11:22

    Muito legal sua reflexão sobre o sofrimento. Estava precisando de um texto assim para espantar o mimimi das dificuldades cotidianas. Parabéns!

  • Reply Carol 9 de Janeiro de 2014 at 17:40

    Lindo esse texto.. Me vi em diversos aspectos, exceto pelo fato de que o meu pai ainda está vivo.. só que ele é portador de uma doença degenerativa, o que me faz lidar com o medo da morte a cada segundo!

    Aprendi tudo isso e ainda aprendo dia após dia… Não adianta deixar o inconformismo tomar conta! Temos que seguir em frente e viver cada dia como se fosse o último =)

    Tenho certeza que o seu pai deve estar muito feliz e orgulhoso por ter deixado todas essas lições!

    Mil beijos e obrigada pelo texto maravilhoso!

  • Reply William 9 de Janeiro de 2014 at 20:22

    Oi,

    Nem sei como parei aqui mas alguém deve ter compartilhado no feed do facebook.
    E queria te dizer que está mto certa.

    Eu tb perdi meu pai fazem 6 anos, ele tinha 48 anos e foi do nada, no dia da véspera de natal. Realmente foi um grande “susto” e, assim como você, eu tb aprendi muito com isso.
    Em todo esse tempo não faltou saudades, lembranças e a certeza de que Ressuscitar é preciso. Nesse tempo aprendi que passar pelo processo de sofrimento é tão importante quanto ser feliz, é assim, por exemplo, com a lagarta que vira borboleta.
    Cabe a nós sofre por aquilo que realmente vale a pena, aprender e a partir daí dar novos significados para o que a vida nos apresenta.
    Hj meu pai segue vivo no meu coração, naquilo que me ensinou, no que eu tenho certeza que ele ia curtir que eu vivesse ou que me puxaria as orelhas, no amor que nossa família tem um pelos outros e em tantas outras coisas..

    E o teu tb faz com o que o teu permaneça presente, mesmo que não aqui.

    ps.: outra reflexão sobre sofrimento: mta música q o povo ama conta alguma decepção amorosa. O cara leva chifre, escreve sobre o q sofreu e acaba se dando mto bem o q aprendeu.É fzr do limão a limonada 😉

  • Reply rafael 16 de Janeiro de 2014 at 19:54

    Tbém perdi minha mãe depois de 1 ano e meio lutando contra o cancer. O médico tinha dado apenas 6 meses pra ela, e conseguiu viver 1 ano e meio, parece que foi um presente que Deus deu, pois antes da doença, apesar de amar muito minha mãe, não tinha o costume de demonstrar, e por meu nervosismo, as veses brigava com ela por motivos bobos, mas horas depois tavamos se falando de novo, sempre fui muito apegado a ela, pois com 30 infelizmente ainda sou solteiro, e o contato com ela era diário. Muitas vezes, ela que tinha que me acordar pra ir trabalhar, spre qdo chegava ela tava vendo TV, e qdo tava de folga do trabalho, spre tomava café com ela a tarde, coisas assim vou sentir muito, tá sendo um baque, e uma mudança absurda.
    Mas esse tempo a mais de via que Deus deu a ela, aproveitei pra nunca mais brigar com ela por coisas fúteis, e passeamos por alguns lugares, não fomos longe pela saude dela, mas fomos a praia, sitios, serras perto da cidade, e sei que Deus me deu isso de presente, e tbém demonstrei o carinho e amor que tinha em mim, mas que não demonstrava antes, como passar a mão na cabeça. Depois da morte dela há 2 dias, ainda estou sem chão, o dia não parece ter mais 24h, e se ela tivesse aqui a cobriria de beijos e abraços, e pela timidez e costume o fazia pouco quando ela era viva

    • Reply Aline 18 de Março de 2014 at 18:13

      =,)

    • Reply Aline 18 de Março de 2014 at 18:25

      Depois de amanhã, 20/03/14, completo 9 anos sem meu pai “fisicamente ao meu lado”. Realmente parece que foi ontem e que a dor nunca vai passar. Hoje, não mais a dor física do desespero, do “falta uma parte de mim”, mas a dor da saudade, que insiste em continuar. Papai se foi vítima de um infarto, na minha frente…Tão grudados éramos, que até nesse último momento eu teria que estar ao seu lado, né…Eu tinha acabado de completar 18 anos e me tornei ainda mais madura pra um bocado de “coisa chata”. Porém, nunca tinha pensado na ida do papai por esse lado: o de quanto mudei por causa disso. Com seu texto, começou a passar um filme na minha cabeça de quantas atitudes mudei e que, talvez sem esse baque, eu não teria mudado. Só com a ausência dele pude perceber o quanto tenho dele em mim…e o quanto ele me ensinou, sem nem ao menos perceber que ele estava me ensinando coisas que eu levaria pra vida toda! Papai vive em mim: no meu coração, nas minhas melhores lembranças, nas minhas atitudes, na minha personalidade, na minha história. E assim viverá sempre.

    • Reply Juliano Matias 4 de outubro de 2017 at 11:34

      Muito interessante a forma que você encontrou para lidar com os problemas. Todos os seres humanos deveriam aprender com os seus erros e os erros dos outros, e, não mais cometê-los. O seu estilo literário é muito bom! Parabéns!

  • Reply Maria Fernanda 28 de Janeiro de 2014 at 19:51

    Fernanda, vc acabou de ganhar – mais uma – fã!

  • Reply Cristiane 6 de Fevereiro de 2014 at 17:31

    Lindo texto!

  • Reply 18 de Fevereiro de 2014 at 17:05

    Fe, obrigada por esse texto! Sério!
    Eu perdi minha mãe a quase 5 anos, e eu vejo a morte dela da mesma maneira que você escreveu, mas nunca consegui colocar em palavras. Minha mãe foi uma criatura doida que me ensinou a nunca deixar de aproveitar a vida, mas nasci velha (palavras dela), com medo de tudo e de todos. Depois que a perdi, percebi como a vida é curta e que ela estava certa de ser p***a louca. Ela faleceu jovem, com 60 anos de um câncer no pulmão, mas nunca deixou de fazer o que queria, o que hoje tento fazer hoje. Obrigada pelo seu post. Mesmo mesmo!

  • Reply Marquito 18 de Fevereiro de 2014 at 18:11

    Me lembrou a música Sanar do Jorge Drexler: http://www.youtube.com/watch?v=rTPcamcDhds

    Transformação é a lei. 🙂

    Um abraço e parabéns pela coragem de mudar.

  • Reply Henry Wood 27 de Fevereiro de 2014 at 01:57

    Olá Fê… é redundante dizer que seu relato é maravilhoso e absolutamente tocante para quem perdeu alguém tão importante.
    Eu fui um afortunado pela vida. Deus em sua divina bondade e misericórdia, permitiu que eu e meus irmãos convivêssemos com o homem mais íntegro e bondoso que conhecemos em nossas vidas. Papai viveu até seus 94 anos e cuidou de 8 filhos cuidou com muito esmero e amor. Minha mãe sempre apaixonado via em meu pai um pedaço de si mesma. Até que em agosto do ano passado, Deus precisando muito de homens como meu pai ao lado dele, o chamou a convite inevitável.
    Sinto a dor da saudade, de seu olhar e suas palavras, seu excelente bom humor, contagiante; pra ele sempre tudo estava bom mesmo não estando. Papai nunca reclamava. Mas a dor da saudade da lugar para seu legado de amor, integridade e caráter.

    Obrigado por suas palavras.

    Henry Wood

  • Reply Tina 27 de Fevereiro de 2014 at 11:46

    Oi Fê!

    Tocante e verdadeiro seu texto. Meu pai se foi há 9 anos e parece que foi ontem. Não tive oportunidade de me despedir dele em vida pois morávamos em estados diferentes e isso sempre me entristece.

    O amor ficará para sempre em meu coração.

    Parabéns pela excelente verbalização de sentimentos neste post.

    bjs

  • Reply Rachel Cristiane 1 de Março de 2014 at 04:15

    Perdi meu pai semana passada (17/2/2014).. Ainda estou tentando me segurar. Vim até aqui na busca por conforto e o encontrei. Muito obrigada! Tenho muita fé em Deus (aprendi a ter) e sei que com o tempo a dor irá sanar dando lugar apenas a imensa saudade. Forte abraço!

    • Reply Fê Neute 1 de Março de 2014 at 16:13

      Eu sinto muito pela sua perda tão recente, Raquel. O maior incentivo para mim é saber que pude acalmar um coração tão dolorido nesse momento com as minhas palavras.
      Parece impossível acreditar que o tempo pode curar uma ferida como essa, mas ele pode. Fique bem e um forte abraço para você também <3

    • Reply Paula 6 de Maio de 2014 at 03:03

      Rachel,perdi meu pai sexta agora (2/05/14), estava lendo seu post que tbm perdeu seu pai recentemente.
      Só sei dizer,que dói demais,as x finjo estar forte, mas n]ao paro de pensar nele, lembrar, queria saber como ele está, como dói não poder mais ver seu rosto, já chorei muito hj…está dificil.

  • Reply Naty 1 de Março de 2014 at 16:04

    Fe…
    Perdi meu pai a 02 Anos acidente de Moto ele tinha 44 Anos, Com a perda aprendi a conviver sem meu cordão umbilical posso dizer assim pois meu Pai meu Heroi era tuda pra mim.
    Achei que o Mundo tinha acabado que nada fazia mais sentido ate pensar q outros pessoas queridas tbem poderiam partir, Aii Aprendi a Amar…
    Obrigada pelas pelas pois estava mal e encontrei conforto nas suas palavras… Forte Abraço…

  • Reply Liz 2 de Março de 2014 at 11:59

    Eu gostaria de dizer que, amei seu blog, seus textos e seu jeito simples de escrever. Encontrei na página do facebook da oficina de estilo e amei o texto do face em que vc diz sobre como as pessoas só postam , momentos felizes , comidas gostosas, e parece que vivemos no mundo á parte, mas como isso pode ser até positivo e motivador, dependendo do ponto de vista que vc tem ! E como é importante lidar com a frustração que vai acontecer com cada um de nós inevitávelmente! Depois lí esse texto sobre a morte do seu pai e tb me identifiquei! Título forte me chamou a curiosidade?
    Como fazem doze anos que meu pai se foi, por conta de um câncer , e o tempo passa mas a saudades é imensa! Mas de qualquer forma a vida continua e precisamos dar um jeito. Seguir em frente mesmo com a falta que faz! Adorei seu texto! Continue escrevendo! Estarei acompanhando!
    Um abraço
    Liz Salvetti

  • Reply Denise 3 de Março de 2014 at 00:28

    Meu pai se foi em 21 de fevereiro, ainda tá muito recente mas procurando mensagens que aliviasse a minha dor me deparei com suas lindas palavras.
    Tive oportunidade de ir me despedindo aos poucos do meu pai e fazer muitas de suas ultimas vontades…pude dar lhe muitos beijos no rosto, segurar sua mão frágil e dizer o quanto o amava.
    Como é difícil se separar de um grande companheiro de jornada como um pai…e como dói saber que não poderei mais compartilhar suas maiores alegrias ou mesmo coisas simples como uma pizza de domingo…
    Mas é isso aí a dor também produz coisas lindas e um texto como o seu é a prova disso.
    Sinto pelo seu pai…um filho nunca deveria se separar de seus pais mas faz parte do mistério da vida…
    Existe um poema indígena mexicano que diz que a morte não nos separa pois chegará o dia em que o último que perguntar solitário pelos outros não perguntará mais…
    Abraços e muita luz!
    Denise Bernardes

  • Reply janine rodrigues 19 de Março de 2014 at 14:29

    Linda mensagem ! Parabéns ! Continue assim , a humanidade precisa saber o quão é lindo nos expressarmos de mais lindo no nossomâmago de nossas almas !

  • Reply janine rodrigues 19 de Março de 2014 at 14:31

    Digo …amago de nossa alma….

  • Reply Verena 24 de Março de 2014 at 01:08

    Gostei muito do seu texto, leve e doce, apesar do motivo que o originou….Nesses momentos conseguimos entender que o que temos apenas é o presente, para amar, para sorrir, para viver!!!!Continue assim transmitindo mensagens tão enriquecedoras! Saiba que ganhou mais uma fã! Um grande abraço!

  • Reply Daniela 28 de Março de 2014 at 01:27

    Amanhã faz 1 mês que perdi meu pai… muito lindo seu texto e verdadeiro! Ninguém deseja sofrimento mas são nas perdas e na dor que nos tornamos melhores… Parabéns pelo blog! Me identifiquei d+ com os temas. Bjs

  • Reply caroline nahas 30 de Março de 2014 at 04:47

    Perdi a pessoa mais maravilhosa e amada ha 6 dias, vitima de um AVC fulminante, tenho muita culpa pelos dias que ele me chamou
    pra comer uma pizza e nao fui, principalmente por leva lo a um hospital publico, quando cheguei
    no dia seguinte o vi agonizar na minha frente, sofreu uma parada e depois de 25 minutos morto voltou, porem
    em
    coma profunda, foi
    para a UTI e
    nao
    voltou
    mais, sinto muita culpa por te lo deixado na emergencia. estou
    morta por dentro, quero largar tudo, morrer para me encontrar com
    ele

    • Reply Fê Neute 31 de Março de 2014 at 16:21

      Oi Carolina,
      Vou te mandar um email, ok?
      Beijos

    • Reply Paula 6 de Maio de 2014 at 03:09

      Carol não é só vc que esta sofrendo pela perda de um pai..perdi meu pai sexta passada (02/05/14)vitima de um avc hemorrágico, foi desesperador pra mim.segunda dia 28/94 ele estava normal…foi tomar banho…depois de um tempo escutamos um barulhão vindo do banheiro ,bati na porta e ele não respondeu, ai entrei em desepero, acredite, eu arrombei a porta do banheiro nao sei como,e lá estava ele caido no box do banheiro, ainda com os olhos abertos,mas não falava,entrei em desespero,chamamos o samu, ele passou por varios hospitais, pois nao tinha estrututa e o caso dele foi grave a hemorragia foi numa area profunda do crebro, não adiantava cirurgia.Ficou internado em coma até sexta de madrugada quando nos ligram sexta passada de madrugada e fomos la…ele foi a obito ás 4:10… foi horrivel ve lo no caixão…e uma das piores partes doi quando o lacraram…estou com vontade de sumir…de sair gritando, por para fora toda essa tristeza que esta dentro de mim.

      • Reply Fê Neute 6 de Maio de 2014 at 04:15

        Oi Paula, sinto muito pela sua perda 🙁
        Lendo o que você escreveu parece que está descrevendo o que aconteceu com o meu pai. O SAMU demorou mais de uma hora para aparecer e quando chegou ao hospital não tinha leito. O caso do meu pai foi hemorrágico e gravíssimo como o do seu.
        Infelizmente, essa dor vai permanecer por um tempo, mas eu te garanto que ela vai passar. Foi a primeira vez que eu senti uma tristeza tão grande que meu peito doeu fisicamente… mas prometo que passa. Pense nas coisas boas, não se revolte, pois as coisas acontecem por uma razão. Espero que você fique em paz e que com o tempo essa dor dê lugar a um sentimento bom e a uma saudade que te faça sorrir ao lembrar dos momentos bons, pois esses, ninguém nunca vai poder tirar de você.
        Um beijo,
        Fe

        • Reply Cristiane Coelho 4 de Março de 2017 at 18:02

          Achei que fossr praticamente a única a perder o pai nessas condições. Mais já li mais de 3 casos aqui… no dia 26/01/2017 meu pai de 58 anos tb teve um AVC Hemorrágico e veio a óbito no dia 18/02. Passei pelo mesmo desespero de tentat conseguir um local pra ele ser tratado, pois no hospital que foi socorrido não tinha Neuro. Depois de um dia inteiro de procura, consegui… ufaaa! Sensação de alívio dele poder estar em um local e ser cuidado. Nos dias de internação ele não ficou incosciente, porém não falava, nem se mexia, apenas respondia a comando de aperto de mão. Tava preso dentro de um corpo…que não tinha comando. No período de internação pegou uma pneumonia e veio a óbito no dia 18/02. Fui visita-lo as 12h, falei o tanto que o amava, beijei muito sua testa, ele tentou falar comigo, porém as 20h veio a noticia de que ele havia partido… meu chão, meu mundo, meu tudo ruiu! Sempre saudável, andava de moto todo final de semana com os amigos, trabalhava… Meu Deus o que houve? Essa pergunta que me faço, parece um sonho ruim, que preciso acordar! O que aprendi com isso? Como diz a música “A vida é trem bala parceiro, a gente é só passageiro prestes a partir”…procurei algo na net que pudesse me acalmar e achei esse texto. Lindas histórias e lindas palavras! Obrigada Fê, me ajudou tanto sem se quer me conhecer?

          • Claudia Mamuth 4 de Abril de 2017 at 21:45

            Minha historia é muito parecida com os relatos que tomei conhecimento aqui, hoje faz exatamente 30 dias que meu pai nos deixou. De certa forma me sinto culpada, ele tinha 65 anos e não gostava de ir a médicos, mas sempre cobrávamos isso dele, apesar da idade, ele era uma pessoa esclarecida, atualizada, estava inserido no mundo digital, porque então, teríamos que levá-lo ao médico sem o seu consentimento ?! Hoje me arrependo, penso que deveria sim, no meu ultimo período de férias, poderia tê-lo arrastado se preciso fosse para fazer um check-up geral. Acho que fui omissa a idade, a todas besteiras que ele gostava de comer, ao cigarro que ele fumava e as cachacinhas de final de semana. Por outro lado, penso que ele cumpriu sua missão, fez tudo o que queria fazer, viveu intensamente, Li uma frase que ele escreveu e identifiquei muito com o modo que ele viveu. ” VIVER É A COISA MAIS RARA DO MUNDO E A MAIORIA DAS PESSOAS SÓ EXISTEM”
            Bom resumindo, na segunda semana de fevereiro/17 começou a sentir dores no braço que irradiavam para o peito, mas não identificou que era um problema grave e tbm não nos comunicou, foi na farmácia da esquina e pediu um remédio para dor, a dor cessava e voltava , isso durou a semana toda, no domingo a noite passou mal e ainda tentou segurar sem falar pra ninguém, quando já não aguentava mais de dor, ligou para o meu irmão que rapidamente veio a socorrê-lo, infelizmente para um hospital que não tinha recursos para o problema dele, mas no desespero, como escolher um hospital. Da emergência , foi para UTI e permaneceu lá por 18 dias, incansáveis dias de choro, desespero, ausências familiares, ausências no trabalho, tudo em prol da melhora e tentativa de transferência, ele estava consciente, mas não podia descer do leito, devido a insuficiência cardíaca e respiratória que ele adquiriu, condição que o deixava entediado, os médicos nos davam esperança, mas no fundo sabia que o caso era critico, mas em nenhum momento queria que aquela situação acabasse , poderia persistir por meses e até anos, mas queríamos ele ao nosso lado. No dia 02/03 ele sofreu 11 paradas cardiacas e mesmo assim conseguiu restabelecer o quadro, porém, com sedação induzida,
            Jamais pensei conseguir encarar aquela situação, sedado, entubado, cena que jamais vou me esquecer. Mas diante de tudo isso, eu sei que mesmo naquela condição ele nos escutava, poderiamos sentir sua reação ao simples mexer do supercilios ou leve aperto das nossas mãos.
            Enfim, no dia 04/03/17 as 02h00 ele sofreu novamente uma parada cardiáca e foi fuminante, ele lutou muito, foi guerreiro, mas não ia suportar mais dias naquele hospital e nosso sofrimento. Eu sei que me estendo no texto mas hoje em especial, precisava colocar tudo isso pra fora. É como li aqui, parece que estou sonhando e que vou acordar desse pesadelo, a ficha ainda não caiu, fico vendo suas fotos, ouvindo audios com sua voz limpa de locutor de rádio, doi demais, pode ser que um dia isso passe, mas sei que vai demorar muito.
            Obrigada pela oportunidade, adorei seu texto.

  • Reply Débora 17 de Abril de 2014 at 02:01

    Há exatos 10 dias perdi o meu Pai, às vezes ainda acho que nada aconteceu, que é um pesadelo. A dor é absurda! Nunca havia sofrido tamanha perda, assim, do nada. Sem sequer me despedir, dizer que eu o amava. Sem ter feito por ele o que ele merecia. Seu texto me confortou nesse momento. O meu muito obrigada! Parabéns pela iniciativa.

    • Reply Fê Neute 17 de Abril de 2014 at 02:07

      Sinto muito pela sua perda, Débora.
      Fico feliz que meu texto tenha te dado um pouquinho que seja de conforto.
      Um grande abraço e espero que você fique bem logo.

  • Reply Camila 21 de Abril de 2014 at 04:08

    No ano passado, nas minhas primeiras férias em 10 anos de trabalho, perdi meu pai! Estava em Ilheus, havia me programado para ficar 10 dias, e fiquei apenas 3.
    A principio me senti como todo mundo se sente. Mas depois, assim como voce, fui em busca do que era felicidade.
    Terminei um relacionamento de 4 anos por que descobri o que era o amor de verdade. Hoje estou sozinha!
    Sai de um emprego por que não achava o propósito de estar nele. Embora o ambiente me fizesse bem feliz.
    Mudei de casa por que não me sentia bem onde vivia. Amava as pessoas com quem vivia, mas sentia uma certa pressão.
    No final, 2013 foi o ano da virada em minha vida. Mas penso que tudo isso me tornou alguem mais forte e em busca do que realmente me faz feliz. Hoje ficar com a minha familia é muito mais importante do que trabalhar até tarde. E quando eu digo ficar com a familia, é desligar o celular, e tudo que tire minha atenção.
    Assim como me dedicar aos meus estudos, é muito mais importante do que sair no intervalo para ficar em uma DR no telefone, com alguem que nem se importa se voce esta perdendo uma aula.
    Não posso falar que sou a pessoa mais feliz do mundo, pois estou em busca do que é a felicidade, de um propósito, mas posso dizer que tudo que faco, me faz feliz! E é assim que vai ser.
    Agora em Maio, vou tirar, novamente, férias! Desta vez decidi fazer tudo diferente. Me programei para fazer minha primeira viagem sozinha, e dedicar todos os demais dias a mim mesma, e a minha familia.

    Amei o seu texto, além de muitos outros que li aqui!
    Bora ser feliz!

    Beijoss

    • Reply Fê Neute 21 de Abril de 2014 at 15:37

      Camila, seu comentário me emocionou.
      Fico muito feliz em saber que você conseguiu fazer com que uma coisa tão dolorosa trouxesse um benefício tão grande na sua vida.
      Eu também terminei um relacionamento de quase 5 anos depois que o meu pai morreu e foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
      Continue assim e as coisas sempre vão acontecer na sua vida. Parabéns pela atitude!
      Beijos!

  • Reply Aline 22 de Abril de 2014 at 00:40

    Olá Fê. Há alguns anos também perdi minha mãe do nada, o que foi bem chato porque tinha acabado de terminar a faculdade pra realizar meu sonho de trabalhar num cruzeiro e conhecer o mundo. Em vez disso tive que passar a cuidar do meu pai que era idoso e emendava uma internação com a outra no hospital. Não podia simplesmente abandoná-lo já que somos só nós, não tenho mais ninguém próximo. Abandonei meus sonhos e cheguei a um ponto em que não sabia sequer quem eu era. Comecei a ter problemas emocionais, fortes dores e fui procurar um psiquiatra. Comecei a fazer a mesma coisa que você: pesquisa sobre a felicidade. Aproveitei que a saúde do meu pai está estável e pela primeira vez em 7 anos saí de perto dele. Passei um mês no exterior. Claro que ainda não é o meu ideal, mas já é um começo. Hoje descobri seu site e simplesmente o “engoli”. Li inteirinho e adorei. Desejo toda a sorte nos seus projetos. Um beijão!

  • Reply Juliana 22 de Abril de 2014 at 18:59

    Acabei de ler o teu texto e obviamente me identifiquei com várias coisas que li nele. Também perdi meu pai muito nova, ainda criança e além da perda daquele cara que como teu pai, não perdia um dia de trabalho, vivia fora trabalhando, sempre era o último a voltar, perdi o cara que admirava e tinha como heroi. Quando criança uma perda dessa é tão complicada como a de um adulto, pois a criança tem os seus pais e irmãos (geralmente) seu maior exemplo. Eu não somente perdi meu pai, junto a isso tivemos uma mudança em nossa vida financeira, um novo estado, uma nova cidade para se adaptar. Eu, minha mãe e minha irmã tivemos um recomeço, assim super díficil. Muitas vezes eu tinha pena de mim mesma, e me julgava coitadinha. Mas mesmo com tantas dificuldades fui criada dentro de um lar equilibrado, decidi seguir por um caminho que me fizesse bem e que me fizesse crescer como ser humano. Não quis a fuga, batalhamos pra caramba, e continuamos ai batalhando. Hoje, ainda jovem com quase 26, fui além, tudo ao que eu me dediquei eu consegui aprender, consegui conquistar. Aprendi com meu pai isso, com a minha mãe e claro com esses quase 15 anos de batalha. E o melhor disso tudo é quando você analisa, lembra da sua história, você percebe o quão forte você é!

    • Reply Fê Neute 22 de Abril de 2014 at 19:07

      Oi Juliana!
      Esse é um dos meus posts favoritos, não só por ser totalmente original e baseado na minha experiência pessoal, mas também porque ele sempre me proporciona conhecer mais histórias de pessoas como você. É fascinante para mim ler e saber mais sobre como as pessoas lidam com uma situação como esta e para a minha surpresa, muita gente consegue sim extrair pontos positivos do que parece impossível. Eu tinha a sua idade quando o meu pai faleceu, 26 anos, mas minha irmã caçula tinha 12 anos. Imagino que sejam perdas completamente diferentes e incomparáveis. Assim como aconteceu com você, tentamos apoiar e fazer da vida da minha irmã o melhor possível mesmo sem o pai, mas com certeza os aprendizados são muito diferentes.
      Obrigada por compartilhar a sua história!
      Beijos.

  • Reply Fernanda Santos 1 de Maio de 2014 at 02:56

    Fê!
    Me chamo Fernanda também, e apesar de todo mundo me chamar de Fer, eu gosto e prefiro que me chamem de Fê também!
    Pois olhe, não é só você que se tornou uma pessoa melhor e mais feliz depois da perda de alguém que amamos tanto.
    Eu perdi meu pai com 4 anos, então eu cresci no limite da depressão, da culpa, da dúvida e por muito tempo “briguei com Deus” até o ponto de duvidar da sua existência.
    Como isso tudo faz mal pra gente!
    Mas quando minha vó morreu, ela que me criou junto com minha mãe, que fez a presença de pai, de uma hora pra outra, no meu colo, de avc também e muito porquê o hospital mandou de volta pra casa porque achou que era sintoma de virose. Mas enfim, ela foi, mas com essa partida, minha vida foi tomada novamente por uma avalanche de dúvidas, que precisavam ser respondidas. E nessa busca, eu encontrei o espiritismo, encontrei respostas e fiz as pazes com Deus. Aos poucos me tornei melhor, refiz minha fé na umbanda e vivo cada dia melhor. Agora a busca está no caminho que você segue também, a de viver fazendo o que ama e sem amarras.
    Boa sorte na caminhada e obrigada pela inspiração!

  • Reply Flávia Silva 8 de Maio de 2014 at 00:52

    Meu pai foi morar com Deus e reencontrar meu avô há 2 meses e meio. Eu sei bem a dor que se sente, claro que cada um à sua maneira. Ele foi diagnosticado com depressão, mas na verdade estava com meningite.
    Meu pai foi um homem simples e isso que o fazia feliz (não vou esquecer disso nunca mais). Infelizmente, somente depois da sua morte consegui enxergar claramente que não dava o devido valor às pessoas que amo e principalmente a mim. Estou num processo de questionamentos, de readequações e de mudanças; estranhamente sou mais feliz hoje, pois sinto uma força que não tinha antes e acredito que ela venha do meu pai. Os dias estão ficando mais fáceis sem ele aqui; as culpas, frustrações, revoltas,…, troquei pelas boas lembranças que tenho dele (Pai, só vão ficar a saudade e as boas lembranças que tenho de ti!).
    Fê parabéns pela sua coragem e por influenciar pessoas com suas experiências. É a primeira vez que leio seu blog e já chorei litros após ler este texto. Um grande abraço!

    • Reply Fê Neute 8 de Maio de 2014 at 05:33

      Oi Flávia,
      Sempre me emociono com todas as histórias compartilhadas nos comentários desse texto.
      Fico feliz por poder de certa forma acalmar muitos corações machucados por uma perda como esta. Essa força que você diz, provavelmente sempre esteve dentro de você, mas precisou algo terrível acontecer para você encontrá-la. Por isso, sim, agradeça ao sei pai por isso, já que ele te mostrou o caminho.
      Um beijo e espero que você seja muito feliz com a vida <3

    • Reply Fabricia Assis 15 de Maio de 2014 at 15:36

      Eu juntamente com a Flávia Silva temos exatamente a mesma história, somos irmãs, compartilhamos a mesma dor, dor essa q está sendo dificil conviver, mas q temos e nao pode ser modificado, sempre pensei q se perdesse meu pai ou minha mãe, não resistiria, mas me surpreendi, é uma força q vem nao sei de onde, algo q nos faz ficar de pé e seguir em frente, saber q nunca mais vou ve-lo ou toca-lo dói muito, mas ter a certeza de q ele está bem e feliz, pois nunca mais terá sofrimento algum acalma meu coração, a dor de peder uma pessoa como ele, q sempre nos ensinou o certo e q daria sua vida por nós, um exemplo de ser humano amado por todos, é difícil ou até parece revoltante, mas meu pai fazia todos a sua volta sorrirem e é isso q devemos fazer, seguir o seu exemplobde homem honesto, amigo e feliz com a vida, q amava incondicional mente seus três tesouros, assim q ele chamava suas filhas, então deixo aqui meu recado, enquanto tem ame, abrace, beije, brigue se necessário mas ao mesmo tempo perdoe, faça tudo q tiver q fazer em vida, pois quando nao estiver mais presente, nao adianta querer fazer mais nada. ..

  • Reply Nádia Almeida 6 de junho de 2014 at 12:11

    Lindo texto, muito sábio. Perdi meu pai desse jeito: subitamente, no meio da estrada, sem se despedir. Achei que podia seguir em frente, mas nada dava certo e eu me sentia cinza, vazia e só. Descobri que estava depressiva e estou procurando me recuperar começando por não negar meu luto, meu sofrimento contido. Agradeço seu compartilhar. O site é muito bom. Obrigada.

    • Reply tania Stracci 16 de junho de 2015 at 12:11

      Lindo texto!

  • Reply Paulo Fernandes (VanillaSky) 7 de junho de 2014 at 13:32

    Também perdi meu pai e ele era jovem também, tinha 53 anos e acredito que era a pessoa mais leal a mim desse mundo . Todavia eu não chorei , não fiz muitos alardes apesar dele ter falecido nos meus braços e mesmo sofrendo muito sabia que seria injusto chorar pela morte dele sendo que eu nunca chorei pela morte de vários pais que já se foram pro desconhecido assim como ele ,mas restou um sentimento de eternas saudades do meu “Paizão” e isso marca sempre meu dia a dia. E a todos que já pederam entes queridos fica a lição de que não viemos a passeios e existe um propósito muito maior para nossa existência do que viver a vida em um mundo de ilusões. Abraços a todos vocês ! Sejamos fortes pois só se chega na verdadeira luz aqueles que passam pela escuridão da vida.

  • Reply Ana Paula 8 de junho de 2014 at 19:00

    Lindas suas palavras Fernanda, me tocou muito!
    Meu pai se foi a quase 4 anos e a única palavra que cabia dentro da minha dor era DILACERANTE quis tanto um ATALHO para ir direto para aquele momento, em que todos falam, que fica a saudade e a dor se vai. Demorou…Ele ainda solteiro sonhava em um dia ter uma filha chamada Ana Paula, fui a quarta da família, ele soube esperar e me amou até no seu último olhar…com sua morte, aprendi não mais ter medo da morte, a compreender que quando fazemos silêncio, as respostas vão chegando devagar ao nosso coração, aprendi que o amor que se tem por quem morreu, não acaba, renasce e fica ainda mais vivo diariamente em meus pensamentos. Aprendi a ter paciência! Aprendi tanta coisa com a partida dele, aquele homem bom, inteligente e dono de um olhar expressivo por trás daqueles lindo olhos verdes! Preta! Amo você meu PAI.
    Ps: Ele teve câncer por 10 anos e viveu bem entre quimios e a fazenda que tanto amava, por sinal se chama Ana Paul, em minha homenagem!

  • Reply Danilo Rocha 9 de julho de 2014 at 15:02

    Boa tarde,
    Hoje, dia 09/07/2014, faz exatos 10 dias que perdi meu paizinho… aos 57 anos de idade teve um AVC e ficou com o lado direito paralisado, sem falar… chegou na UTI 5 horas depois do AVC e ficou com pressão normal e respirando sem aparelhos as 23:30 da noite, tentei dormir mais não consegui… no outro dia de manhã uma ligação do Hospital para comparecer que precisavam falar, no fundo já sabiamos, mais ainda tinhamos esperança de ser uma conversa para transferir ele para outro lugar… Meu pai infartou as 6:44 da manhã e não voltou mais… É a maior dor do mundo… Mais Deus sabe de todas as coisas, eu tento pensar que meu pai teve sorte, que foi rápido e que ele não sofreu. Não consigo imaginar meu pai numa cama com um lado do corpo paralisado e sem falar. Ele está bem.. eu sei disso.. fiquei no velório a noite toda,porém não fiquei para o fechamento do caixão nem para o sepultamento. Fui ao trabalho dele pegar as coisinhas nas gavetas e armários, que sofrimento ao entrar na sala e ver aquela mesa vazia… sem ele… ao abrir o armário e pegar a ultima farda que ele havia utilizado, o cheiro dele… Ai meu pai que falta o Sr. fará pro resto de minha vida…

    E é isso ai… vamos trabalhar.. vamos viver.. vamos curtir cada momento com as pessoas que amamos pois a vida é curta…
    Estou feliz por ele ter me ensinado a viver, a estudar, a trabalhar para ser alguem… Orgulhoso do PAI honesto, trabalhador, carinhoso e dedicado que eu tive e terei para sempre em meu coração…

    Vai com Deus Pai… Te amarai para sempre….

    Fê… gostei muito de seu texto… parabens…

  • Reply Jana 1 de agosto de 2014 at 11:34

    Olá Fernanda,

    Lindo texto! Admiro a forma como você superou isso… e se tornou mais feliz!!!! Perdi minha mãe há 9 anos…. e de fato essa dor (irreparável) me deixou mais forte e muito mais madura. Não consigo dizer que hoje sou mais feliz… Sou muito feliz, sim! Mas eu seria muito mais se ela estivesse aqui. Mas essas coisas não temos controle algum. E tudo que acontece em nossas vida tem um propósito. E o jeito é encararmos a situação de frente, seguir com a nossa vida e aproveitar ao máximo todos os momentos e pessoas que amamos!
    Conheci seu blog há poucos dias e adorei sua história, seus textos e a forma como escreve! Parabéns!
    Abraços.

  • Reply Valeria 8 de agosto de 2014 at 21:43

    Achei mto bonito tudo, mas nada,nada me faz sentir menos triste, menos sozinha sem meu pai. Cada dia sem ele é angustiante. Faz 2 anos q ele morreu e eu não consigo me acostumar sem ele, não consigo ser feliz sem ele….ele era meu amigo, meu herói, meu porto seguro….

  • Reply Lilian 16 de setembro de 2014 at 19:31

    Nossa, muito lindo! Meu pai faleceu faz 3 anos, parecia que meu coração estava sendo arrancado de meu peito, nunca senti tanta dor em minha vida, eu não sei explicar como ele me faz falta, o quanto o amo, na verdade não sei explicar nada…e ha pouco menos de um mês perdi minha mãe, como se não bastasse uma ferida ainda aberta….meu mundo caiu, aquela pessoa que me trouxe ao mundo, que me deu todo seu amor e carinho já não está mais aqui, eu não consigo acreditar. Enfim, fiquei com duas feridas sem cura e com uma tremenda saudade.

  • Reply Mônica Otoni Sampaio 30 de outubro de 2014 at 22:06

    Me acalentou um pouco esse texto, infelizmente faz 5 dias que meu pai faleceu e tô me sentindo a pessoa mais sozinha do mundo, me parece q o mundo ri enquanto eu choro…queria tanto mais um abraço, mais uma palavra, mais um tempo com o MEU PAI! Espero mesmo q essar dor diminua pq é muito forte.

  • Reply Sandra 30 de novembro de 2014 at 11:52

    Paula lendo seu comentario junto minha dor com a sua no dia 08/10/14 tbm perdi meu pai vitima de um avc hemorragico, ele era muito saudavel de umas tonturas que comecou a sentir entrou em coma e nao voltou mais infelismente ainda nao consegui me erguer choro todos os dias, pois eramos muito apegados um ao outro, sinto que morri junto estou desesperada gostaria muito de saber como ele esta pois ainda era novo e amava a vida nao sei mais o que fazer.

  • Reply suelen 24 de Abril de 2015 at 11:12

    Amei seu texto. Perdi meu pai em fevereiro deste ano de infarto fulminante, tô me recuperando ainda. Esse texto se encaixou bem pra mim. Obrigada.

  • Reply mauro 25 de Abril de 2015 at 23:11

    Ontem foi missa do 7 dia de meu pa.
    Quando penso que nao esta mais ai , me parece uma coisa que ainda nao aconteceu por anos imaginei como seria….
    Acabou que ficou doente com a morte de neuronios motores. Nao existe algo que eu possa descrever esta doenca que lentamente leva o ser humano a imobilidade total, no final eu cheguei a pensar em perguntar para ele se queria que o ajudasse a partir mas nao tive coragem.
    Foi para minha mae algo estremamente doloroso apos 50 anos de casada.
    Ele nunca me pediu por favor, obrigado, muito bem …assim que se faz, ne depois de 15 anos fora de SP nunca atendi ao telefone e seria ele me ligando para dizer meu filho!
    Porem com muitos choros na adolecencia hj compreendo ele isso talvez tenha me vacinado um pouco da dor da perda, mas senti muito pelo que poderiamos ser e nunca fomos , avida e como ela e entao nao devo ir contra. entender Deus seja la onde for e o perdao compreencao sera tudo, hj luto para na ficar pensando em quanto ele sofreu e o quanto ele me fez chorar.
    Sinto pena de um pai que nunca esbocou um carinho… enfim ,inha mae e eu agora temos um canal aberto e so quero ajuda-la a ser feliz.
    Beijo a todas e forca que estamos um segundo na terra!
    Mauro

  • Reply Aline 2 de Maio de 2015 at 22:31

    Muito bom o seu texto, perdi meu pai em janeiro deste ano, descobriu que estava com leucemia e em um mês ele se foi, um pai maravilhoso tão presente na minha vida, nunca imaginei que iria perdê-lo assim, mas Deus sabe de todas as coisas, eu sinto um vazio enorme , realmente só quem passa que sabe. Espero que um dia eu tenho este pensamento igual o seu, porque é tão difícil, é algo inexplicável.

  • Reply Daniela 5 de Maio de 2015 at 23:58

    Perdi meu pai há 7 dias, de repente, por embolia pulmonar. Ele tinha 55 anos e se foi inesperadamente e na minha frente. Apenas eu e ele naquele momento.
    A dor é imensa e venho pensando na necessidade de ser feliz!
    Seu texto me trouxe a confiança de estar no caminho certo na busca de superar essa situação que é inevitável.

  • Reply Márcio Silva 11 de junho de 2015 at 18:37

    Oi Fernanda! Muito lindas e acalentadoras as suas palavras! Perdi minha mamãe há 7 meses. A dor ainda é muito grande. Você poderia me enviar seu e-mail? Muito obrigado.

  • Reply Daiane 12 de junho de 2015 at 12:55

    Oi Fernanda, muito lindo seu texto. Perdi meu pai no dia 07/05/2.015 com 49 anos de idade, sofreu um AVC derrepente na madrugada do dia 02/05/2.015 e ficou mais 05 dias na UTI, a cada dia que passava seu cérebro parava de trabalhar um pouco mais, até que no dia 07 foi constada a morte cerebral, me senti como você se sentiu, como pode um homem tão forte e trabalhador morrer de um dia para o outro, sendo que ele trabalhou do dia 01 normalmente? Todo dia na hora do almoço tento pesquisar um pouco mais sobre o que aconteceu e foi onde encontrei aqui hoje o seu texto, que me emocionou bastante e me fez pensar um pouco mais em como demonstrar mais afeto e carinho as pessoas que ainda estão a nossa volta. Meu pai foi a primeira pessoa mais próxima que perdi, até então não tinha tido essa sensação, hoje sei que poderia ter demonstrado mais amor e carinho a ele, dado mais beijos, abraços e dito mais eu te amo. Que Deus continue te abençoando e a todos nós!

    • Reply Claud 25 de outubro de 2015 at 03:47

      Tambem perdi o meu Pai de AVC – hemorogia cerebral. Todos os Dias procuro respostas – por que? Mas nao as encomtro.

      Precissava de ajudar a minha Mae ir em frente- ela esta muito em baixo. Nao quer ir ao dotor, do fala em morrer para ir para o pe dele.

      Perdi um bebe por que tenho muito stress… Tenho muitas saudades do meu Pai.

  • Reply S.S 26 de junho de 2015 at 15:16

    Olá, boa tarde. Hoje faz uma semana que eu e meus irmãos perdemos nossa mãe, de 53 anos vitima de um enfisema pulmonar, dpoc. O fato mais triste, é que a exatos 1 ano e meio atrás perdemos nosso pai, e entre a perda de meu pai e minha mãe perdemos também o avô. Meu pai foi de repente vitima de um infarto fulminante aos 56 anos. Ficamos apenas 3 homens, jovens e ainda solteiros. Como sou o mais velho, sinto a obrigação de cuidar dos meus irmãos. Minha mãe a 9 meses atrás passou 30 dias no CTI e Deus deu nos a oportunidade de ficar mais 9 meses com ela. Mas este tempo não foi o suficiente para dizer o quanto eu a amava e o quanto ela significava para mim. Infelizmente isto me deixa muito triste. Nas 3 perdas não estava em casa pois trabalho longe e sempre cheguei quase no momento da despedida final. Mas acredito que Deus tem um propósito maior em nossas vidas. Minha mãe dizia que não tinha vida por muito tempo sem meu pai . O quero dizer com tudo isso, é que a tristeza está me destruindo por dentro. Hoje, ver a casa tão vazia, sem este que tínhamos como nosso herói e essa que tínhamos como o amor incondicional. Mas procuro forças para continuar pois tenho dois irmãos que agora são como filhos e vejo na obrigação de cuidar deles. Obrigado por escrever este texto, tenho certeza que será incentivo para várias pessoas que se sentem que não tem mais jeito. Sendo que temos que buscar pois existe para tudo um jeito.

  • Reply Igor 27 de junho de 2015 at 00:35

    Eu fui criado pelas minhas avós pois meus pais trabalhavam o dia inteiro e faziam faculdade a noite só ficava com eles no fim de semana, minha mãe se formou em 2002, no ano seguinte passei a conviver mais com ela mas infelizmente em janeiro de 2004 ela faleceu, confesso que me revoltei com Deus e o mundo achando que tinha a pior vida na face da terra. Anos se passaram e fui ficando mais relax, aumentou mais ainda minha convivencia com meus avós, fui me conformando com as peças que a vida me pregava daí em 2011 perdi minha avó paterna vítima de câncer fiquei super arrasado, fui aceitando e me conformando e em 2013 novamente me deparei com a perda: minha avó materna também vítima de câncer. Enfim, é claro que queria que elas estivessem aqui mas temos que entender que nosso tempo aqui é cronometrado, é válido ter um processo de luto que ficamos sem chão nem perspectiva porém o cronômetro não para, quando menos percebermos a gente perdeu tempo demais se lamentando e questionando as coisas pois como você disse uma hora ou outra vamos nos deparar com a dor, hoje tenho uma outra visão sobre a vida então procuro valorizar as pequenas coisas como um abraço, um sorriso e um momento com a pessoa amada, portanto gente riam, chorem, cantem, aproveitem ao máximo, pois amanhã tudo será lembrança.

  • Reply Rafael Silva de Almeida 7 de julho de 2015 at 18:15

    Fernanda…
    Perdi meu pai no último dia 21/04/2015 e estou sofrendo muito, assim como todos sofrem com essa experiência negativa da vida.
    Li o seu texto e ganhei lições importantíssimas.
    Só me resta agradecer.
    Obrigado por mesmo sem querer, ajudar tantas e tantas pessoas que sofrem com a perda do pai.
    Abraço e continue escrevendo!

  • Reply Renata 15 de agosto de 2015 at 13:12

    Já entrei várias vezes nesta postagem do seu blog desde que perdi meu pai, subitamente, em razão de um aneurisma da aorta, no dia 13 de julho. Os primeiros dias, ou as duas primeiras semanas foram de uma tristeza absurda. Em nenhum momento questionei Deus nem me revoltei, porque consigo compreender que a morte faz parte da vida. Agora o que dói mesmo é a saudade, a impossibilidade de falar com ele novamente, de sair pra almoçar, de conversar pelo telefone, avisar que cheguei bem em SP depois de voltar de Campinas, onde ele morava. Essa saudade e o cessar de todas as possibilidades é o que mais dói. Mesmo eu tendo 34, me sinto órfã, é engraçado…. bem, força pra nós que agora fazemos parte do grupo da saudade eterna. Abraços

  • Reply Bruna Trindade 17 de agosto de 2015 at 14:27

    Oi Fernanda, tudo bem?

    Descobri seu site hoje e já me identifiquei muito com seus textos.
    Meu pai sofreu um acidente quando eu tinha 16 anos, em 5 minutos eu estava com ele e depois não tinha mais pai.
    Apesar de ser muito apegada a ele, o fato de a nossa relação ser muito sincera, eu não tinha absolutamente nenhum arrependimento, nada que ficou por ser dito, a última frase dele vivo foi “eu te amo” pra mim.
    A minha dor era de saudade, não de remorso, e eu tenho certeza que isso me ajudou a não cair em depressão e surtar, como aconteceu com o resto da família.
    Acho que o mais difícil é cultivar relações assim, é meu exercício diário.
    Também sou mais feliz depois da morte dele, porque sempre que começo a deixar a bola cair, lembro de como ele ficaria chateado comigo, hoje ele é além de pai, ele é minha inspiração 🙂

  • Reply Pedro 20 de agosto de 2015 at 12:09

    Perdi meu pai há exatos 03 (três) meses. Também jovem, também de forma repentina. Estávamos só nós dois no quarto do hospital de madrugada, quando ele infartou. Tudo foi muito rápido: o meu desespero e a sua partida. Os médicos tentaram, em vão, recuperar a vida do meu amado e querido pai. Meu amigo, meu companheiro inseparável…Fico me perguntando porque tive que presenciar tudo aquilo? Não sei como não fiquei louco. Aliás, sei. Meu pai não me criou para ficar louco ou para perder a serenidade, mesmo nos momentos mais difíceis (que ele também enfrentou). Além disso, meu pai me deixou a melhor herança que podia: a Fé
    É dificil aceitar e conviver com a dor da triste e terrivel lembrança daquele dia…não sei como consegui e até agora e como farei para continuar.
    A única coisa que me conforta é que ele sempre soube do amor que tive por ele. De fato o amor tudo vence. A morte não tem a última palavra, pois por mais dificil que seja ela nunca vencerá o amor que sito pelo meu pai e o que ele sentia por mim.

    • Reply Julia 22 de agosto de 2015 at 17:26

      Pedro, também perdi meu pai jovem (tinha 45 anos), de repente, e de infarto. Eu também presenciei tudo, eu e minha mãe. Foi horrível, horrível ver uma pessoa que você ama tanto sofrendo e vc não poder fazer nada. Os médicos não conseguiram reanimá-lo. Isso foi há 4 meses. No começo, a cena não saía da minha cabeça, não conseguia pensar em mais nada, às vezes ficava bem, aí lembrava da cena do hospital, do caixão… realmente parece que vamos enlouquecer. Nos dois primeiros meses parecia um zumbi, nem sei como conseguia ir à faculdade e ao trabalho. Hoje não estou totalmente recuperada, porém essa dor dilacerante que eu sentia no começo diminuiu e o que me dói agora é a saudade. Espero que vc fique bem e tente pensar apenas nas boas lembranças que vc tem do seu pai. Sei que não é fácil, não é mesmo, mas estou tentando. Paz pra nós.

  • Reply Pedro 24 de agosto de 2015 at 18:05

    Julia, obrigado por me responder. Nos faz sentir que não estamos sozinhos no mundo com dor tão terrível. Mas devemos mesmo tentar seguir em frente com todas as nossas forças. Por eles, por nossas mães e por nós mesmos. Vamos em frente. Tenho a certeza de que nossos pais vivem e que nos querem ver bem. “Sejamos leves pois a vida é breve”.

  • Reply Mariana 27 de agosto de 2015 at 13:04

    Fe, descobri seu blog meio que por acaso. Digitei no google “vontade de largar tudo” e fui direcionada pra um de seus textos. Estou gostando bastante de suas reflexões, principalmente da máxima de que não é viajando que encontraremos a felicidade. Lendo outro texto, vi seu comentário pela perda de seu pai. Eu perdi o meu há exatamente 1 ano e 1 dia prum câncer que me fez ver, num curto espaço de tempo, aquele homem que raramente ficava doente, que resolvia tudo em casa e que fazia um enorme esforço para não se atrasar no trabalho (que ficava a duas horas daqui), minguar e de repente não existir mais.
    Esse seu texto me deu uma certa luz. Vou guardar suas palavras com imenso carinho e fazer o impossível para colocá-las em prática.

    Parabéns pelo seu talento e obrigada por compartilhar.

    Um grande beijo, Mariana.

  • Reply Ulisses 10 de setembro de 2015 at 20:04

    Eu perdi meu pai há seis dias e estou totalmente sem rumo choro toda hora, mas seu texto me deu um certo alívio. Nunca imaginava que meu pai teria um fim tão triste, ele sofreu com câncer de pulmão e nem fumava e para piorar sofreu um a.v.c um tempo dps q começou o tratamento e dps disso viveu 1 mês apenas.

  • Reply fernanda 12 de outubro de 2015 at 13:30

    querida, sem palavras para descrever seu texto. perdi meu amado pai no dia 21/09/2015, e uma dor sem palavras. obrigada por esse texto, me fez sentir mais confortada e com a certeza de que essa dor que estou sentindo era me tornar uma pessoa mais forte para enfrentar a vida sempre com os ensinamentos do meu pai acima de tudo.
    um beijo

  • Reply Andre 18 de outubro de 2015 at 10:40

    Eu não perdi meu pai, mas ele não está legal da saúde. Está com 73 anos. Estive lendo os comentários postados. Pessoal, juro, só de eu saber que passarei por isso, até porque ninguém é eterno, já me deu uma “baixa”, que caí em depressão. Só choro. Sou servidor público e tirei férias para ficar em casa chorando e não deu para vê-lo porque neste meio tempo tive uma audiência. Tenho um filho de 7 anos e vivo sozinho. Eu tenho certeza de que nunca mais superarem quando chegar, a perda do meu pai. Estou desesperado, não estou indo ver meu filho para que ele não note a situação de degradação emocional na qual me encontro.

    Desculpem- me pelo desabafo, mas nunca imaginei que passaria por isso, e agora vejo que é uma coisa que uma hora ou outra chegará.

    • Reply Fe Neute 18 de outubro de 2015 at 10:57

      Oi Andre, que triste ler o seu depoimento.
      Só você sabe o que está sentindo, mas se me permite te dar um conselho, pela experiência que eu vivi com o meu pai, aí vai: se você sabe que seu pai não está bem de saúde, aproveite ao máximo cada segundo que você terá ao lado dele. O trabalho, sempre alguém vai dar um jeito. Eu era dessas que trabalhava até as 2h da manhã e nos finais de semana. Que não tirava férias porque tinham projetos importantes rolando. No dia que meu pai teve o AVC eu fui para o hospital ficar com ele e só voltei a trabalhar depois de 20 dias. Nada mudou. As pessoas resolveram o que tinha de ser resolvido e a empresa não teve prejuízo algum com a minha ausência.

      Não fique pensando no que vai acontecer e no sentimento ruim da perda, pense nas coisas boas, converse com o seu pai sobre momentos felizes que vocês viveram juntos. Diga quantas vezes forem necessárias que você o ama antes que ele se vá. A lei natural da vida é que nossos pais nos deixem, mesmo que pareça injusto ou seja muito triste. Use essa experiência tão dolorosa para também aproveitar melhor o seu filho para que ele tenha boas lembranças de você no dia que você inevitavelmente também se for.

      Essa depressão pode fazer você perder momentos preciosos com o seu pai, não deixe isso acontecer, por mais difícil que seja sair dela. Agradeça pelo seu pai ter vivido até os 73 anos. Poderia ter vivido mais? Claro! A gente sempre quer que nossos pais sejam eternos, mas olha quanta gente aqui perdeu o pai com 45, 50, 55 anos. Não estou dizendo que é melhor, nem pior, mas tente olhar por esse lado também.

      Espero que você consiga encontrar um pouco de paz no seu coração para também transmitir essa paz ao seu pai que tanto precisa nesse momento. Um abraço, Fe.

  • Reply Luana 22 de outubro de 2015 at 01:14

    Li o texto em lágrimas e continuei lendo todos os comentários, chorando litros. Tambem perdi meu amado papai. Em novembro faz 5 anos. Era um dia 19, estava voltando do trabalho e o por do sol estava lindo e rosa. De repente recebi uma ligação da minha vizinha dizendo para eu ir pra casa que meu pai não estava bem, no fundo da ligação ouvi o barulho da ambulância. Ja sabia do que se tratava, meu pai estava se recuperando de um câncer na prostata, teve um AVC em casa na cozinha, sentado na sua cadeira preferida assistindo sua televisão e tomando seu cafezinho que minha mãe fazia pra ele todos os dias.

    Cheguei estacionando igual uma loca, a ambulancia estava na frente da minha casa, só consegui correr pro meu quarto sentar e chorar desesperadamente. A sensação mais triste de toda a minha vida, meu coração só sentia dor, soluçava, os amigos e familiares foram chegando e eu calada naquele estado de tempo parado, querendo que isso acabasse, que fosse mentira. Depois de passar toda a sensação de querer morrer vendo minha mae triste, meu irmao calado, pessoas querendo me confortar em velorio e enterro. Eu me enterrei tambem dentro do meu quarto. Eu e minha mãe tivemos um surto de doar tudo de dentro de casa, situação financeira ficou ruim, eu só queria ficar quieta, sozinha, minhas amigas as vezes me tiravam de casa mas eu nao era a mesma. Se passaram dois anos pra eu comecar a voltar a viver. Foi dificil, complicado, parecia que nada mais ia ser igual nem diferente. Mas o saudosismo e as lembranças boas vão afastando a tristeza, a vida volta a sorrir, coisas boas voltaram a acontecer, a fé voltou e a vontade de viver tambem foi retornando aos pouquinhos. E depois de tudo isso, eu me tornei uma pessoa mais sensivel perante a vida e ao proximo. Passei a respeitar mais as pessoas e principalmente a amar minha familia, meus amigos, amar a vida, me amar, cuidar de mim e de quem me rodeia. Hoje sou feliz e foi o que eu passei com a ida do meu papai ao céu que me tornou quem eu sou hoje. E eu sou ele e mantenho ele vivo em mim com tudo que ele me ensinou, com sua alegria, sua vontade de viver, seus vicios, seus gestos. Tudo é vivo em mim, nada foi apagado, a voz, a imagem, o jeito de andar, a cervejinha do fds, tudo isso vive em mim. E sei que o reencontro existe em outro plano. Tenho fé em Deus, oro por todos os que me rodeiam e dou valor a cada segundo da minha vida.

    E é isso que deixo aqui pra todos que vão passar e ler, reler todos esses comentários. Dói sim, demora pra gente se recuperar, mas a vida volta a sorrir pra gente e conseguimos seguir adiante lembrando de todos os momentos maravilhosos que passamos com quem amamos e aprendemos cada vez mais a valorizar cada gesto de amor, de carinho para com quem amamos e nos fortalecendo para uma proxima dor que pode acontecer a qualquer momento.

    Sintam-se todos abraçados nesse momento. Estamos juntos, não estamos sozinhos. <3

  • Reply Camila 26 de outubro de 2015 at 01:23

    Oi Fernanda, descobri esse site porque joguei no google : ” como superar a dor da perda de um pai” , apareceu pra mim ” como a morte do meu pai me fez uma pessoa feliz” . Fiquei indignada e curiosa e abri pra ler esse post. Estou surpresa, suas palavras de alguma forma me confortaram um pouco, perdi meu pai no dia 4/10/2015, esse ultimo ano tratou de um cancer, curado em maio e em setembro estava debilitado foi para o hospital diagnosticaram c insuficiencia renal ja com falencia renal. No primeiro dia de internaçao recebi uma peofecia ond Deus falou para uma pastora : Mira esta preparada ( Mira é minha mae), nao quis acreditar q seria o pior mesmo sabendo o quadro dele, nunca pensei q ele poderia morrer, o meu otimismo me atrapalha as vezes e isso q faz eu nao aceitar a morte dele. Eu esperava ver ele bem aqui comigo e não foi o que aconteceu. Perdi ele, tô perdida, nao sei o que fazer e nem o que pensar… Ele teve um avc hemorragico na uti… Morte encefalica, parece mentira q estou escrevendo tudo isso falando do meu pai. E diante desse texto eu vi que nao sou a unica que perdi meu pai. Seu texto me deu uma esperança de conforto… Mas ainda tento entender essa perda, ele era meu tudo. Eramos mto apegados ele so tinha 64 anos, essa ideia do NUNCA MAIS esta me matando por dentro. Minhas ultimas palavras pra ele e dele pra mim foi : eu te amo. Mas me culpo por todas as brigas anteriores, por tudo q deixei de fazer por ele… Sinto saudades.. Esta me machucando muito

  • Reply Amanda Medeiros 26 de outubro de 2015 at 10:34

    Entendo muito bem o que você disse e me vi um pouco em você por alguns detalhes.
    Minha mãe teve um AVC há 18 anos atrás… mas só morreu este ano. Depois de muita coisa. Muita coisa boa, mas muito sofrimento também. Este ano um AVC de tronco foi fatal e depois de uma semana na UTI ela se foi. Foi horrível, mas não me permiti sofrer mais do que eu já vinha sofrendo todos esses anos. Passei minha adolescência sofrendo. Me culpando. Culpando a vida. Sentindo raiva por não tê-la comigo em todos os momentos. Sofrendo por vê-la em situação difícil (e sem reclamar). Entre várias outras coisas. Deixei de aproveitar muitas oportunidades por medo de “dar trabalho”, de fazê-la sofrer, ou coisas assim… vivi me regrando, pra ser a filha que ela queria. Mas aí, quando ela morreu, e depois do primeiro momento péssimo, decidi fazer algo por mim. Pela primeira vez desde que me entendo por gente. Passei minha juventude toda pensando nela, antes de pensar em mim. E não me arrependo. Mas, enfim, comecei a assistir documentários sobre felicidade no netflix, ler livros sobre o assunto e começo a entender muita coisa… gostaria de ter feito isso antes, mas não é tarde. Tenho 30 anos. Tenho muito pela frente. Tenho a minha vida. E tenho grande aprendizados que ela me deixou. Sou uma pessoa muito melhor do que era. Me sinto assim, ainda que em alguns momento ainda seja difícil.

  • Reply Sandra 26 de outubro de 2015 at 22:10

    Olá… tb perdi meu pai faz 7 meses…foi de repente também, de embolia pulmonar aguda. Posso dizer que a com o tempo a angústia passa. Na verdade, é uma época de aceitação e amadurecimento emocional. Para a família a pessoa nunca morre, continua presente em tudo o que fazemos, nas horas tristes e alegres. É algo inexplicável a sensação de presença. A saudade vai fazer parte da vida dos que ficaram, mas como um sentimento positivo… a saudade é o amor que fica.

  • Reply Daniel 28 de outubro de 2015 at 06:27

    Parabéns Fe. Acho que nunca tinha lido algo tão tradutor dessa sensação boa e leve de ser e de conseguir ser feliz após a perda de alguém. É exatamente isso. Bjs

  • Reply Aline 28 de outubro de 2015 at 10:15

    Olá Fê! Só gostaria de agradecer por você compartilhar seus sentimentos e percepções mais profundas. Também estou na situação do seu texto, mas ainda penso que trocaria todas essas descobertas pela companhia diária do meu pai. Sei que tudo se transformará até o ponto que sentirei a saudade sem dor e pesar. Enquanto isso vou dando um passo de cada vez, com ele extremamente vivo no meu coração. Os textos dos comentários também são lindos e importantes pra gente perceber que não somos exclusivos nessa dor.., tantas histórias e tantas vitórias. Obrigada! Beijo grande

  • Reply Taís 6 de novembro de 2015 at 19:38

    Oi Fe, fazem fez dias que pedi meu pai, e a saudade está começando a apertar, numa busca no Google encontrei seu blogue. Obrigada por existir! Que Deus lhe de muita saúde e mais inspiração. Abraço

  • Reply Maria Claudia Aguitoni 13 de Fevereiro de 2016 at 20:56

    Eu perdi meu pai com 5 anos de idade, no ano de 1986 em um trágico acidente de carro. Ainda hoje não superei a dor. Logo que ele faleceu fiquei 1 ano sem me lembrar de nada…como se fosse uma página em branco na minha vida. Depois vivi minha vida normalmente. Minha mãe sempre foi muito batalhadora e deu conta de cuidar de mim e das minhas duas irmãs. Tive relacionamentos desde os 15 anos e todos tiveram desfechos parecidos. Há um pouco mais de 1 ano, fui convidada a fazer um tratamento espiritual num centro espirita que gosto muito. O tratamento é realizado numa maca. No primeiro dia eles me perguntaram de onde vinha toda essa tristeza que eu trazia comigo e eu apenas sentia e não sabia responder. De repente eles colocaram uma boneca sobre mim e pediram para eu tocá-la. Quando senti que era um boneca, me lembrei na hora do meu pai e comecei a chorar…era a forma que meu pai me pegava. Foi como se uma tampa tivesse sido aberta, e vieram lembranças, questionamentos e dor, muita dor. Estou tentando lidar com tudo isso…já tentei fugir, ignorar tudo e viver normalmente, mas não dá…massssss, ainda consegui encontrar o caminho e acho que jamais vou ter essa percepção em relação a morte do meu pai.

  • Reply Maria 13 de Fevereiro de 2016 at 20:57

    Eu perdi meu pai com 5 anos de idade, no ano de 1986 em um trágico acidente de carro. Ainda hoje não superei a dor. Logo que ele faleceu fiquei 1 ano sem me lembrar de nada…como se fosse uma página em branco na minha vida. Depois vivi minha vida normalmente. Minha mãe sempre foi muito batalhadora e deu conta de cuidar de mim e das minhas duas irmãs. Tive relacionamentos desde os 15 anos e todos tiveram desfechos parecidos. Há um pouco mais de 1 ano, fui convidada a fazer um tratamento espiritual num centro espirita que gosto muito. O tratamento é realizado numa maca. No primeiro dia eles me perguntaram de onde vinha toda essa tristeza que eu trazia comigo e eu apenas sentia e não sabia responder. De repente eles colocaram uma boneca sobre mim e pediram para eu tocá-la. Quando senti que era um boneca, me lembrei na hora do meu pai e comecei a chorar…era a forma que meu pai me pegava. Foi como se uma tampa tivesse sido aberta, e vieram lembranças, questionamentos e dor, muita dor. Estou tentando lidar com tudo isso…já tentei fugir, ignorar tudo e viver normalmente, mas não dá…massssss, ainda consegui encontrar o caminho e acho que jamais vou ter essa percepção em relação a morte do meu pai.

  • Reply Juliana Souza 24 de Fevereiro de 2016 at 10:42

    Oi Texto lindo parabéns,
    Não poderia deixar de fazer um comentário perdi meu pai a dois meses vitima de um suicídio todos falam que foi ele mais não consigo acreditar a dor me sufoca fico as vezes no canto calada procurando respostas, respostas que nunca vou ter, logo meu pai que sempre esteve comigo meu herói, espero logo estar assim como você somente com sentimento bom de lembranças boas ainda não aceito que ele se foi espero superar tudo isso, obrigado por essas palavras de conforto.

    Abraço!

  • Reply Alexandre 25 de Fevereiro de 2016 at 06:28

    Quero agradecer a todos, as palavras que encontrei aqui, também sofro com a recente perda do meu pai.
    Obrigado.

  • Reply Sâmara Braga 26 de Fevereiro de 2016 at 17:00

    Fernanda, o seu texto é bem vivo. Perdi meu pai a 15 dias e desde então procuro respostas para os meus sentimentos, meu pai se foi com 49 anos e me deixou com 24, vítimas de uma infecção generalizada e parada cardio respiratória sem explicação se foi em menos de 12 horas em um hospital. Busco Deus ccomo força e vejo que realmente os fatos me fizeram mais forte! Os últimos 12 dias fizeram grandes transformações e parece que agora realmente vou descobri a felicidade. Agradecer a existência do meu Pai, curtir a existência da minha mãe e viver intensamente o q me restou. Sem choro e lamentações, sei que meu Pai está ao lado de Deus aguardando minha hora de ir!!!

  • Reply Letícia 28 de Fevereiro de 2016 at 18:31

    Perdi meu pai em Dezembro, e desde o Natal minha vida tem sido uma montanha russa… Existem momentos de muita tristeza, sensação de que você não é capaz de realizar nada sem ele por perto, misturados com momentos de “alegria”, força e determinação, que ele me ensinou ter!

    Devo te agradecer por dividir comigo sua experiência e me fazer ver uma luz no fim do túnel. Com sua sabedoria diante de algo tão difícil que é a perda de um pai, me lembrei dos conselhos que ele me dava nos dias ruins, dizendo que “não podemos escolher como nos sentimos, mas podemos escolher o que fazer a respeito”. Tudo em nossas vidas são escolhas. E eu escolho ficar bem, até o momento em que esta dor passar e eu encontrar paz e felicidade novamente.

    Um grande beijo para você!

    Curioso, eu nunca havia lido um blog antes, e hoje digitei no Google: “conselhos de vida que eu gostaria de ter ouvido”. Em seguida me vi lendo este texto.

    Obrigada mais uma vez por dividi-lo comigo!

  • Reply Carol 29 de Março de 2016 at 15:42

    simples assim: amei! já perdi meu pai… e pensei assim tb!!! a segunda-feira chegou, as coisas continuaram a acontecer, as pessoas vivendo a vida do mesmo jeito, e eu? Eu ali… passando aquela dor insuportável… mas me fortalecendo com a saudade. Saudade boa… saudade de quem fez o que podia o tempo todo com ele… saudade de quem amou demais e que recebeu muito amor dele tb… hj essa saudade é meu remedinho pra matar a ausência dele… beijo no seu coração!

  • Reply Ricardo 14 de Abril de 2016 at 02:40

    Perdi meu pai recentemente, no dia 1° de abril de 2016. Ele definhou durante onze meses, sem poder andar, com artrose e demência senil. Por causa da demência, ele não me reconhecia mais, ou me confundia às vezes com um primo da minha mãe, e às vezes com um sobrinho dele também já falecido. Ele morreu sem que eu pudesse conversar de filho para pai com ele pela última vez porque, simplesmente, ele não sabia mais quem eu era. Quando eu era mais jovem, e meu pai ainda esbanjava saúde e pretendia ser um super-homem imortal, eu ficava imaginando como seria enfrentar, um dia, a morte dele. Eu imaginava que, nos últimos dias de sua vida, ele estaria no leito ainda aparentando força e ainda me dando conselhos e advertências como sempre deu a vida toda; eu o imaginava dizendo “filho, agora que eu vou partir, seja forte, faça isso, cuide aquilo, etc”… Mas, foi totalmente o oposto disso. Aquelas últimas palavras que eu esperava trocar com ele, simplesmente, não foram possíveis; a demência senil não só havia desarticulado o seu raciocínio, como também me havia transformado num estranho para ele. Hoje, quase duas semanas depois de ele falecer, eu fico pensando nessa doença terrível que destrói memórias inteiras, como se fosse um bad sector ou um vírus num disco rígido. Eu confesso que no dia final eu não sofri tanto quanto eu imaginava que sofreria porque, de certa forma, aqueles onze meses de agonia foram uma morte a prestação. Era como se ele já estivesse parcialmente morto, ou como se o espírito já não estivesse tão presente, ou a cada dia ele morresse mais um pouquinho, e eu fui me conformando. Nas últimas semanas da vida dele, eu dizia para a minha mãe que ele havia se transformando em um bichinho. Eu me lembro da boquinha dele mamando o leite com aveia, e da mãozinha dele agarrando a minha. Eu espero que ele esteja no Paraíso agora. Com certeza deve estar.

  • Reply Eliza 18 de Maio de 2016 at 15:04

    Tenho 31 anos e perdi meu pai dia 03 de Abril de 2016 aos 53 anos de idade vitima de um infarto. Estou ainda sem rumo, pois meu pai era tudo pra mim, um homem com um carisma enorme, contagiante e que ajudava os outros sem ver a quem. Ele se foi muito cedo e ainda tento entender o porque. Estou sofrendo muito pois sempre estávamos juntos, tomávamos cafe juntos e sempre, sempre tudo que ele me pedia era uma ordem. Nosso relacionamento era de muita cumplicidade, somos parecidos em tudo. Dentro de mim está um vazio enorme, choro de saudade por não poder mais ver aquele rosto, sorrisos, etc
    Dizem que essa dor passa, mas ainda está doendo muito. Não consigo esquece-lo um sequer momento. Já imagino como será no dia do Aniversário dele, dia dos Pais, Natal e Ano Novo. Nossas vidas mudou para sempre com essa ausência.
    Meu Pai era maravilhoso demais e por isso sofro tanto com essa falta. Deus queira que ele esteja bem, pois acreditava em Jesus Cristo , e que um dia possamos nos encontrar novamente.

    • Reply Daniele Costa 2 de junho de 2016 at 08:57

      Oi Eliza, acabei de fazer um post aqui falando que também perdi meu pai, li o seu, e me pareceu muito com a relação que eu tinha com meu pai.
      É a maior dor do mundo perder o pai, ainda mais se era um pai parceiro, como era o meu e como acredito que era o seu.
      Só posso te falar: Força.

  • Reply maria 23 de Maio de 2016 at 00:36

    Por favor preciso d ajuda perdi minha mãe a uma semanas de AVC e complicações cardíacas esta sendo muito difícil aceitar, dormir , comer tudo
    encontrei vc por acaso e me senti confortada Deus Abençoe

  • Reply Daniele Costa 2 de junho de 2016 at 08:52

    Oi, li seu post e me emocionei bastante, continuei lendo os comentário e vi que existem várias pessoas que passaram pela mesma fatalidade que eu.
    Perdi meu pai ha 12 dias, ele teve um infarto agudo do miocárdio numa sexta-feira. Eu me sinto muito culpada pois fico pensando se ele poderia ter tido chances de viver, ele era um homem tão bom e fico com raiva pensando por que ele não teve chances se ele era um homem tão bom???? Eu as vezes ia tomar café com ele antes de ir pro trabalho, e neste dia não fui… Tenho muito remorso pois ele me pediu pra ir almoçar com eles no domingo anterior. Perdi muitas oportunidades de estar com meu pai, mas nos momentos que estive com ele sempre dei toda a atenção que ele queria, e sempre abracei ele.
    Desde então tento manter a cabeça erguida, tento retomar minha rotina, tento ser forte perto da minha mãe, por que acredito que se ela me ver forte ela ficará forte. Mas quando fico longe dela desabo em lágrimas, tenho vontade de parar de respirar só pra não sentir essa dor imensa.
    Tenho 1 filho de 4 anos, e penso muito que tenho que ter força por ele também, mas essa dor é tão grande que minha cabeça não pensa em nada as vezes, só em sumir.
    Queria que nada disso tivesse acontecido.
    Guardo muita coisa dentro de mim, pois não quero que me vejam como uma pessoa frágil, agora que somos só eu e minha mãe.
    Só queria sentir a proteção do meu pai novamente.
    Olho pra todos os lugares onde ele esteve e fico esperando ele se materializar novamente, é muito triste.
    Só queria saber se isso um dia vai passar?

  • Reply Natalia 5 de junho de 2016 at 06:25

    Perdi meu pai há dois dias após uma morte súbita e inesperada . Nunca havia experimentado dor maior nessa vida. A vontade de morrer junto é enorme! Por hora só faço pensar que ele vai chegar a qualquer momento. O que eu mais queria era dar-lhe um abraço e dizer que te AMO pai querido.

  • Reply Martina 13 de junho de 2016 at 23:14

    Parabéns pelo teu texto, achei lindo. Concordo plenamente sobre não gastar energias
    demais em planos e viver o presente.
    Perdi meu pai ano passado e, há dois meses, minha irmã faleceu em um acidente de carro.
    Ela era minha melhor amiga, saímos sempre juntas e tínhamos muitos amigos em comum.
    Espero que tudo fique bem 🙂

  • Reply Juliana 10 de julho de 2016 at 19:55

    Olá, que lindo texto.
    Eu perdi meu namorado ha um mês em um acidente de moto. E confesso que estou destruída de tanta dentro de mim, estou sofrendo muito. Já não sei mais o que fazer, tudo faz lembrar lo. Ele era filho único, porém país separados, hoje sou e eu e a,mãe dele sofrendo em dupla. As vezes tentamos fazer o que ele gostava de fazer pra vê se ameniza a dor, por exemplo cuidar do sítio dele etc.
    O que mais dói é saber que tínhamos tantos planos casar ter filhos, até porque já tínhamos 9 anos de namoro. Mas infelismente dia 17/05/2016 aconteceu a pior tragédia da minha vida perdi o meu amor.

  • Reply Josi 27 de julho de 2016 at 01:39

    Como muitos, parei aqui pq tb perdi meu pai. Agora, dia 23/07/2016… tb numa manhã de sábado. Só que ano passado, perdi minha mãe. Sou solteira, moro sozinha, não tenho filhos… eles eram tudo pra mim.
    Hoje, 3 dias depois, a única coisa que penso é nos último 33 dias dele no hospital. Essa é a pior parte. A morte súbita é terrível, mas ver o amor da tua vida chorando que quer ir pra casa, é devastador. Ainda assim, agradeço pela oportunidade de ter dormido com ele todas essas noites, de ter falado palavras bonitas, penteado seu cabelo e ter dito “bom dia”, “boa noite” e EU TE AMO todos os dias.
    Agora é recomeçar… de novo!

    • Reply Ana Carol 20 de dezembro de 2016 at 21:30

      Josi, também mexe muito comigo relembrar os dias do meu pai na uti, e o que me segura é justamnete as lembranças do que puder dizer para ele, os eu te amo, ele me agradecendo, e toda visita eu só saia quando ele mandava beijo

  • Reply cristiane 1 de agosto de 2016 at 20:51

    Muito bonito seu texto , perdi meu pai há 22 dias o vi definhar dia a pós dia sem poder fazer nada . Hoje não consigo mais ser a mesma pessoa pois a dor e a saudade são inexplicáveis porém, seu texto me fez refletir e quem sabe melhorar esse sentimento …

  • Reply Itamara 9 de setembro de 2016 at 12:03

    Ola, estou com meu pai na Uti há 74 dias…ele teve pneumonia, seguida de sepse e falencia dos rins…foi se recuperando, a infecção melhorou, ja estava se comunicando, mesmo sem sair a voz, por causa da traqueo, e de um dia pro outro ele nao se mexeu mais, nem mexia os olhos, parece estar ouvindo tudo e nao consegue mexer a boca…será que ele pode ter tido um AVC na uti e ninguém ter notado? Na segunda estava acordado normal, na terça estava desacordado, mexemos bastante com ele e nao acordou, a pressão estava oscilando bastante (entre 12 e 16) teve uma hora que estava 16×5 achei muito longe uma da outra, mas logo foi pra 14×8…no dia seguinte abria os olhos mas como se estivesse em estado vegetativo. O que será que está acontecendo? estou muito desesperada!

    • Reply Ana Carol 20 de dezembro de 2016 at 21:27

      olá tamara, fiquei imaginando seu sofrimento pois passei por uma situação muito parecida, com meu pai na uti, traqueo e etc… infelizmente deu choque septico e meu foi descansar, ainda é muito sofrido para mim
      como está seu pai?

  • Reply Marcelo lima 11 de setembro de 2016 at 01:36

    Parabéns texto lindo.
    O que vc descreveu (sobre da mas importância ao amor demostrar enquanto estamos ao lado deles , )amor sempre é bom .

    Um bjo!!!

  • Reply Ariemily 17 de outubro de 2016 at 07:54

    Que texto incrível.. só vi verdades. Está tudo bem ali basta ver. Quero sempre me lembrar dessas palavras. Compartilhando agr mesmo.

  • Reply Ana Carol 20 de dezembro de 2016 at 20:52

    Tenho 26 anos, perdi meu pai ha um ano, ele tinha apenas 45… um homem formidavel, mais inteligente e minha referencia de carinho, amor e protecao… seu texto mexeu muito comigo, pois é como se a cada dia eu fosse atras de um pedaco meu para viver e tentar retomar a alegria de viver e o sentido da vida… nunca mais fui a mesma e estou nesse desafio de tentar usar essa minha dor para me tornar uma pessoa melhor, e como é dificil, inclusive me livrar da pena que sinto de mim mesma em muitos momentos…

  • Reply Jefferson 14 de Fevereiro de 2017 at 02:04

    Eu perdi meu lindo pai e amavel e carinhoso,morreu dia 13 de dezembro em Guarulhos,teve um AVC deu uma neurisma e estorou a veia da cabeça dele,estava trabalhando ,por volta de 11:00 meu irmão me ligou dizendo je o pai esta aqui no hospital geral em Guarulhos,teve um AVC,ficou na UTI 7 dias,mas não resistiu e morreu bem no dia do aniversário da minha filha 13 de dezembro de 2016,mas Jesus ele nos conforta trabalhei quase minha vida inteira com ele,sofro muito não consigo ver ainda ver uma foto dele me abala demais mas Deus nos consola parabéns pelo o teu depoimentos

    • Reply Cristiane Coelho 4 de Março de 2017 at 18:26

      Meu pai faleceu neste mesmo hospital Geral de Guarulhos no dia 18/02, tb de um AVC Hemorrágico…. a dor, desespero é imenso… como aceitar e viver com isso??

  • Reply Alini 25 de Maio de 2017 at 08:45

    Oi, acabei de ler seu texto e ele veio na hora certa. Quando você disse: “Aprendi a amar sem medo de perder, porque a maior perda é a do amor que não demonstramos.
    Aprendi que aqueles que amamos podem partir sem se despedir, mas em vez de sofrer pensando no dia que eles se forem, devemos aproveitar enquanto eles estão por perto.” senti que era aqui que eu precisava ler. Estou passando por um momento difícil e conturbado. E 80% dele eu sei que só eu posso mudar. Obrigada pelas palavras!

  • Reply laura sturmer 27 de Maio de 2017 at 18:13

    Fernanda, tenho 27 anos, moro em Toronto e li teu texto porque ainda estou buscando respostas para a perda do meu pai. O meu pai, meu alemao, faleceu no ultimo dia 5 de maio vitima de um infarto fulminante. Somo muito parecidos em tudo, nos gostos, no jeito, na aparencia, nas coisas que gostamos de fazer. Ele sempre foi um grande incentivador para tudo que eu fazia, sempre me aconselhando, me passando ensinamentos e vibrando comigo.
    Nao me arrependo de nada que eu tenha deixado de fazer com ele porque compartilhava tudo com o pai e todos os dias fazia questao de dizer o quanto amo o meu alemao e sou grata por ter ele de pai. Esta doendo muito muito porque foi inesperado, o pai era uma pessoa muito boa com todos, nao tinha briga ou desavencas com ninguem. Alias, toda a vez que eu comentava que tinha discutido ou estava chateada com alguem ele vinha sempre me acalmar e mostrar que nao tinha porque eu ficar brigada com aquela pessoa.
    Tenho revisitado as milhares de mensagens, emails e bilhetinhos que o pai me mandava sempre pois gostava muito de escrever. Isso de alguma forma me conforta porque sei que as licoes que ele me passou ficarao sempre comigo. Sei que ele cumpriu a missao dele aqui e vai ajudar muita gente la em cima mas tem sido bem bem dificil.
    Obrigada de coracao pelo teu texto, muito bonito.

  • Reply cristiane oliveira 18 de junho de 2017 at 18:24

    Como todos aqui, estou passando o pior momento da minha vida, perdi meu amado pai essa semana, fazem 4 dias, e, estou destruída por dentro. Me sinto vazia , sem chão. Parece que é mentira. A minha maior dor é que eu não estava com ele na hora de sua partida. sempre dizia que queria estar ao seu lado nesta hora. Como alguns que escreveram, eu também me sinto culpada, pois deveria estar mais atenta à sua saúde. Mas todo o amor que eu tinha eu dei para ele. Que era meu paizinho, meu bebe e meu filhinho. Quando estava no hospital com ele, eu disse que o amava muito, mais do que a mim mesma e que eu trocaria de lugar com ele para vê-lo bem e saudável e ele disse: eu sei minha família. Isso as vezes me conforta. No dia que eu o sepultei é que caiu a ficha de que eu nunca mais veria o meu velhinho, que dor intensa. Sei que o meu pai está com JESUS CRISTO, é nisso que eu vou me pegar. MEU PAI, MEU AMOR, MINHA VIDA. PARA TODO O SEMPRE TE AMAREI PROFUNDAMENTE. NUNCA TE ESQUECEREI. UM DIA IREMOS NOS ENCONTRAR NUMA GRANDE FESTA CELESTIAL. A TODOS QUE ESTÃO SOFRENDO, QUE DEUS OS CONSOLE, MEUS AMIGOS. AGORA VAMOS CUIDAR DAQUELES QUE FICARAM, NO MEU CASO CUIDAREI DE MINHA AMADA MAEZINHA.

  • Reply Andressa Protzek 25 de agosto de 2017 at 00:52

    Hoje fazem 3 dias que perdi meu pai. Ele lutou bravamente contra um cancer em metastase que atingiu o cerebro. Foi tudo muito rápido, em menos de 2 meses ele ficou internado e nos deixou. Sempre achei que estaria pronta, pois quando via o sofrimento tao grande dele, pedia para Deus o levar. Agora estou aqui, nao consigo tirar a imagem dele no caixao da cabeça, da cerimonia de despedida. Sei que ele esta num lugar melhor, que parou de sofrer mas queria tanto saber como ele esta, se esta bem, se esta sozinho, se sabe que eu to aqui sentindo tanta falta dele. Tenho muotaa conversas de audio no celular com ele, ainda nao consigo ouvir, mas parece que a qualquer momento ele vai aparecer online e nós vamos conversar. Nunca senti uma dor tao grande no coracao, meus olhos doem de tanto chorar, cada pedacinho do meu corpo e alma estao tristes e eu sinto que nao vou conseguir lidar com isso. Tenho sonhado com ele todas as noites e queria muito ouvir uma mensagem dele para mim, saber que ele olha por mim. Nao sei como farei para voltar ao trabalho, a minha rotina, pois as pessoas nao vao entender o que estou passando. Força a todos que estao nessa situacao.

  • Reply Ricardo 3 de setembro de 2017 at 00:58

    Pai como eu te amo… Como dói não te ter mais aqui…. Mas tenho certeza que fiz de tudo por você… Todo meu amor eu te dei pois te amei e sempre vou te amar.. meu querido pai como eu te amo… Fique tranquilo pois vou seguir em frente pois sei que sua maior felicidade era nos ver feliz… Eu te amo…

  • Reply Carlos Conte 6 de outubro de 2017 at 16:15

    A vida nos reserva cada surpresa, no dia 29 de maio deste ano, me internei num hospital no RJ, para ser submetido a uma cirurgia e comigo estava minha esposa.
    A cirurgia correu tudo bem 10 dias passado, ainda em recuperação, foi surpreendido com o passar mal da minha esposa, onde ela foi levada para o mesmo hospital , chamais iria imaginar que retornaria à hospital com essa circunstancia,
    Após vários exames fui chamado pelo médico para receber o diagnostico, por momento da minha vida: câncer que tinha virado metástase , me faltou chão, faltou tudo.
    Foram 14 dias dentro do hospital, onde eu convive com o real e o irreal, dias de muito sofrimentos….
    SE passaram quase 03 meses e vivo com a pior dor que descobrir que é a da ausência, que te maltrata te tortura…
    aprendi à não fazer mais planos , vivo um dia após o outro.

  • Reply Aline Victor Lima 9 de novembro de 2017 at 12:14

    Oi Fê,
    Me chamo Aline e fui acometida pela perda do meu pai que faleceu vitima de um infarto seguido de uma parada cardio respiratória foram 07 dias do primeiro infarto até o falecimento, e para me confortar além, é claro do apoio de amigos família a namorado, busquei textos na internet e me identifiquei com o seu, pois ficam os porquês dos porquês e como seguiremos em frente, sim, seguiremos em frente, não está sendo fácil, em vários momentos vejo que ficha não caiu, dentro disso um turbilhão de coisas que poderiam ter sido feitas, carinhos que poderiam ser dados e se tivesse corrido antes, se tivesse ficado mais tempo com ele nesse 07 dias que havia ficado internado. Ler esse texto serve como acalanto para os corações de tantas como eu e você ficaram sem o pai, e depois disso a vida volta ao normal, o trabalho, a Faculdade e a vida. Sei que virão momentos ruins sim, mas dentro de mim uma certeza de que ele sempre estará ao meu lado.
    Ver que ele não vai estar na minha formatura, no meu casamento, ver o nascimento dos meus filhos, sim, eu quero ter, mas sei que ele estará sempre com aquele sorriso, me olhando me protegendo.

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