Felicidade FELIZ COM A VIDA

O QUE FAZ VOCÊ SER FELIZ COM A VIDA?

24 de março de 2016

Há 4 anos, eu conheci um moço gringo na balada. Ele perguntou meu nome e, para minha surpresa, a segunda pergunta que ele me fez foi: “qual é a coisa que você mais gosta de fazer na vida?

Eu não precisei nem de 5 segundos para responder: “viajar!”

Naquela época, viajar era a coisa que me deixava mais feliz. Conhecer novos lugares, novas culturas, provar novos sabores e conhecer pessoas era o puro creme da felicidade.

Eu era tão feliz viajando que meu sonho era que as viagens fossem parte da minha vida, do meu dia a dia. Tinha certeza de que não existia vida mais feliz do que a das pessoas que viviam viajando.

Pedi demissão e embarquei para a minha tão sonhada viagem pelo mundo. Para a minha surpresa, eu percebi que a felicidade que eu sentia depois de 3 meses não era a mesma que eu daqueles 15 dias de férias. 

Mudar constantemente de casa, de país e conhecer novas pessoas o tempo todo começou a ser mais estressante do que empolgante e eu senti que alguma coisa estava errada.

Depois de um ano viajando, eu sonhava com o dia que a viagem iria acabar. Eu queria ter a minha casa, queria fazer parte de uma comunidade, queria ter uma vida normal, algo bem parecido com a vida que eu tinha antes. Irônico, não é mesmo?

Depois de 18 meses de estrada, fazendo minhas malas em Dubai para voltar para o Brasil no Natal, eu tive um surto. Foi algo muito parecido com o que eu imagino ser um ataque de pânico. Meu coração batia acelerado, eu tremia e só de pensar em fazer minha mala mais uma vez eu tive um ataque incontrolável de choro. Nesse momento eu tive certeza: alguma coisa estava MUITO errada.

Voltei para São Paulo, passei 45 dias na casa da minha mãe, me acalmei, mas logo coloquei o pé na estrada novamente. Eu era oficialmente uma nômade e não tinha uma casa, lembra? 

A essa altura, viajar não era mais divertido, tinha virado uma obrigação. Era como aquele trabalho que faz a gente não querer levantar da cama de manhã, sabe?

Eu não queria mais fazer nada. Não queria mais sair, não queria conhecer pessoas, mal queria conhecer novos lugares. A cidade onde eu estava morando no momento não fazia diferença alguma na minha vida.  Podia ser Londres, Sidney, Ubud ou até mesmo São Paulo. Tudo o que eu queria era ficar em casa e, se eu pudesse, ficava o dia inteiro na cama. 

Na minha cabeça a única explicação para esse sentimento era o fato de que eu estava cansada, de que sentia falta de uma vida mais estável e de uma rotina mais equilibrada para fazer as minhas coisas.

Foi só em novembro de 2015, quase um ano depois do primeiro ataque de pânico, que eu descobri o que estava acontecendo comigo de verdade.

Há 6 anos foi diagnosticada uma doença auto-imune na minha tireóide chamada Hashimoto. É uma doença na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireóide levando a uma inflamação crônica que pode acarretar o aumento de volume da glândula e diminuição do seu funcionamento.

Embora a minha glândula fosse bastante aumentada, eu nunca tive problemas com o funcionamento da minha tireóide e, mesmo viajando, eu sempre fiz questão de fazer todos os meus exames de rotina para acompanhar o quadro.

O que eu não sabia é que todo o estresse que as viagens constantes estava me causando, elevou demais os meus níveis de cortisol (hormônio do estresse) e o fato de eu não conseguir manter uma rotina de exercícios, uma alimentação equilibrada + a minha predisposição genética fez a inflamação na minha tireoide piorar e, com isso, eu desenvolvi o hipotireoidismo.

Com o hipotireoidismo veio uma leve depressão e uma fraqueza que só aumentavam a minha vontade de não fazer nada e eu não fazia a menor ideia de que esse era o motivo.

Por que estou contanto tudo isso?

Porque hoje, com toda certeza, o que me faz feliz com a vida é ter saúde. Viajar é bom? Sim! Mas viajar constantemente passou a prejudicar a minha saúde e nada é mais importante do que me sentir disposta, saudável e energizada.

Além da minha saúde, aprendi a valorizar demais o meu tempo. Não ter rotina me fazia perder muito tempo com coisas absolutamente banais e percebi que quanto menos tempo eu perco com coisas que não são importantes, mais feliz com a vida eu sou. 

Esse foi o principal motivo que me fez sumir por um tempo do blog. Eu cheguei a conclusão de que minhas prioridades mudaram e o que me fazia feliz quando comecei a escrever aqui já não era mais o que me faz feliz hoje. 

Eu evoluí, mas não sabia como fazer o blog evoluir comigo. Precisava de tempo e isolamento virtual para colocar a minha cabeça no lugar e decidir o que queria fazer com esse espaço tão querido, já que o meu ciclo como nômade digital se encerrou e a minha pesquisa sobre a felicidade se misturou com a forma com que eu vivo a minha vida atualmente.

Eu também comecei a me preocupar demais com o que escrevia, pensando além da conta se iria agradar meus leitores e seguidores e isso estava me fazendo perder uma das minhas principais características: a espontaneidade.

Tantas coisas me inspiram, me emocionam, me ensinam, me surpreendem e me fazem feliz que basear o meu aprendizado sobre felicidade apenas em uma pesquisa e algumas viagens parece muito pequeno para esse espaço com tanto potencial e cheio de leitores incríveis.

A felicidade se aprende vivendo, sofrendo, quebrando a cara, saindo da zona de conforto, estando presente, amando, sorrindo, viajando, comendo, ficando em casa, agradecendo e não só pesquisando ou lendo livros.

A partir de hoje, é isso que você vai ver no FÊliz com a vida! Um pouco de tudo o que me ensina a ser uma pessoa mais feliz todos os dias. Pode ser uma música, um filme, uma comida, um lugar, uma conversa, uma roupa, um livro, uma nova perspectiva sobre um assunto… Qualquer coisa que me inspire e que eu ache que pode inspirar mais alguém! 

A ideia é ser um espaço leve, gostoso, pra você visitar quando quiser fugir da loucura do seu feed de notícias ou quando quiser buscar um pouquinho de inspiração na vida real. Aquela vida que tem muitas coisas legais, mas muitas coisas mundanas que fazem os nossos dias serem a delícia que é.

E por último, mas não menos importante, me conta o que faz você ser feliz com a vida?

❤️ 

Imagem: arquivo pessoal.

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38 Comments

  • Reply Anna 24 de março de 2016 at 17:40

    Fê, adorei que você voltou! Não deixa mais a gente 5 meses sem ter atualizações no Blog, por favor!
    Muito sucesso na nova fase em NY!

    • Reply ana 7 de agosto de 2016 at 12:58

      Olá Fe!Sinceramente eu estou encantada pela sua forma de vida sua coragem suas decisões … a felicidade esta no básico no simples …. E tudo isso que vc posta veio como uma espécie de
      despertar para minha vida!!!Obrigada Fe você e minha inspiração!!!

  • Reply Bruna Neute 24 de março de 2016 at 17:45

    Bacana o texto Fê, sinceridade hoje em dia é quase um luxo né…
    Ah, antes que eu me esqueça: eu cozinho para ser feliz com a vida, e também fazer as pessoas felizes!

    Beijos.

  • Reply Alessandra Razzante 24 de março de 2016 at 19:47

    Fê, olha que doido, sou super fã e hoje entrei no blog por acaso, muita sintonia… Você me inspira muito, por favor continue escrevendo! Boa sorte em NY. O que me deixa feliz é estar com a minha família! E isso só se acentuou desde que fui morar fora. Beijossss

  • Reply Monica 25 de março de 2016 at 06:11

    Adorei Fê!!
    Nunca perca essa espontaneidade e sinceridade, elas são parte de você e é assim que a gente gosta 🙂
    Sabe o que me faz feliz? O equilíbrio. Ser uma excelente profissional ou mãe ou esposa ou amiga não me agrada mais… não gosto de extremos. Prefiro dividir a excelência (e minha energia) em partes iguais entre todas essas áreas. E aí fica bom pra todo mundo 🙂
    Um beijão e aproveita NY por mim!!

    • Reply Fe Neute 25 de março de 2016 at 13:22

      Que saudade de você <3

      • Reply Monica 25 de março de 2016 at 15:05

        😘 e eu de você!

  • Reply Lud 25 de março de 2016 at 07:22

    Oi, Fê!

    Acho que te entendo. Eu e o marido também vendemos tudo e saíamos viajando. O plano era ficar três anos, mas no final do segundo tive um esgotamento de viagem – achava que era lenda da internet, mas acontece, rs. Nem dois meses parados em uma cidade bacana resolveram.

    Então voltamos para o Brasil. Mas quem passa por um período sabático volta com a cabeça diferente, né? A gente vive de outra forma, pensa de outra maneira, e já está fazendo planos para mudar de vida de novo.

    Beijos e muita sorte e sucesso na nova fase!

  • Reply Jackeline 25 de março de 2016 at 09:28

    Amei e tenho certeza que essa nova fase aqui no blog também nos deixará felizes. Fazer meu amado Crossfit me faz muito feliz. Fiquei um tempo sem fazer por uma lesão e vi o quanto ele me deixa feliz. Tb escuto música , danço e cozinho para ser feliz! 😀

  • Reply iana lua 25 de março de 2016 at 11:19

    nossa, esse texto podia ter sido escrito por mim e estar no meu blog! passei por situações muito parecidas – de questionamentos, autoconhecimento e mudanças de paradigma. até o problema na tireóide eu também tenho! hehe
    sumi do blog por meses e só havia uma maneira de voltar: sendo sincera. foi um enorme exercício de aceitação. e continua sendo.
    estou empolgada para acompanhar a sua jornada por aqui!
    muita felicidade pra você!
    :*

  • Reply Allan 25 de março de 2016 at 13:05

    Adoro acompanhar seus textos, esse blog me faz bem e me dá muita inspiração. Acredito, como você, que a felicidade é construída por muitos e muitos fatores, faço isso de meu blog também, coloco a espontaneidade em tudo e falo de qualquer assunto 🙂
    Adorarei acompanhar sua descoberta, e assim também sigo descobrindo a minha.
    Paz e Amor!

  • Reply Rebecca Cirino 25 de março de 2016 at 13:24

    o que mais feliz na vida é viajar 🙁 não me fala isso haha

    • Reply Fe Neute 25 de março de 2016 at 13:30

      hahaha, viajar ainda me faz muito feliz, mas de férias!

  • Reply Clara 25 de março de 2016 at 13:28

    Oi Fe! Te acompanho desde quando você estava iniciando o blog e o que sempre me admirou em você é a sua espontaneidade e fuga da imposição de um mundo ideal. Que bom que você descobriu o Hipo a tempo (eu também tenho), ele pode dar uma derrubada na gente e acabamos achando que a culpa é nossa. Uma dica: aqui nos EUA, você consegue fazer um painel de tireóide a qualquer hora no LabCorp, um laboratório independente e muito mais barato que planos de saúde. 🙂 No mais, tô aqui torcendo pela sua volta e animada com o conteúdo novo! welcome back!

    • Reply Fe Neute 25 de março de 2016 at 13:31

      que dica ótima! vou ver isso logo mais 🙂

  • Reply Isabella Martins 25 de março de 2016 at 13:44

    Fê, te acompanho há um tempinho e sempre te admirei pela coragem de larguar tudo e ir viver o que queria, e agora admiro mais ainda! Para eu, viver feliz é isso, ser coragosa e fazer o que se tem vontade, não ficar presa ao que os outros acham legal. Desejo muita saúde, felicidades e muitos posts inspiradores, mas de uma maneira leve e sem pressão. Ser feliz é: fazer o que me faz feliz, mesmo que seja estranho para as outras pessoas!

  • Reply Fernanda Moretzsohn 25 de março de 2016 at 14:38

    Fê,

    Eu sou outra Fê tbém. Essa semana lancei meu site que tem mto a haver com o seu texto. A malaenxuta tem viagens mas o principal objetivo é a leveza, a escolha do que carregar na nossa existência. Eu já tive câncer e desde então descarto tdo que me leve a situações de pressão, estresse, tdo que pesa, entende? A saúde é minha prioridade máxima. Adoro me divertir, o blog vai ser isso prá mim, uma diversão e ao mesmo tempo, reflexões para levarmos uma vida mais leve e feliz. Bjs

  • Reply Bianca 25 de março de 2016 at 14:40

    Adorei ler isso tudo!!! me identifico muito com vc! continue arrasando e escrevendo aqui, sempre leio com muito carinho 🙂 parabéns! muito sucesso e felicidade no seu caminho. estamos sempre aprendendo sobre a vida e sobre nós mesmos, né? o aprendizado não pára! gostoso é ver nossa evolução pessoal! E a felicidade está nas pequenas coisas da vida! sortudo é quem consegue percebe-las!

  • Reply Madalena lima 25 de março de 2016 at 14:41

    Sinceramente Fê, eu não sei o que me faz feliz e isso acabou me deixando triste agora. Ler seus texto nesse momento me deixou pensativa, reflexiva sobre o que estou fazendo da minha vida.

  • Reply Amanda Baptista 25 de março de 2016 at 16:51

    Adorei! Continue assim Fe, seguindo o que pede o seu coração…
    E o que me faz feliz são as coisas simples do dia-a-dia e todo tipo de mudança.❤

  • Reply Alexandre 25 de março de 2016 at 17:40

    Que curioso eu estar lendo sobre travessias na Escócia e pensando em fazer uma, depois busquei travessias no Brasil, e período sabático até que encontrei um texto seu sobre as primeiras 5 coisas que descobriu ao iniciar um sabático… Me interessei pela tua experiência, pensei: “Essas crianças estão cada vez mais precoces, com esses pensamentos tão cedo.” E fiquei imaginando quantos anos vc teria – não vou perguntar. Então fui procurar mais e vejo você “voltando” ontem. Muita coincidência. De qualquer maneira, o que te desejo é felicidade. Seja como for. 🙂
    Minha pergunta pra ti é: já ouviu falar em eneagrama? Tipos de personalidade? Especialmente o tipo 4. Um abraço e sucesso!

    • Reply Luisa 7 de abril de 2016 at 20:01

      Eneagrama é fantástico! sou instrutora de turmas em Campinas e SP… revelador dmais esse estudo!

  • Reply Gabriela Nascimento 25 de março de 2016 at 17:46

    Oi, Fê! Acompanho o blog desde que comecei a planejar a minha empreitada como nômade digital. Nunca comentei nada por aqui, mas hoje foi o top empatia e identificação, então não posso deixar de comentar. Parabéns pela tua coragem e pela clareza com que tu soube lidar com os teus sentimentos. Estou há 6 meses já na vida de nômade digital e esses conflitos que tu listou nesse post, cada um deles, sem exceção, me fez ver a minha própria vida. O que me faz feliz é ver como estou evoluindo com as minhas próprias decisões, e como podemos decidir o nosso próprio futuro. Parabéns por fazer isso e por inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo. Beijos e obrigada, Gabi

  • Reply Juli Abiusi 25 de março de 2016 at 20:51

    Engraçado, nunca achei que seu blog fosse um blog de viagens. Para mim, sempre foi o “blog de uma menina que busca ser feliz com a vida”. Muita saúde na sua nova etapa! Aqui estaremos :o)

  • Reply Ana Carolinne Gomes 25 de março de 2016 at 23:18

    Fê, (olha a íntima hahaha) é impressionante o quanto eu me identifico com você. Estou acompanhando seu blog há uns meses, já li e reli seus textos várias vezes. Me identifico até com o seu problema de saúde (só que eu tenho hipertireoidismo). Cada palavra que você põe aqui eu fico dizendo aqui dentro de mim “CARAACA MALUCO, eu também sou assim!!” e toda vez que me sinto muito mal – como hoje -, seja qual for o porquê, eu venho ler aqui suas dicas. Não to puxando o saco e nem implorando atenção, só fiquei chocada como me identifico com você. Escrever é também a minha rota de fuga desse mundo e o que me ajudou a sair da depressão, pois também a tive. Quase ninguém lia meus textos, mas só de colocar pra fora já me deixava imensamente melhor. Mas o mais engraçado foi que a depressão me deu presentes lindos. Bom, só queria dizer que você é especial e abriu minha mente em muitos sentidos, inclusive pra procurar fazer aquilo que eu amo. Obrigada, de coração.

    Beijo,
    Ana

  • Reply Vivien Vital 26 de março de 2016 at 17:56

    Fê, acho que antes de ler seu texto eu também ia responder viajar hahaha, mas entendi totalmente, e tenho a teoria de que a coisa mais legal do mundo deixa de ser tão legal quando vira um trabalho! Agora acho que minha resposta é paz, amo a paz, estar em família, curtir os pequenos momentos, e esporadicamente viajar hehe. Muito sucesso nessa nova jornada do blog, e vou continuar te acompanhando bjs.

  • Reply Su 27 de março de 2016 at 16:49

    Ser feliz é se reinventar todos os dias!
    🙂

  • Reply Bruna Pires 27 de março de 2016 at 17:37

    Oi Fezinha, que bom que vc voltou, não nos deixando mais órfãos rsrsrs. Assim como damos mais valor às viagens e ao tempo quando temos os dias contados para viajar e não temos tempo, lembramos da saúde quando algo não vai bem com a gente , só que essa aprendemos a valorizar pq sabemos q sem ela, ou q com parte dela, não somos nós mesmos . Em fevereiro, mês do meu aniversário, descobri que tenho um teratoma (tipo de cisto), sendo benigno, mas que para a retirada seria necessário TB tirar o ovario esquerdo, isso muito me entristeceu pois ainda não tenho filhos, e meus planos era de engravidar daqui a 2 anos, já com a faculdade de engenharia concluída . Isso me fez refletir muito, enfim, estou refazendo todos os exames, pegando outras opiniões, mas não vou demorar a resolver, pq pode virar um câncer. Não sei pq agora só vejo na minha frente mulheres grávidas e super felizes kkkkkk. Ainda vou ter o meu ovário direito, eu sei, mas o medo de acontecer algo com o único da um feio na espinha sabe. Até então, eu nem sabia que isso existia, e aí começamos a parar um pouco a correria e darmos mais tempo para cuidar da gente, porque sem saúde , é muito difícil ser feliz. Estava com muita saudades de vc e espero que vc se sinta 100% logo. Uma coisa q estou fazendo e está me ajudando bastante é passar com psicólogo. Fica a dica. Beijos e abraços Fe. Te adoro

  • Reply Caique Amorim 28 de março de 2016 at 09:32

    Fê estávamos órfãos!!!
    Sorte que tínhamos alguns flashes no snap.
    Queria dizer que seus textos e suas vivencias me fizeram uma pessoa melhor, que aproveita melhor seu tempo, amigos e seus aprendizados.
    Por incrível que pareça semana passada estava aqui relendo alguns dos seus artigos que me fizeram muito bem e que colocaram meus pés nos chão.
    Imagino que muitas pessoas devem te agradecer muito, pois você deve fazer a diferencia na vida de muitas graças as suas histórias.
    Um muito obrigado… e muita sorte pra você. Quem sabe um dia não dou um pulo ai em NY pra tye dar um Oi. rsrsr…

    Aah e o que me faz feliz com a vida é aprender a coisas novas com ela, aprender sobre a vida e as pessoas.
    E fotografar 🙂

  • Reply Claudia Hi 28 de março de 2016 at 12:39

    Nunca fui nômade, mas eu imagino seu sentimento Fe, acho que eu sentiria isso já no primeiro mês de viagem! haha Eu adoro a minha casinha, as minhas coisas, adoro saber que depois de um tempo, não importa quanto, voltarei para o meu lar!

    Na verdade eu ainda não sei o que realmente me faz feliz. Às vezes penso que felicidade é só quando vem aquela pontada forte no seu coração, um prazer momentâneo. Mas acho que a felicidade constante, da vida, é diferente, é uma felicidade mais fraca mas contínua. É aquela felicidade que deixa tudo mais leve, até os problemas do dia a dia ficam mais leves. E essa felicidade eu ainda não descobri!

    Não importa se você não será mais nômade ou não falará mais sobre viagens, continuarei te acompanhando porque você me inspira, de uma forma ou de outra! ♥

  • Reply Shirley 28 de março de 2016 at 15:54

    Olá Fê! Que bom que você voltou a escrever! Realmente quando me sinto na correria estafante do dia a dia e busco um pouco mais de felicidade simples e real, venho ao seu blog, é realmente inspirador em todos os detalhes, e sinto que ficará ainda melhor!
    Continuarei lendo avidamente e te acompanhando nas outras redes sociais, pois estou a oito anos num emprego estável mas que apesar de ideal, não me proporciona a verdadeira felicidade, não me sinto feliz o bastante, se é que existe limite para a felicidade, preciso me encontrar e seguindo seu exemplo espero em breve viajar e me redescobrir, a verdade é que bens e dinheiro sozinhos não trazem necas da felicidade e às vezes precisamos sair de nossas zonas de conforto e lutar para conhecer melhor a nós mesmos e aquilo que tem o poder de nos deixar verdadeiramente felizes, e se possível também nos sustentar rs.
    Obrigada por todos os seus ensinamentos! E seja sempre cada dia mais feliz!!
    bjs!

  • Reply Stefanie 29 de março de 2016 at 11:08

    Oi Fê! Adorei conhecer o seu blog! Também acredito que a busca pela felicidade é algo extremamente pessoal, que passa principalmente pelo autoconhecimento e por saber quais são seus valores, aquilo que realmente importa para você! Cada pessoa tem uma visão de mundo e um momento de vida diferente! Então, a felicidade pode estar em uma viagem bacana, um período sabático (como você fez), ou em coisas simples, como caminhar no parque, tomar café com as amigas em um lugar novo e assim por diante! Acho que, no fundo, todos nós buscamos uma vida com mais colorido e significado! Nesse ano de 2016 também estou nessa busca, e esse foi um dos motivos pelos quais iniciei um blog também, se chama Espresso com Chantilly! ; ) Bjs

  • Reply Suzana 29 de março de 2016 at 13:32

    Fê, acompanhava sempre o blog por gostar muito dos seus textos. Parei de acompanhar quando eu vi q vc não estava postando mais. E o engraçado é q entrei hoje nem sei o porquê, acho q tava pensando em algo sobre “felicidade” e lembrei de você. Quando vi um post atual fiquei muito feliz. Você escreve muito bem, não pare.
    Quanto a pergunta, eu estou me exercitando para prestar mais atenção em detalhes que fazem a diferença na minha vida e devem ser valorizados. Um carinho fora de hora, cozinhar ouvindo música, andar de bicicleta num lugar bonito… coisas simples que nos faz feliz de pouquinho em pouquinho e não valorizamos.

    Continue escrevendo! A sua história é inspiradora não pelas muitas viagens, mas pela humanidade que você demonstra com as palavras.

    bjs

  • Reply Thaís 1 de abril de 2016 at 00:12

    Adorei o texto e sua sinceridade.
    Vi um vídeo seu onde percebi que você provavelmente não levaria essa vida nômade por muito, ou pelo menos não da forma como estava levando.
    Planejo sair como nômade digital no próximo ano e uma coisa que eu pensava e seu texto respondeu super bem, é se as mudança muito constantes não iriam me deixar estressada.
    Penso que para mim funcionará melhor estabelecer alguns lugares como base ao longo do ano e ficar por ali alguns meses, quando sentir que para mim está ok e está na hora de partir, mudar para outro lugar. Sem pressa, sem estresse. 😉

  • Reply Ligya Marinelli 7 de abril de 2016 at 02:51

    Olá, primeiramente queria agradecer aos textos excelentes que me ajudaram muitoooo a fugir da loucura do meu feed (e da bagunça *des* organizada da minha cabeça). Bom, eu tenho 17 pesados e alegres anos e estou perto (muito perto) do tão famoso 18. Sempre julguei ter a cabeça centrada e levar as minhas emoções em conta. Não terminei o colegial por conta de problemas de saúde (sou obesa em processo de emagrecimento e desenvolvi sindre do pânico, isso ainda nos 16) e agora estou esperando ter a idade certa para fazer um supletivo enquanto tento emagrecer, recobrar o controle da minha vida, me encontrar profissionalmente e ser feliz de alguma maneira. A verdade é que eu perdi muitos amigos nesse processo, aquela melhor amiga de infância, o melhor amigo também e aquela nova amiga do colegial. Observei calada de dentro do quarto enquanto todos eles cessavam as perguntas sobre mim. No comeco eu dava respostas egocêntricas, tentava parecer melhor do que eles, (do alto do meu lado adolescente ainda inflado) e eu percebi agora que algo neles cansaram, mas que eu nao errei sozinha. Faltou atenção, eu costumo ser a maezona deles e num momento tao delicado, as baladas são mais importantes do que eu. Entao eu, introvertida, pela primeira vez estou vendo o que é ficar sozinha, sem ser por escolha, sem ser por vontade ou necessidade. E eu confesso que nao estou gostando. A energia da gente é sugada nessas situações aonde nao podemos controlar nada, eu passei por muitas fases nessa semana e finalmente entendi que eu ainda só queria controlar a situacao, voltar, gritar, ser notada, e coisas do genero, eu nao estava crescendo com o que o momento tinha a me oferecer. E esse site me ajudou muito, resgatou aquele meu melhor lado, que sempre dizia pra ser feliz idependente do que aconteça na sua vida. Entao indo de forma curta (após o gigantesco desabafo) a resposta da pergunta inicial, o que me faz feliz, nesse momento, é existir. É me ter do meu lado, é ainda estar aqui, preparada pra um destino que eu desconheço e agora mais do que nunca eu ate temo mas ja nao tenho mais nada a perder. Talvez seja uma chance linda de se reiniciar e fazer algo bonito, nao sei. Daqui á uns dez anos eu volto e conto!
    P.s: parabens pelo site, muita alegria na sua vida!

  • Reply Nana 11 de abril de 2016 at 18:25

    Puxa, gostei muito do seu post mesmo. Até porque eu acho que estou precisando descobrir o que me faz feliz realmente. Passei por uma grande mudança na minha nos últimos meses e ainda tenho a sensação de que não consegui engrenar no ritmo de novo ainda.
    Obrigada por um post tão sincero.
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://nanaeosamigosvirtuais.blogspot.com

  • Reply Chrís Trëmtin 4 de setembro de 2016 at 13:19

    Fê, muito prazer!
    Acabo de lhe conhecer e amei saber sobre FÊlizdavida.com
    Tenho certeza de que retornarei muitas vezes pois adoro pessoas que fazem escolhas.
    O que me faz Feliz com a Vida, é poder transformar.
    Há 13 anos aprendi que posso transformar a vida diariamente e isso me fez uma pessoa ainda mais feliz. Hora transformando a minha, hora transformando a do outro por alguma atitude pensada ou não, mas é isso todas as nossas escolhas transformam de alguma maneira nossa vida e o mundo.
    Com muito carinho que lhe peço gentilmente para compartilhar esta sua matéria em minha página de bem estar pois estórias inspiradoras sempre transformam e vou adorar apresentar você a quem procura um empurrãozinho para começar a fazer suas próprias mudanças.
    Grande Abraço e beijo na Alma

    (tenho o contato registrado no formulário e mais este: galochavermelha@gmail.com site: http://www.galochavermelha.com.br

  • Reply Mari 24 de abril de 2017 at 10:07

    Acabei de descobrir seu blog e já estou apaixonada, serio mesmo! rsrsrs
    Aos 27, totalmente perdida depois de finalmente “acordar pra vida” e não ter a menor ideia doq fazer dela, até chegar no ponto de tentar “me jogar no Google” pra achar alguma solução ou ao menos uma luz, seu blog foi meu terceiro link e acredito q não vá me desgrudar daqui tão fácil a partir de agora! Acabei de ler suas “5 dicas que deveria ter escutado aos 20 e poucos anos” e já comentei la! Resolvi navegar mais por aqui e este foi o segundo post que me chamou a atenção. E a cada vez mais me identifico com absolutamente tudo dito por aqui!
    “Minha grande paixão”, vc pergunta, é exatamente a mesma que a sua há algum tempo atrás: viajar. É praticamente tudo que penso e quero fazer no momento, a ponto de já ter “mergulhado no google” em busca de formas de viver disso e cogitar inclusive a opção de trabalhar por 8 meses seguidos em um navio de cruzeiro! Rsrsrs
    Mas não só isso, me identifiquei inclusive na questão da saúde, ou no caso, doença. Vou explicar: há pouquíssimo tempo descobri nada menos do que 7 nódulos na minha tireoide, e a suspeita é exatamente do mesmo, tireoidite de Hashimoto, com talvez hipotireoidismo, sentindo tbm uma certa depressão e fraqueza, que junto do stress de “acordar pra vida” não ficam nada legais.
    Já comecei a trabalhar na parte da “rotina de exercícios”, há 1 mês estou fazendo aula de hidroginástica, e oq antes era 2x/semana, a partir desta começo a ir 4x por semana e aí sim poderei chamar de rotina, de fato. No quesito alimentação ainda não consegui melhorar, como se tudo não bastasse, acredito ter o “distúrbio alimentar” que lá fora chamam de “picky eater”, adultos q são completamente criteriosos aos escolher o que comer. Com ajuda do meu namorado, nesses quase 6 anos juntos já melhorei um pouco essa questão, mas ainda esta muuuito longe de ser o ideal.
    Já pensei seriamente em começar um blog também, com a mesma ideia de espontaneidade e talvez uma forma de desabafo, mas falta-me a disposição e talvez coragem para tal! (Acho q inclusive esse comentário gigante esta virando meio q uma “mini apropriação de espaço” e compartilhando do seu blog, me desculpe! rsrsrs)
    Já pensei em tentar entrar pra terapia e quem sabe assim entender melhor oq fazer da vida, mas como a grana anda curta, recorri ao Google e adorei achar seu cantinho, então a passagem talvez seja breve, talvez não, mas com certeza proveitosa, me desculpe qualquer coisa é muitíssimo obrigada! kkkkk
    Em meio à todo o caos de não saber se é mesmo essa a profissão que quero (sou arquiteta), se quero mesmo continuar no país, ou se sigo o sonho de viajar e morar fora (ainda q isso implique negativamente no relacionamento estável, o que corre certo risco, já q ele já deixou claro que não gostaria de ir junto, por razões realmente válidas, como trabalho, vida e família aqui), em meio à tireoidite e tudo o mais, essa com certeza foi a pesquisa de google mais “sem querer” do mundo e ao mesmo tempo a mais certa! 😀

    Então, pode ter certeza de que este é sim um espaço leve e gostoso, que vou sim visitar quando precisar buscar um pouquinho (ou no meu caso, um tantão) de inspiração pra vida real!
    Muito obrigada de coração por esse blog, tempo e dedicação destinados a ele por sua parte! Que continue sempre assim, não deixe ele de lado!
    Estou “bicando” mas já me sinto uma amiga, com bastante em comum e vontade de te adicionar no facebook ou WhatsApp só pra trocar mais e mais ideias! Kkkk
    Enfim, como eu disse no comentário do outro post (em q era seu aniversário), parabéns sempre! 😀
    Abraços da nova “fã”! Kkkk

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