Felicidade Trabalho

QUEM VOCÊ É FORA DO TRABALHO?

18 de janeiro de 2015

Quando conhecemos alguém novo, a primeira pergunta que as pessoas nos fazem é qual o nosso nome. Ele é a primeira coisa que identifica quem somos.

Logo em seguida, quase que automaticamente, vem uma outra pergunta: o que você faz da vida?

É impressionante como todos nós respondemos a essa pergunta pensando no trabalho, né? Ninguém diz que lê, corre no parque, viaja ocasionalmente, encontra os amigos nos fins de semana.

Talvez porque, desde criança, somos estimulados a pensar no que queremos ser quando crescer sempre associado a uma profissão e não a um estilo de vida.

Por 13 anos, eu fui a Fernanda Neute, publicitária. Passei quase metade da minha vida construindo uma identidade baseada na minha profissão e no quanto dinheiro eu ganhava com ela.

Ao longo desses anos, tudo na minha vida, de alguma forma, era consequência dessa identidade. As roupas que eu usava, os lugares que eu frequentava, as viagens que eu fazia, o carro que eu tinha e até o meu grupo de amigos.

Tudo era importante para construir o meu repertório profissional e reforçar a minha imagem de mulher poderosa e bem sucedida.

Por algum tempo, eu fui exatamente quem eu sempre quis ser, até o dia que eu percebi que tudo aquilo que me fez feliz por tanto tempo, não fazia mais tanto sentido para mim. 

Muitos de vocês já sabem o que aconteceu! Eu pedi demissão, decidi começar uma nova carreira e fazer isso viajando (se não sabe, pode ler sobre aqui, aquiaqui aqui).

Seria isso uma crise de identidade?

Embora eu seja uma pessoa muito questionadora, eu nunca tinha tido dúvidas em relação à minha vida. Desde sempre eu tinha uma meta: eu vou trabalhar em uma grande agência ou empresa e terei um cargo de destaque até os 30 anos. Não tinha dúvida de que isso fosse acontecer.

Foi só quando eu cheguei exatamente onde eu queria estar, 3 meses depois de ter completado 30 anos, que eu percebi que o próximo passo não era tão óbvio quanto foram todos os passos até então.

Eu não queria ser VP ou CEO. Eu não queria ganhar prêmios. Eu ficava irritadíssima todas as vezes que alguma propaganda invadia meu espaço sem a minha permissão, como eu poderia continuar fazendo isso?

Eu queria fazer algo que eu sentisse orgulho e isso não aconteceria se eu continuasse trabalhando no mercado publicitário.

A decisão de viajar aconteceu não porque eu queria tirar um sabático, férias prolongadas, meditar ou me encontrar, mas porque eu precisava economizar dinheiro se quisesse começar uma nova carreira do zero. Ficar em São Paulo sem um emprego não era uma opção inteligente, por isso, eu decidi ir para a Ásia.

Lá, além de viver bem com muito menos, eu teria a oportunidade de estar em contato com várias pessoas que estavam fazendo o mesmo: nômades digitais e empreendedores do mundo todo.

Eu mal cheguei  e logo já estava pesquisando, escrevendo, participando de masterminds, eventos com outros empreendedores e não me dei o direito de tirar uma única semana de férias. Meu computador virou uma parte do meu corpo e para onde eu ia, ele ia junto.

Durante todo esse período eu sentia que algo estava faltando, que a conta não fechava. Eu tinha uma vida perfeita, estava viajando pelo mundo, começando uma carreira nova, namorando uma pessoa maravilhosa. Por que raios eu estava sentindo esse vazio que eu nunca senti antes?

Foi só depois de muita auto-análise que eu cheguei a uma conclusão extremamente importante: eu estava sem identidade.

Eu não sabia quem era a Fernanda Neute que agora não era mais publicitária, que não morava mais em São Paulo, que não tinha mais roupas, carro, amigos por perto e um salário gordo caindo na conta corrente todos os meses.

Embora eu estivesse feliz com a minha escolha, eu constantemente sentia que eu não me conhecia mais, que eu não sabia quem eu era e isso me causava esse vazio, até então, inexplicável. 

Eu, que sempre tive a necessidade de estar no controle da minha vida, de um dia para o outro me vi do outro lado do mundo, sem tudo aquilo que fazia parte da identidade que eu tinha construído, e o pior, sem a menor ideia de quem seria essa nova Fernanda. Para algumas pessoas, isso pode ser libertador, mas para mim, foi desesperador.

O que eu percebi é que muito mais do que saber quem eu era, eu sabia o que eu era ou o que eu sabia ser, já que grande parte da minha identidade foi construída com base na minha carreira como publicitária. No momento que eu me vi sem isso, eu não sabia mais quem eu era.

O que é identidade?

Identidade tem a ver com aquilo que escolhemos ser percebidos não só por nós mesmos, mas também – e principalmente – pelos outros. Consciente ou inconscientemente, nós escolhemos aquilo que é mais importante para nós, aquilo que mais valorizamos e procuramos a validação das pessoas de acordo com esses valores.

Isso pode variar entre ser a mais inteligente da classe, ter um corpo perfeito, ser a pessoa mais bem sucedida do escritório, casar, ter filhos, ser rico. 

Muitos de nós não faz essas escolhas racionalmente. Somos influenciados pelo ambiente onde vivemos desde a infância e, quando crescemos, acabamos seguindo um caminho natural que foi resultado das nossas experiências.

Meu pai, por exemplo, era rígido e controlador e percebeu que o pouco dinheiro que tinha era a melhor forma de fazê-lo se sentir no comando. Como resultado disso, eu cresci com a crença de que só tem poder, direito de escolha e liberdade aquele que tem dinheiro. Não por acaso eu comecei a trabalhar quando tinha acabado de completar 16 anos.

Minha criação influenciou totalmente a minha identidade, já que por muito tempo eu acreditei que o dinheiro era a coisa mais importante na vida de alguém. O dinheiro me fazia sentir “livre” e, por isso, eu trabalhei como louca desde a minha adolescência para ganhar cada vez mais dinheiro e poder me sentir mais dona do meu próprio nariz.

A importância de diversificar a nossa identidade

Em uma de suas entrevistas, Tim Ferris falou de um conceito chamado identity diversification ou, em português, diversificação de identidade. Ele fala o seguinte:

“Quando você tem dinheiro, a coisa mais inteligente a fazer é diversificar seus investimentos. Assim, se algo inesperado acontece, você não perde todas as suas economias de uma única vez. O mesmo acontece com a nossa identidade. Devemos investir nossa autoestima e energia em diferentes áreas – vida profissional, amizades, relacionamentos, esportes, filantropia – de forma que, se uma área da sua vida não vai muito bem, você não fica completamente desestabilizado emocionalmente.”

É um conceito tão simples que parece óbvio, mas não é. Existem muitas pessoas que se interessam por um pouco de tudo, mas ainda assim não tem sua identidade diversificada. Elas fazem mil atividades, participam de vários eventos, mas no fim do dia elas ainda valorizam uma coisa mais do que todas as outras.

Eu sempre fui interessada em viagens, diferentes culturas, arte, moda, gastronomia, música, filmes, línguas. Isso me fazia pensar que eu era uma pessoa com uma identidade bastante diversificada.

O problema foi que, quando eu me vi sem salário e gastando todo o meu dinheiro sem saber quando ganharia mais, eu percebi que todos esses meus interesses juntos não eram tão importantes para mim quanto ter dinheiro, pois na minha cabeça dinheiro era igual a liberdade. 

Eu não vou ser hipócrita e dizer que dinheiro não é importante para uma vida feliz, mas hoje eu tenho certeza de que isso não é a coisa mais importante. Ter dinheiro e não ter tempo não me faria feliz. Ter dinheiro e não ter um relacionamento saudável não me faria feliz. Ter dinheiro e não ter saúde, definitivamente não me faria feliz. Mas você descobre isso quando sai totalmente da sua zona de conforto e por isso é tão importante se colocar à prova.

O que é realmente importante na sua vida? Você sabe quem você é de verdade? Que tal parar para pensar em quem você seria se perdesse o emprego ou todo o seu dinheiro? E se o seu namorado terminasse com você ou você perdesse a pessoa mais importante da sua vida, isso faria você perder a sua identidade?

Não podemos investir nossa vida e construir nossa identidade em cima de coisas que a qualquer momento podemos perder como bens materiais, carreira ou pessoas. 

Quando diversificamos a nossa identidade, nos tornamos o resultado de um conjunto de interesses que vai definir quem somos e, só assim, poderemos ser o que quisermos. Eu decidi quem eu quero ser e ainda estou no caminho para chegar lá 🙂

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Imagem: Pinterest
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22 Comments

  • Reply Lalá 18 de janeiro de 2015 at 11:30

    Oi Fê, descobri seu blog por acaso e tenho esperado ansiosamente pelos seus textos. Estou numa fase de mudanças também, inclusive de carreira. Gostei especialmente deste texto e, no fim, fiquei curiosa: e hoje você já construiu uma nova identidade? qual? Esses tempos tenho pensado muito sobre isso, mas não exatamente da forma como você se expressou. Tenho pensado em termos de “rótulos” e pensei que o melhor não é “ter vários rótulos”, mas não ter nenhum. É difícil, mas só assim para tentar ser menos preconceituoso, para julgar menos as pessoas e ter uma convivência geral melhor. Claro que seria o estado perfeito ou podemos dizer que seria equivalente a ter infinitos rótulos, mas pra mim tem sido bom ver as coisas por esse lado. É a primeira vez que comento, mas gostei de muitos textos do blog! =)

    • Reply Fe Neute 18 de janeiro de 2015 at 12:21

      Oi Lalá!
      Concordo com o seu pensamento sobre rótulos. Sobre a minha identidade, ainda não. Estou no caminho, mas assim como demorei metade da minha vida para construir a minha “antiga” identidade, entendi que não posso achar que em 1 ano eu seria uma nova pessoa. Outra coisa que aprendi também é que a nossa identidade deve estar em constante transformação e evolução e é o que eu tenho tentado fazer 🙂
      Obrigada por comentar e espero te ver sempre por aqui!

  • Reply Paola 18 de janeiro de 2015 at 14:02

    Fê, fiquei muito encantada quando descobri seu blog e li todos os posts em um dia kk. Eu tenho 20 anos, sou estudante de Medicina e , durante toda a minha vida, eu tinha um único objetivo : passar no vestibular em uma universidade federal e ser médica. Enfim, isso exigiu muito, porém consegui.Só que eu idealizava tanto isso que, quando entrei no curso, recebi um grande balde de água fria.Eu era ainda mais nova na época (16 anos) e fiquei atordoada quando percebi que acabei desperdiçando minha adolescência em meio a livros.Não me arrependo da minha dedicação, foi muito bom ter aquela sensação de dever cumprido quando vi que tinha sido aprovada, só que com o tempo passei a me questionar se era essa carreira que eu realmente queria para minha vida.Eu gosto de escrever, de viajar, sou alucinada por história, aprender idiomas, enfim, uma infinidade de aspectos que deixo muito de lado em virtude do curso.Tenho aula de 7 da manhã à 7 da noite, é extremamente desgastante, me sinto como uma máquina durante as aulas, não existe mais prazer em estar ali.Não falo isso porque penso em desistir do curso nem nada disso, mas é ruim quando você não é feliz em algo que desejou tanto.Enfim, parabéns pela sua coragem e continue postando porque virei uma grande fã. Até mais!

  • Reply Maki 18 de janeiro de 2015 at 17:31

    Oi, Fê! Amei o post e confesso que estou passando por um processo semelhante. Não abri mão da minha identidade completamente, mas percebi que ela não me satisfaz mais e estou em busca daquilo que me define de verdade. Eu entendo muito quando falou sobre dinheiro porque, por muito tempo, achava que não ligava pra isso, quando na verdade eu sou tão mão de vaca que a relação que eu tenho como dinheiro chega a não ser saudável. E, realmente, ele não é tudo o que eu preciso para ser feliz, mesmo eu acreditando que era. Sentia que precisava compensar nesse aspecto já que meus pais perderam tudo. Mas só isso não resolve, né?

  • Reply Guilherme 19 de janeiro de 2015 at 09:07

    Olá Fê!
    Leio há mais ou menos um ano os seus texto. Cada um deles me deram um insight precioso. Não sou de comentar, mas hoje passei os olhos nos comentários e não resisti. Enfim, há dois anos atrás eu trabalhava feito louco mais sem nenhum objetivo na vida. Só sabia que queria passar no vestibular e entrar na federal. A pressão que criei foi tão grande que tive até crises de pânico. No final, passei no vestibular, mas me senti totalmente deslocado com a opção de curso que eu fiz e acabei desistindo. Agora me sinto nessa transição de identidade da qual gosto de me referir como renovação (nos termos de Gloria Maria). Mas também eu me interesso com um pouco de tudo. Escrever, línguas, gastronomia, design, filmes, fotos, moda, decoração. E todo dia alguém me aconselha algo diferente que eu poderia fazer. Ai fico meio desnorteado pelo fato de ainda ter que trabalhar e investir tempo em algo diferente. Ainda não sei se vou prestar vestibular de novo pois quero descobrir o que mais faz sentido para mim. Mas Fê, continue com esse trabalho maravilhoso, e admiro muito a sua coragem. Sucesso 😀

  • Reply Teté Lacerda 19 de janeiro de 2015 at 12:28

    oi Fê! também passei por isso quando deixei a publicidade e fui viajar pelo mundo, sendo blogueira, consultora de viagem, viajante e… sei lá mais o quê. essa crise de identidade melhorou quando voltei para o Brasil, tinha onde morar, trabalho fixo de novo, aula de yoga, academia, rotina… muito doido isso, mas é um exercício eterno esta busca de identidade. obrigada por despertar esse devaneio. beijo

  • Reply Vitor 19 de janeiro de 2015 at 18:35

    Texto muito bom. Já diria a inscrição no portal de Delfos, a que Sócrates tomou para si: Conhece-te a ti mesmo.
    Continue sua busca. Eu, como tantos outros que acompanham seus textos, comentando ou em silêncio, estamos nessa torcida.

  • Reply nina ferreira 22 de janeiro de 2015 at 01:39

    oi fe, muito obrigada por essa reflexao que você nos dá! engraçado que eu já pensei diversas vezes sobre essa pergunta que todos fazem ao nos conhecer ” o que vc faz da vida”..sempre quis falar algo diferente de trabalho mas nunca tive “coragem”, legal você nos ajudar a fugir um pouco disso e buscar nossa identidade! bjs!

  • Reply Sheila 26 de janeiro de 2015 at 09:47

    Olá! Esta é a 1º vez que acesso seu blog e de cara me deparo com esse belo texto! Realmente, era tudo o que eu precisava ler hoje. Estou me sentindo exatamente assim e percebi agora como é importante nos conhecermos para conseguirmos focar em um objetivo. Tenho feito as coisas tão mecanicamente que se alguém me perguntasse hoje sobre como espero estar daqui a alguns anos eu simplesmente não saberia responder. Muito obrigada por “abrir” meus olhos.

  • Reply Erica 30 de janeiro de 2015 at 19:04

    Caramba, te sido há um tempo. Você está fiando cada vez melhor!!!!
    Acho que é fruto do autoconhecimento…
    A-m-e-i o post!
    Bjo

  • Reply Josias Silva 3 de fevereiro de 2015 at 19:22

    Quanta gratidão a minha, enorme!
    Interessante como uma boa leitura te tira do normal e o leva numa viajem além do que somos não é? Não me canso e sempre me questiono isso.
    Essa foi inspiradora e veio a calhar num momento mais que necessitado pra mim.
    De repente, percebi que não estou fechado num mundinho pequeno, a questão é que estou pequeno de mais nesse mundão. Devo aproveitar a enorme oportunidade que tenho e dar um trato na minha identidade. Oportunidade não me falta, simplesmente estava vagamente cego e esse texto foi um perfeito colírio.
    Mais uma vez, agradecido por tão agraciado! 🙂

  • Reply Rodrigo 4 de fevereiro de 2015 at 13:25

    Não sei de onde você tirou inspiração para esse texto, mas pelo meu sentimento com relação a ele e pelos outros comentários, acho que você esta desenvolvendo poderes paranormais e tirando exatamente o que sentimos e colocando nesse blog.
    Sobre identidade realmente, gosto de muita coisa, procuro ler sobre tudo, no trabalho extremamente eficiente, mas a sensação de não estar completo é grande, parece não ser o suficiente tudo que conquistamos, mas vamos a luta, aos poucos vamos conseguindo atingir o que desejamos.
    Parabéns pela coragem de mudança e pelos belos textos que vens colocando no site.
    Obrigado por compartilhar conosco e nos fazer perceber pequenas atitudes que podemos ter para estar FELIZCOMAVIDA

  • Reply Pamela 4 de fevereiro de 2015 at 13:39

    Oi Fê! Puxa, me identifiquei tanto com vários trechos do seu post!

    Estou sem emprego, cada dia menos interessada na minha área, já sei quem eu sou e quero continuar sendo, porém eu ainda não sei “o que” quero ser, em termos de trabalho. Ninguém vive de brisa, obviamente, mas é uma crise gigante perceber que tudo no qual você estudou, se especializou e até “ontem” era seu ganha pão não faz mais nenhum sentido pra você.

    Ainda não sei muito o que fazer, mas pelo menos já tenho dado alguns passos em direção a essa descoberta ^^
    Como sempre, seu blog tem ajudado muito!

    Beijocas!

  • Reply Bela 5 de fevereiro de 2015 at 11:55

    Oi! 🙂
    Tenho seu blog há um tempo nos favoritos “Vida” das minhas organizações e hoje olhei e resolvi abrir novamente. Vi esse texto e parei pra ler. Excelente!
    Diferente de você e das pessoas que comentaram, eu nunca achei essa identidade e sempre me senti frustrada por isso. Deslocada, desencaixada. E, por conta disso, nunca me fixei em uma coisa apenas. Então toda vez que me perguntavam “O que você faz?” logo de cara com o intuito de me conhecer melhor, aquilo me incomodava demais porque eu nunca sabia o que responder. Se a resposta correta era sobre o trabalho que eu estava exercendo naquele momento, sobre minha formação na faculdade, sobre o que quero e ainda não fiz, sobre meu sonho, meus hobbies. Até que, recentemente, descobri vários nômades digitais (incluindo a senhorita.rs) e passei a segui-los e refletir sobre milhões de coisas, uma delas essa identidade presa a um trabalho. Descobri que minha falta de foco não é ruim ou desencaixada, mas a minha própria identidade, multifocal, digamos assim. Então estou em fase de testes, rs, cada vez que me fazem essa pergunta hoje em dia, respondo de forma diferente e vejo a reação das pessoas. Dependendo da pessoa, explico ou não. Mas me sinto mais leve com isso. Não preciso me identificar para os outros como uma profissional disso ou daquilo, a minha identidade é transitória e desbravadora.
    Enfim, quis compartilhar. Muito obrigada por compartilhar também. Adoro seu trabalho.
    Beijos! 😉

  • Reply Isabella 7 de fevereiro de 2015 at 14:27

    Oi Fê,

    Costumo ler seus posts sempre que consigo um tempinho no meu trabalho.
    Estou programando um viagem para o Peru, em Agosto desse ano (2015).
    Você poderia me passar algumas dicas? Como por exemplo, por onde compro a passagem?
    Você pode estar estranhando essa pergunta, mas é a minha primeira viagem, estou ansiosa e não sei por onde começo… Mas já montei um roteiro!
    A intenção é colocar a mochila nas costas e ir, última parada: Machu Picchu.

    Um beijo!

    Isabella
    Itajaí, SC, Brasil

  • Reply Edi Emerenciano 14 de fevereiro de 2015 at 16:56

    Boa tarde,

    Bacana sua reflexão.

    Obrigado e abraço.

  • Reply Raquel Nakasone 20 de fevereiro de 2015 at 12:33

    Fê, querida, linda, diva! Hahahaha!
    Adorei esse texto! Quanta maturidade! Deu pra ver que você pensou bastante a respeito e é muito legal você dividir isso aqui. Me fez pensar bastante também. Obrigada.
    Mil beijos!

  • Reply Nilo Luz 16 de março de 2015 at 13:10

    Muito bom. Eu tento sempre fazer isso da diversificação de identidade, e passei pela mesma coisa por ter tido dificuldades financeiras e focar sempre na carreira, e não focar em conhecer lugares, fazer amigos, manter amizades e afins. Quando me encontrei numa melhor condição veio o estalo do objetivo cumprido e agora estou trabalhando nessa diversificação, foi o melhor que fiz em todo 2014 e me rendeu uma incrível melhora na qualidade de vida e consegui chegar a construir uma nova identidade.

    Obrigado pelo texto Fê!

  • Reply Heloá Costa 20 de março de 2015 at 11:58

    Sensacional!!!!!! Menina sabia que enfeita os meus olhos e nos alimento com coragem!!!! Tudo que você escreve da uma vontade de por no potinho como fazemos com os ingredientes de uma boa receita, que neste caso é a composição de uma receita da vida. Beijos minha querida. Com todo carinho e admiração

  • Reply CamilaP 21 de julho de 2015 at 06:34

    Oi Fê!

    Descobri seu blog ontem e nossa! Até sonhei. Esse post falou comigo. Meu trabalho, que eu sempre achei que fosse maravilhoso, virou meu maior inimigo e assumo que estou meio perdida sem saber o que fazer daqui pra frente.
    Vou decorar seus posts pelos próximos dias. Pode ter certeza!
    Obrigada por inspirar!!!
    Bjão , Camila

  • Reply Kelly Maiara Ferreira 16 de fevereiro de 2016 at 15:34

    Comecei a ler e simplesmente tinha quatro abas abertas no seu blog e já tinha se passado umas tres horas! Amei cada pedacinho desse espaço! Parabéns!

  • Reply Denis 12 de novembro de 2016 at 11:35

    Blog com assuntos interessantes. Parabéns.

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