Felicidade

SOBRE REDES SOCIAIS, VIDA REAL E FELICIDADE

3 de novembro de 2015

Uma das coisas que eu mais gosto na vida é observar as pessoas. Faz um tempinho, em uma das minhas visitas a São Paulo, eu estava na linha vermelha do metrô indo para a Zona Leste. Como sempre faço, aproveitei para ficar olhando em volta e até ouvindo umas conversas de quem estava por perto.

Sentada bem na minha frente com a mãe, uma menina que não tinha mais do que 12 anos falava enquanto mexia em um smartphone:

– Mãe, quando eu crescer eu quero ser uma blogueira dessas que passam maquiagem, sabe?

A mãe olha pro telefone e sorri.

Ela continua:

– É serio! Elas ganham muitos presentes. Olha quanta caixa nessa foto! Já imaginou ganhar tudo o que elas ganham? Todas as roupas, maquiagens, só gravando vídeos e postando fotos!

No mesmo vagão, tinha um anúncio do curso da faculdade Belas Artes sobre como se tornar uma blogueira profissional com um testemunhal da Camila Coelho.

Desde então eu não parei mais de pensar em quantas meninas tão novas pensam da mesma forma que essa garotinha do metrô. Quantas acham que basta “passar maquiagem” em frente a uma câmera para ficar rica e famosa ou pior, quantas se iludem e pagam para ter um diploma de blogueira.

Quando eu criei esse blog há mais de 2 anos e, principalmente, quando eu comecei a viajar pelo mundo, eu passei a ouvir de muitos amigos e até da minha família comentários do tipo:

– Por que você posta tão pouco no Instagram? Você está indo para todos esses lugares incríveis e nunca posta nada! Nem hashtag nas fotos você coloca, desse jeito nunca vai conseguir muitos seguidores.

– O que você está esperando para ter um canal no YouTube? Você fala tão bem! Tem um monte de gente ficando rica com isso.

– Por que você nunca fez nenhum tipo de propaganda no seu blog? Olha todas essas blogueiras ganhando rios de dinheiro e você de bobeira.

– Por que você não cria algum produto digital para vender o estilo de vida nômade ou vira coach de felicidade? Tem gente vendendo esses produtos por uma fortuna, você podia ficar rica!

A resposta é simples! Quando eu decidi pedir demissão do meu trabalho, o meu objetivo não era só viajar pelo mundo e criar um blog para ganhar dinheiro com ele.

Também não foi por isso que eu abandonei a minha carreira publicitária. Foi por não acreditar mais na propaganda feita da forma que conhecemos hoje. Por me indignar e me sentir enganada quando alguém posta um produto que eu tenho certeza absoluta que a pessoa jamais usaria. Por me irritar quando quero assistir a um vídeo no YouTube e entra um comercial de algo que eu não estou interessada na frente. Por me incomodar com sites poluídos e cheios de banners e links tentando me vender algo que eu não preciso, ou pior, algo que eu acabei de comprar.

Tudo o que eu queria era proporcionar uma boa leitura param quem visitasse o meu blog. Falar sobre a minha vida mais simples, expor os meus pensamentos sobre um novo jeito de viver e sobre a felicidade de uma forma real e autêntica.

Tudo o que eu não queria era mostrar para as pessoas que a minha vida era melhor do que a delas, que eu estava na praia com o meu laptop enquanto elas estavam trabalhando em seus cubículos ou que o fato de eu viver um novo estilo de vida me tornava especial. Por nenhum dinheiro eu estava disposta a transformar a minha vida ou a minha imagem pessoal em um negócio. Não queria fazer dessa viagem um trabalho e jogar fora a oportunidade de viver com mais liberdade e nos meus próprios termos pela primeira vez.

É por isso que eu entendo perfeitamente a decisão e toda a comoção gerada pela webcelebridade australiana Essena ONeill, que decidiu jogar tudo para o alto e apagar toda a sua vida “perfeita” construída nas redes sociais nos últimos anos.

Ela, assim como a menina que eu encontrei no metrô, sonhava desde os 12 anos de idade em ser uma dessas blogueiras famosas. Aos 16, ela começou a construir sua carreira em torno disso e aos 19, tudo o que ela era estava baseado na sua imagem na internet.

Esse é o preço que pagamos por fazermos parte dessa nova geração que tem a necessidade de compartilhar tudo e baseia seu valor em likes. Ao aceitarmos um serviço de email gratuito, ao criarmos uma conta no Facebook, aos postarmos nossa intimidade no Snapchat, estamos dando em troca o direito dessas corporações venderem o nosso espaço pessoal para outras empresas.

É por isso que eu uso bloqueadores de anúncios, que limitei parte das minhas redes sociais apenas a amigos e deixei de seguir todas as blogueiras ricas, famosas e populares do Brasil. Estou cansada de ter meu espaço invadido com propaganda disfarçada de conteúdo, de falsos testemunhos sobre produtos e da competição para ver quem vai ditar uma nova tendência primeiro ou exibir a barriga mais chapada.

Não, eu não sou contra o capitalismo e não odeio propaganda. Também não tenho nada contra essas meninas pessoalmente. Eu apenas escolhi seguir marcas e pessoas que me inspiram, que têm os mesmos valores que eu, que conversam comigo de forma honesta e transparente, no momento em que eu estou aberta a esse diálogo. 

QUANDO A SUA VIDA SE TORNA O SEU TRABALHO

Não foi só o desabafo de Essena que me emocionou e me fez ter certeza do quão fake pode ser a vida de quem ganha dinheiro vendendo a própria imagem.

Na semana passada, um empreendedor nômade digital que eu conheci na Colômbia, também fez um desabafo parecido.

O negócio dele consiste em vender para as pessoas o sonho de poder trabalhar de qualquer lugar do mundo, de fazer da praia o seu escritório e é claro que, suas redes sociais cobertas de fotos e mensagens motivacionais, dão a entender que ele vive uma vida incrível e ganha dinheiro trabalhando muito pouco, ou seja, pratica aquilo que vende.

A verdade é que durante todo o ano passado e parte desse ano ele não só estava completamente quebrado e sem dinheiro, mas descobriu que tinha um filho não planejado nas Filipinas com uma menina a qual ele saiu apenas poucas vezes. De um dia para o outro ele viu sua vida virar de cabeça para baixo, mas nem isso fez com que ele parasse de postar a sua vida “perfeita” nas redes socais, afinal, seu negócio precisava dessa mentira para sobreviver.

Foi quando eu parei para pensar em quantas pessoas não estão ganhando dinheiro vendendo uma vida que nem elas mesmas vivem, capitalizando em cima dos sonhos e da inocência de meninas de 12 anos ou do desespero de pessoas perdidas e frustradas com os seus empregos, dispostas a pagar por qualquer coisa que as façam ter alguma esperança ou se sentir melhor. 

Hoje, mais do que nunca, eu vejo esse blog como um meio de levar para as pessoas um pouco mais do que eu penso, do que eu estudo, do que eu aprendo e do que eu vivo de verdade, mesmo quando isso me causa sofrimento. Embora números sejam a principal métrica de sucesso para muitos, eu estou mais interessada na mudança real que eu posso causar na vida das pessoas e não na quantidade de seguidores ou likes. 

Se um dia eu tiver que enriquecer, que seja de experiências vividas, de amor e de saúde. Que seja porque eu estou fazendo algo que eu sinta orgulho. Que eu realmente esteja criando algo maior do que eu ou qualquer marca que tenha interesse em me patrocinar. Que eu entregue valor para as pessoas sem usar suas maiores fraquezas e inseguranças para ganhar dinheiro.

Tudo o que eu quero é fazer com que cada vez mais gente entenda que a vida real é cheia de imprevistos, dias de chuva, espinhas, celulites, estrias, frizz no cabelo, gripe, trabalho chato mesmo quando se faz o que ama, velhice e morte.

Sabe por que? Porque a felicidade real não está em evitar tudo isso e buscar uma vida perfeita e sim, em aceitar que isso é inevitável, aprender com os erros e evoluir para continuar sendo feliz apesar do que nos acontece. No fim das contas, são as coisas mais mundanas, pequenas e desinteressantes aos outros que nos fazem imensamente felizes!

Imagem: Sharon Eve Smith

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68 Comments

  • Reply Jéssica Alaíne 3 de novembro de 2015 at 23:27

    Parabéns pela sua posição, que bom que ainda existe gente com personalidade nesse mundo 😀

    Ah, obrigado pelo ebook grátis me ajudou muito , bjus

    Sucesso e Deus te abençõe!

  • Reply Bella - Contos da Borboleta 4 de novembro de 2015 at 04:36

    Oi Fe! Sempre leio mas nunca comento, contudo, apos perceber que vc entrou na minha mente e fez esse post, diga ai: onde e que eu assino? kkkkkkk Parabens pelo seu estilo transparente de ser, a felicidade costuma revelar-se e multiplicar-se nesse tipo de ambiente 🙂 Que Deus te abencoe! Beijo!

  • Reply Priscila 4 de novembro de 2015 at 07:59

    Como a pessoa acima, acompanho seu blog a algum tempo. Comecei a te seguir mais pela proposta de vida simples que pelas viagens que não fazem parte da minha realidade. Eu diminui a quantidade de pessoas que sigo no Instagram drasticamente porque percebi que essa pessoas perfeitas me deprimiam. Tenho evitado tudo que me faz desejar coisas, toda propaganda. Assim eu sei o que realmente preciso e quero sem tanta influência, embora a influência esteja por todos os lados.
    Agora depois de ler todo este post eu te admiro bem mais. Não só pela vida que escolheu, mas pela pessoa que você é. Continue assim, o que você ganha vale mais que dinheiro!

  • Reply Maria Zinom 4 de novembro de 2015 at 08:01

    Olá, Fê! Também eu há já um tempo que a sigo, nas suas voltas pelo mundo e na sua procura da felicidade. Para mim, é muito reconfortante conhecer uma geração mais jovem que «continua» a minha luta por uma vida «boa»: simples e até frugal, mas interiormente enriquecedora e socialmente interventiva. Obrigada por estar aqui e dizer alto o que tantos não querem
    nem saber. Bj.

  • Reply Monica 4 de novembro de 2015 at 08:06

    E este é exatamente o motivo pelo qual gosto tanto do seu blog: porque ele é real, feito por uma pessoa real.
    Eu mesma, quando mais nova – mas nem tão nova assim – me iludi com esta vida de consumo desenfreado e posses desnecessárias influenciado pelo marketing velado destes blogs… Ainda não acredito como consegui, por algum tempo, me influenciar por isso!
    Mas enfim, vivendo e aprendendo…
    Parabéns pela sua forma de pensar e escrever!!! Não poderia me identificar mais neste momento…

  • Reply Larissa A M Prando 4 de novembro de 2015 at 08:36

    Esse é o melhor texto que eu li nos último anos na internet! Genuíno, esclarecedor, maravilhosamente honesto!!! Fê precisamos de mais pessoas assim como você na internet, o mundo está de ponta cabeça e os valores estão completamente invertidos!!! Me identifiquei demais quando você disse que não precisava ficar postando fotos de lugares maravilhosos que você esteve, só para mostrar que sua vida “é melhor” do que das demais pessoas. Parabéns!!!

  • Reply Mari Medeiros 4 de novembro de 2015 at 09:13

    Fiz um post falando muito sobre isso ontem e enquanto eu escrevia a Rachel Brathen compartilhou o TEDx dela sobre lições que aprendeu em midias sociais. E é lindo, ver como ela transformou e acabou atraindo gente legal só e acabou caindo tão bem no contexto todo.
    Tô com o blog há cinco anos e nunca quis correr atrás de agencias, ficar implorando para marcas e likes. Sempre quis escrever e falar sobre o que gosto, compartilhar sobre a vida, a minha vida, ideias e sim, maquiagem também. E hoje já parei de seguir tanta gente que vive essa vida ensaiada, com fotógrafo na cola para fazer fotos perfeitas, que não vive sem maquiagem e não usa roupa velha.
    Em tempo, agora que a australiana ganhou visibilidade, tem muita gente querendo pegar um pedaço e está mudando as legendas. Ser sincero talvez entre na moda e talvez todo mundo ganhe com isso. E talvez as agências aprendam a mudar o estilo de trabalho também.
    Beijo

  • Reply Jaque 4 de novembro de 2015 at 09:14

    Fê, eu me envolvo com muitos nômades digitais, apesar de que eu vivo uma vida semi-nômade: tenho casa, empresa e marido que tem emprego e eu viajo pontualmente e volto pra casa. Num desses encontros, começamos a falar do Tim Ferris, que fez uma vida e uma carreira baseados no livro “Semana de trabalho de 4 horas”. Só que nem em sonho ele trabalha 4 horas por semana. Ele é um mega workaholic, todo mundo que o conhece sabe que ele é mega focado e deve trabalhar pelo menos 14 horas por dia. O que ele vende não é o que ele vive e, assim como ele, as pessoas vendem cada vez mais um sonho. Eu ando tão decepcionada com algumas pessoas que eu “desvirtualizei” que chego a duvidar de quase tudo e achar que tudo é um tipo de “golpe de marketing”. Até mesmo o “abandono” das redes sociais da Essena me soou como uma forma de promover um novo produto: a “neo-minimalista-Essena”. Sei lá. Acho que é a idade. Ou os quase 20 anos vivendo on-line, 17 deles com um site. =(

    • Reply Fe Neute 4 de novembro de 2015 at 09:21

      Jaque, eu concordo 100% com você e acho que quando o Tim Ferriss escreveu o livro, nem ele imaginava que ele viraria uma bíblia para marketeiros. Eu vejo aquele livro como uma lição de produtividade, ao ponto de que se você consegue automatizar a sua vida e seu negócio (o que não é mais verdade como era quando ele foi escrito) você conseguiria investir seu tempo em outras coisas, como viajar.
      Eu vou acompanhar a Essena para ver o desdobramento disso tudo. Ela conseguiu em 2 dias duplicar a sua exposição na mídia e quero entender o que ela vai fazer com isso 🙂

  • Reply Marcello "Rothery " 4 de novembro de 2015 at 09:33

    Mais um aqui a acompanhar seu espaço há um bom tempo, e quase nunca comentar nada.

    Acompanho seu blog há uns bons 2 anos. Algumas coisas que você escreveu me ajudaram em momentos complicados da minha vida. Outras me deram um pouco de conhecimento e cultura. Acho que vale a pena te falar que, nestes dois casos, seu blog cumpriu seu papel com este cara aqui.

    Tomei a iniciativa de escrever agora porque me identifiquei especialmente com o lance das coisas simples da vida. Sempre acreditei que elas são o que temos de mais importante. Você já leu Jack Kerouac? Se não, recomendo. Ele fala muito disto, e tenho uma grande identificação com os livros dele, principalmente um chamado Os Vagabundos Iluminados, e também no mais famoso, On the Road. Apesar de ele se meter com drogas em alguns livros, a essência da sua obra é vida simples, autoconhecimento e valorização das relações humanas. E sem fuga da realidade. Ele retata nos livros as aventuras e as desventuras.

    Não precisamos, e nem devemos, fechar os olhos para a internet e algumas coisas que estão na moda dela. Mas não podemos nos desprender dos nossos valores, e precisamos saber separar o joio do trigo. Como fazer? A vida e a experiência nos ensina. E é muito legal acompanhar as suas experiências.

    Parabéns pelo seu trabalho, e não deixe de escrever. Pode ter pouca gente respondendo. Mas acredite: tem bastante gente lendo.

  • Reply Flávia 4 de novembro de 2015 at 09:55

    Fe, lindo e inspirador este seu texto! É disso que precisamos, é disso que o mundo precisa de transparência e de pessoas que criam valor para as coisas simples e naturais da vida!!! Muito amoooor!

  • Reply Fabiola 4 de novembro de 2015 at 10:52

    Gratidão pelas inspiradoras palavras 🙂

  • Reply Karoline 4 de novembro de 2015 at 13:34

    Fê, amei o post e veio numa hora muito boa pra mim. Obrigada mais uma vez por me fazer refletir sobre a essência daquilo que vivemos.

  • Reply Adriana Rivas 4 de novembro de 2015 at 15:05

    Oi, Fernanda! Entendo a comoção em torno da atitude da Essena. É realmente uma atitude inusitada e, talvez por isso, tenha dado bastante ibope. Mas não vejo substância no discurso dela, já que, para mim, ela falou o óbvio. Talvez para as meninas de 12 anos tenha sido algo revelador e, se é assim, acho que valeu a pena. Mas eu tenho visto tanta gente surpresa com o fato que até me assusta. Não é de hoje que eu escuto e leio gente reclamando que as redes sociais camuflam a vida real das pessoas, dando a entender que têm a vida perfeita. Mas acho que uma boa discussão seria aquela com a qual começássemos a perceber que nada é exatamente real. Alguém já parou para pensar que, antes da existência das redes sociais, a “camuflagem” ou a “edição” da própria vida já acontecia? Eu acho que sim. Eu me lembro. Com 35 anos de idade, eu me lembro de como era a vida antes do Instagram ou do Facebook. Antes não havia mural virtual de fotos com o alcance poderoso do Instagram, por exemplo. Mas havia sim, a roupa de marca, a bolsa da moda, o restaurante visado. Eu me lembro muito bem de gente do colégio que usava sapato Nauru (caríssimo) e fivela de cabelo da Redley. Quem olhasse poderia pensar que a vida de algumas dessas pessoas era uma coisa quando, na verdade, com um pouco mais de intimidade, podia-se descobrir que não. Penso que, se a discussão girar em torno da existência e popularidade das redes sociais, nunca vamos chegar a uma evolução, por assim dizer. A culpa vai ser sempre da popularidade do suporte, seja ele qual for, e muito pouca atenção vamos dar ao fato de que a informação total sobre uma pessoa nunca poderemos ter. Somente as nossas interpretações sobre elas. Assim como nunca seremos capazes de transmitir a verdade sobre nós mesmos. Seja porque, de um jeito ou se outro, fazemos “edições” dessa informação ou seja porque os demais assimilam a nossa formação de acordo com o pensamento crítico deles. Para terminar, penso que o mais alarmante na história da Essena é que ela lucrava com base em mentiras. Mas daí ela dizer que as redes sociais são falsas, acho precipitado da parte dela. Ela pode falar por ela, não pelos outros.

  • Reply Karina 4 de novembro de 2015 at 15:26

    Isso mesmo, Fê. Parabéns pelo seu trabalho. Acompanho seus posts já tem um tempo e sou testemunha do quanto você é verdadeira, e expõe todos os pontos positivos e negativos das experiências que vive. Na verdade foi exatamente isso que fez com que eu me tornasse sua fã. Bjos

  • Reply Márcio Luís 4 de novembro de 2015 at 18:43

    Excelente post!
    Meus parabéns! 🙂

  • Reply Pri 4 de novembro de 2015 at 20:03

    Que texto maravilhoso e que posicionamento legal!
    Já faz um tempo que comecei a pegar bode dessas blogueiras e das pessoas que querem ostentar um vida incrível e perfeita nas redes sociais… aliás, eu amo internet, mas às vezes fico pensando na quantidade de tempo que eu perco vendo sempre as mesmas coisas e agregando pouco pra minha vida. Ainda bem que o teu blog salva! 😀
    Tô sentindo um movimento de bode coletivo, de várias pessoas que não aguentam mais essas blogueiras, essas publicidades sem credibilidade alguma, esse consumismo desenfreado, etc. Eu adoro maquiagem, por exemplo, mas como já trabalhei como marketing, sei como estamos sendo feitas de burras a cada nova paleta de sombra marrom que lançam que daí todas as blogueiras fazem resenha e um monte de gente comenta que PRECISA daquela paleta mesmo tendo 580 sombras marrons na gaveta… Até quando?!?!

  • Reply Mariana 4 de novembro de 2015 at 21:14

    Não sei nem o que comentar. Bati palmas porque resume o que muita gente nem sabe que pensa ainda, mas já sentiu o incômodo 😛 É bom ver que tem pessoas com esse pé no chão assim! 🙂

  • Reply T. A. B. 5 de novembro de 2015 at 20:01

    É tão raro hoje em dia ler textos tão lúcidos e escritos de maneira sincera que pode chegar a dar um nó na cabeça de algumas pessoas. Este mundo está cada vez mais sendo vivido pelas aparências. Mas a consciência chegará à todos, quiçá, pelo mesmo canal que a afastou. Como o vídeo de Essena O’Neill postado nas próprias mídias sociais!

    Para quem se importa mesmo com a sociedade e seu bem estar faz muito bem ler textos como este e ver uma atitude tão corajosa em um vídeo como o acima.

    Abraços.

  • Reply Felicia 6 de novembro de 2015 at 12:37

    Puxa, muito lindo esse texto…faz a gente pensar…no nosso valor, no valor que damos a nós mesmo… Ao ficar comparando a vida que nós postamos com a vida que os outros postam, a vida real vai passando e muitos valores vão sendo esquecidos…..Li o texto varias vezes porque é inspirador!
    Parabéns !!!!!!

  • Reply Thaty 6 de novembro de 2015 at 21:03

    Repito a fala acima: assino aonde???

    Show de bola!

  • Reply Débora Ribeiro 7 de novembro de 2015 at 14:19

    Oi,
    Gostei, muito interessante. Dá para mudar de estilo de vida . Caso queira.
    Abr.

  • Reply Carolina Rodrigues 7 de novembro de 2015 at 19:26

    Um álbum lindo para você como complemento do texto https://www.youtube.com/watch?v=58YiIOsPAp4

  • Reply Marina 8 de novembro de 2015 at 10:09

    Aplausos!

  • Reply Rosely Falcão 8 de novembro de 2015 at 16:03

    Parabéns pelo post. Traduz em palavras muitas das minha impressões pessoais desde que comecei a seguir blogs e canais no YouTube de pessoas que se dizem credenciadas a ajudar pessoas, quando na verdade percebi ali, dia após dia que não passa de autopromoção, venda de serviço disfarçada de ajuda e muita vaidade envolvida.

  • Reply Natália Estrella 9 de novembro de 2015 at 09:47

    Uauuu!!
    Que post motivador. Vale pra refletir.

  • Reply Lucas Moreira 9 de novembro de 2015 at 10:11

    Excelente post Fernanda, como sempre!!

  • Reply Clarissa Carino 9 de novembro de 2015 at 17:30

    Amei seu texto!

    Também não gosto de pensar no meu blog e minhas redes sociais como formas de ganhar dinheiro e fazer publicidade, justamente porque acho tudo isso um pouco chato e não poderia fazer algo que não curto de verdade… Quando criei um espaço virtual foi justamente para compartilhar as coisas que realmente me inspiram e que acho legais, então de nada faria sentido ficar vendendo um estilo de vida e imagem que não são os meus de verdade… se tornaria uma obrigação, um trabalho e não um hobby gostoso, para me motivar e me fazer feliz !

    ps.: Nada contra quem usa seus blogs, canais no youtube etc. profissionalmente ou para ganhar um “extra”, afinal, cada um é livre para usar a internet como quiser, apenas acho válido sinalizar quando está fazendo postagens patrocinadas e tal, para que os leitores consigam distinguir o que é real do que é só mais uma propaganda ou publieditorial…

    Beijos!

    Clá | blog Uma Garota Carioca

  • Reply Sheila 9 de novembro de 2015 at 20:01

    Estava com saudades….. Como sempre inspirador!!!!

  • Reply André 9 de novembro de 2015 at 22:52

    Não conhecia o blog; na verdade cheguei aqui por indicação de um outro blog, mas vejo que valeu muito a pena. O seu texto, com muita lucidez, soube dar bem o recado! Muito obrigado!

  • Reply Carla 12 de novembro de 2015 at 11:40

    Nossa esse texto era o que estava engasgado e eu não sabia direito como expressar. Nesse texto eu vi os criadores do hypeness. Pra mim, eles são o tipo de pessoa que venera o dinheiro, todos os post deles são patrocinados e vendem essa ilusão do mundo perfeito trabalhando de laptop na praia para pessoas desesperadas por esperança de dias melhores. Esse curso que eles vendem, veio lacrar aquilo que eu sentia, só não sabia expressar.

  • Reply Mariana 12 de novembro de 2015 at 19:46

    Um dos textos mais lúcidos que já li. Também não sou contra as meninas, as propagandas e o capitalismo, mas precisamos ter consciência das consequências que este modelo de consumo e sociedade nos trás. E então, podermos fazer escolhas mais conscientes e que nos tragam crescimento. Considero sua postura coerente com o que acredita e ética com as pessoas. Parabéns! Não sou plugada em redes sociais, não tenho Instagram, só Facebook, e acesso muito pouco. Mas o seu blog está nos meus favoritos, porque tem franqueza e sinceridade com a vida. Vá em frente!
    Um grande abraço!

  • Reply keyla 12 de novembro de 2015 at 20:57

    Fernanda, vc me representa!
    Identifico-me em todos os seus posts….

    Gratidão por compartilhar seu conhecimento.

  • Reply Naan S 13 de novembro de 2015 at 07:07

    Oi, Fe!
    Excelente post!
    Uma das coisas que me faz voltar ao feliz da vida é a certeza de um conteúdo original. Seu. Autoral. Sem jabá. Acho que isso faz falta no mundo de hoje.
    Eu chego a ver um ponto positivo nessa superexposição que as redes sociais proporcionam: podemos envolver pessoas numa causa, divulgar e apoiar boas iniciativas com a nossa própria imagem, ou apenas compartilhar positividade com as nossas vidas mesmo…
    Um dia a gente já vai ter compreendido como usar a internet pro bem, eu acredito! haha
    Enquanto não aprendemos, acho que vale esse detox social media. Mas acho mais importante ainda mudar nossa posição de espectadores da vida alheia. Mudar “o eu” primeiro.
    O fato de alguém ter compartilhado um momento feliz, ou uma coisa bonita não faz das nossas vidas menos valiosas. A gente pode aprender a estar feliz pela felicidade do outro (mesmo que seja uma blogueira fútil, ou uma instaceleb), e olhar com gratidão pro que a gente tem na nossa vida ao mesmo tempo. Não se sentir menor porque outra pessoa parece “maior”. E lembrar que o que a gente vê da vida dos outros é um fragmento minúsculo do que ela realmente é (ainda mais por uma tela de celular, né).
    Acho que o caminho é bem por aí!

    Um abraçasso, amo te ler aqui (e fico feliz por você te seguindono instagram também, é uma graça!)
    (:

  • Reply Fernanda 14 de novembro de 2015 at 19:36

    Oi, boa noite!
    Preciso muito de um conselho. Estou sofrendo a ponto de entrar em depressão por conta do término de um relacionamento de quase dois anos. Terminei porque ele me agrediu algumas vezes e eu não acreditei q ele mudaria. Estou sofrendo por gostar muito dele e não quero voltar. Quero conseguir superar sozinha e viver um pouco p mim porque vivia em função dele e ele só me colocava p baixo e me desmotivada.

    • Reply Amanda Fontenelle 15 de novembro de 2015 at 18:11

      Oi Fernanda, tudo bem? Eu já passei pelo que você citou acima, só que no meu caso não sofri agressão física, eram agressões verbais. Imagino que seu caso precise da atenção de um psicólogo para te ajudar a você se ajudar ou se não quiser um tratamento pra sair dessa, saiba que uma boa dose de autoestima é o que você precisa. Claro, todo término de relacionamento não é fácil, mas isso que te aconteceu, foi bom e ruim ao mesmo tempo, o ruim de você ter permitido ele te agredir e por baixa autoestima ter permitido ele te desmotivar (lembre-se que a sua opinião é a mais importante na sua vida, não a dele, nem de outras pessoas) e bom por você ter percebido que não é bom e nem mais saudável estar com alguém assim. Não estou lhe julgando, mas a partir de agora você deve começar a viver para você, faça coisas que lhe dão prazer, te anime, não ligue para o que os outros pensam, viva sua vida de forma saudável, não sei se faz algum esporte, atividade física é muito bom pra sair de uma deprê (pelo menos pra mim foi, pois te mantem focada e não pensa em besteiras rs). Minha dica é: melhore sua autoestima e imponha limite no seu próximo relacionamento, não faça coisas pra agradar o outro o tempo todo, pergunte a si o que realmente quer e viva em paz. Espero ter ajudado, não sou psicologa, só passei por uma situação parecida 😉

    • Reply Naan S 17 de novembro de 2015 at 21:09

      Nessa hora, Fernanda, Além do que a Amanda Fontenelle compartilhou ( e concordo muito), acho importante lembrar que auto-estima não pode depender de fatores externos. É a forma como voce estima sua própria vida. Estar vivo é uma dádiva.
      Não podemos deixar que esse amor pela nossa própria vida dependa de outra pessoa, mesmo que seja alguém que a gente ama. Nem mesmo da nossa família. É estranho pensar assim, mas preciosidade da nossa vida não precisa de nenhuma validação externa. Nem mesmo o que nós permitimos que os outros façam conosco pode diminuir o valor da nossa vida. Você está conosco no mundo e tenho certeza de que existem muitas coisas com as quais você possa contribuir com ele, e razões para ser feliz.
      Te desejo força!

  • Reply Amanda Fontenelle 15 de novembro de 2015 at 18:19

    Fê Neutee!! Concordo com a N A A N S, vale o detox de social midia, muito bom saber que se dedica ao propósito inicial do seu blog, sem se deixar corromper. Sinto muita pazz e alegriaa em ler suas palavras dedicadas com tanto carinho as pessoas!! Adorooo seus textoss, pena que você enjoou :/ !!

  • Reply Simone 17 de novembro de 2015 at 21:31

    Fê,
    Muito legal seu ponto de vista, então gostaria de te dizer que seu blog me ajudou muito num período difícil, vários dos seus textos sobre felicidade me ajudaram a passar pelos momentos ruins…. E também é muito bom ver que vc sempre foi muito verdadeira nos seus textos, não mostrando somente o lado bom, mas também não querendo influenciar ninguem…
    Ouvi uma frase recentemente que acho que se encaixa muito com como te vejo… “O domínio de si é a chave da felicidade”… Vc se domina, sabe bem o que quer!
    beijos!

  • Reply Marília 18 de novembro de 2015 at 10:53

    Olha, que tapa na cara que eu levei, acreditem se quiserem eu estava navegando na net agora mesmo, passeando por vários blogs, porque gosto de fazer isso… e me deparei com esse lindo post. É a primeira vez que entrei nele, ” neste momento “, não o conhecia e simplesmente, me maravilhei com o post.
    Que coisa mais linda, a transparência com que você relata, lógico que muitas vezes tive esse pensamento de que com certeza a vida dessas blogueiras tem sim seu lado triste e imperfeito, mas ter lido esse post, foi algo ” CERTEZA ” que realmente muitas vezes nos iludimos muito e que na verdade, pra mim, pra você e pra todos a vida tem seus altos e baixos… Cheguei a conclusão que as nossas vidas podem sim serem perfeitas depende de como vemos ela, e o que deixamos entrar nela…
    Outra coisa me alio as companheiras ai acima… ” ONDE EU ASSINO ? ” .
    Parabéns !!!

  • Reply neyara 23 de novembro de 2015 at 17:04

    Parabéns pelo texto! Só quem vive esse mundo de blogs sabe o quanto é suado cada coisinha que fazemos para dividir com o publico, e assim como você, sempre tento ser o mais sincera possível em minhas opiniões, acaba que isso é um diferencial. Fico impressionada quando recebo produto que promete isso e aquilo, leio mil resenhas sobre como aquilo é maravilhoso e quando uso, nada, só enganação, e ai se falar algo, vem mil pessoas defender a marca. Algo que o Snap ta mostrando é a quantidade de blogueiros TOPs reclamando o quanto estão cansados de tanto evento, de tanto “glamour”, ai fico me perguntando, “é pra isso mesmo que você queria o blog? Ficar exausta dessa maneira pra tentar ganhar o máximo de dinheiro possível.”
    Enfim, acaba que hoje quem tem blog sincero e imprimi personalidade em suas falas ganha meu respeito.
    Beijo

  • Reply Guto Howe 24 de novembro de 2015 at 11:54

    show. Parabéns

  • Reply Sara Nogueira 24 de novembro de 2015 at 12:58

    Oi Fê. Sou leitura assídua e, embora nunca tenha comentado aqui, hoje me senti compelida a elogiar esse post excelente. Belíssima leitura, com conteúdo. E tudo que você disse faz muito sentido. Só me tornei mais fã ainda.

  • Reply Damaris 30 de novembro de 2015 at 13:21

    Olá Fê! Seus posts são maravilhosos. Só tenho uma reclamação: vc demora muito a postar!!! rs Talvez por isso sejam ótimos textos…Tudo bem eu entendo, e espero. Mas se puder postar mais, vou ficar feliz viu? Bjo.

  • Reply Camila 1 de dezembro de 2015 at 13:05

    Nossa, que demais!! Parabéns pelo texto. Gosto de seguir pessoais “normais” assim como você e que estão próximas à minha realidade. bjs

  • Reply Lalá 6 de dezembro de 2015 at 09:07

    Nossa!!! Que susto! Quando vi o título já pensei que você ia apagar o blog e eu não ia gostar nenhum pouco. rs
    Ainda bem que você percebe a importância do seu trabalho e que tem um monte de gente aprendendo muito com você sim (eu, pelo menos).
    Depois que li texto em que você falou sobre as coisas não tão boas na vida nômade, ganhei mais confiança na sua opinião e visão de mundo. Exatamente por sua sinceridade e por não entrar nesse estilo “meu mundo perfeito”.
    A internet e tudo o mais são apenas instrumentos e podem ser usados para tudo, inclusive para o bem das pessoas. E você está nesse grupo “agregador”, então continue nesse caminho. Sei que você tem a sua correria na vida também, mas publique mais textos nesse estilo, porque você faz isso muito bem e eu sinto falta também. rs
    Outro lado da internet é fazer a gente parecer que é íntima das pessoas com as quais nunca nos encontramos, e você se tornou minha “amiga desconhecida”. Quero aproveitar o comentário e te desejar um Feliz Natal, um excelente 2016, um casamento muito feliz e muita saúde para aproveitar tudo! A gente nem se conhece, mas eu torço muito por você, viu?! ; )

  • Reply Mila Lemos 10 de dezembro de 2015 at 11:02

    Oi Fê, tudo bem?
    Comecei a acompanhar seu trabalho a pouco tempo, mas estou amando!
    Você escreve de modo simples coisas que muitas vezes pensamos, mas que não falamos, ou pior, não fazemos!
    Eu sempre amei a exposição na internet e para ser bem franca, continuo amando, mas concordo com absolutamente tudo que vc disse nesse texto. Diariamente pego mentirinha de ricos e famosos no insta, snap e afins e paro pra pensar “por que mesmo sigo essa pessoa?”. Nunca encontro uma resposta!
    Continue postando textos inspiradores assim!

    Obrigada por alegrar meus dias!

  • Reply Susana Baptista 10 de dezembro de 2015 at 23:10

    Adoro seu trabalho Fe! 🙂
    Texto realmente inspirador. De uns tempos para cá venho pensando nisso. Essa necessidade de compartilhar tudo em troca de likes, de reconhecimento não leva a lugar nenhum, apenas beneficia aqueles que vivem do nosso espaço: as nossas vidas.
    Cada vez aprendendo mais com você 😉 Grande beijo!!

  • Reply Henrique 16 de dezembro de 2015 at 02:42

    Acho que nunca me identifiquei tanto com um texto assim. Por coincidência, também sou (ex) publicitário, e trabalhei quase um ano com redes sociais. Penso exatamente como você sobre sobre o que tem sido feito nas redes tanto por empresas quanto por pessoas (físicas). Vejo tudo como uma grande propaganda e estou cada vez mais me afastando de toda essa mentira que estão tentando nos vender. A maneira que estão tentando mostrar a vida é perigosa e irresponsável. Está sendo criada uma geração de pessoas infelizes e cada vez mais doentes por nunca conseguirem viver uma vida que, cedo ou tarde, elas vão descobrir, muitas vezes da pior maneira, que não é real.

    Parabéns pelo blog e espero que continue inspirando e, principalmente, informando os leitores.

  • Reply André Felizardo 22 de dezembro de 2015 at 12:30

    Caraca! Estava uns meses sem entrar no seu blog, e nunca me decepciono, nunca entro aqui e não aprendo nada.
    Muito obrigado por se mostrar transparente quanto a todos esses mundos perfeitos que estão aí na internet!

    Saúde e sucesso 😉

  • Reply Daniele 27 de dezembro de 2015 at 00:57

    Te acompanho desde o começo e seu blog sempre me inspirou, mas ultimamente seus posts me dão a impressão de que os anteriores foram umá grande mentira que você cansou de contar…pois contradizem tudo que o você escrevia. Sinceramente, me motivava com aquele papo de que qualquer um pode largar tudo e viajar, com as fotos que postava no instragram enquanto trabalhava de lugares incríveis ou simplesmente curtia lindas paisagens, falava sobre moda e beleza em blogs de amigas de sua rede “fashionista”…Agora vem com esse papo todo de que ser nomade digital é ilusão, que é estressante, como relatou em outro post, só por que Você se cansou! E essa história de ser contra “propaganda”?! Completamente contraditória com sua profissão, com sua paixão por moda, que é pura propaganda (ou era mentira também?) e com aquela camiseta “hering” com a palavra felicidade estampada a qual você VENDE por 80,00 (Digamos que pra vender uma camiseta branca a esse preço você precisa de uma bela propaganda).

    Desculpe me se eu estiver sendo rude, se eu estiver sendo intrusiva, sincera demais, mas deixei que você entrasse na meu computador, na minha casa e nos meus pensamentos através dos textos que escreve, por isso me senti na liberdade de te dizer o quanto suas palavras podem afetar a vida das pessoas que a lêem. E o que eu tenho lido me dizer que tudo que escreveu antes parece mentira.

    Mas como tenho convicções daquilo que quero e acredito em outras pessoas que vivem como nomades por muitos anos, como o casal partiu (inclusive postando vídeos de seus insucessos as vezes ) continuarei assistindo os vídeos do YouTube e lendo o blog de pessoas que me inspirem, me motivem, a comer melhor com suas barrigas perfeitas, a me exercitar, a cuidar da minha beleza e a realizar o sonho de viver viajando!

    Espero que você supere essa fase confusa que demonstra estar passando!

    Com respeito e carinho
    Dani

    • Reply Fe Neute 27 de dezembro de 2015 at 11:12

      Olá Daniele,

      Primeiramente, eu não tenho problema nenhum em ler críticas, por isso, não precisa se desculpar. Porém, acho que você está bastante equivocada em várias das coisas que você disse sobre mim. A primeira delas é que eu sou contraditória. Eu tenho a impressão que você é quem sempre leu os textos buscando algo que eu nunca escrevi. Eu NUNCA falei que ser nômade era uma maravilha, que eu adorava trabalhar de qualquer lugar e que essa era uma vida fácil e prazerosa. Eu já estava dizendo isso lá no fim de 2014: http://www.felizcomavida.com/o-que-2014-ensinou. Aqui também falo um pouco sobre isso: http://www.felizcomavida.com/o-sofrimento-por-tras-da-felicidade

      Além disso, não existe confusão nenhuma na minha vida. Meu blog é para falar sobre as MINHAS ideias de FELICIDADE, o que não tem nada a ver com ser nômade. Também não criei esse blog para me transformar ou transformar o MEU estilo de vida em um produto, como faz a maioria das blogueiras.

      Você também fala da minha profissão. Sim, a profissão que eu ABANDONEI POR OPÇÃO por não acreditar em como ela é trabalhada no Brasil.

      Você fala sobre moda. Acho que você precisa se informar mais sobre a relação da moda com a propaganda e consumo desenfreado. A moda que eu gosto e acredito tem a ver com empoderamento e MINIMALISMO e a moda que vive da propaganda e consumismo é o oposto disso. Existe uma grande diferença na moda pregada pela Oficina de Estilo e na moda pregada pelo Garotas Estúpidas. Se você acredita que moda e propaganda tem tudo a ver, sinto em lhe dizer que isso sim é uma contradição com o estilo de vida nômade digital e você deveria rever o seu conceito sobre moda urgentemente se deseja se tornar uma.

      Você fala que barrigas chapadas te inspiram. Para mim, existe uma diferença entre gostar de exercícios e querer ter e inspirar o outros a ter uma vida saudável e admirar uma pessoa que prega gordofobia, que acha que mulheres só vão ser amadas, respeitadas e felizes se tiverem a bunda dura e uma barriga de tanquinho. Se essas pessoas te inspiram, o meu blog realmente nunca vai te inspirar.

      Para finalizar, não é porque eu criei a estampa para uma camiseta a qual a única semelhança com uma Hering é ter a cor branca que eu estou me vendendo para o sistema ou sendo contraditória. Se você não sabe, uma das habilidades que me permitiu ganhar dinheiro para viver como nômade é ser designer e eu costumo me orgulhar do trabalho que faço. A camiseta foi só um deles e eu não tenho problema nenhum em divulgar isso, muito pelo contrário.

      Em 2 anos e meio de blog eu jamais me associei a qualquer marca, fiz qualquer tipo de propaganda ou post patrocinado, pois até o presente momento esse não é o meu objetivo. Mas, uma coisa que essa pesquisa também me ensinou é que felizes são aqueles que evoluem e mudam de opinião e isso nada tem a ver com ser contraditório e sim com mudar a sua visão sobre o mundo, exercício que uma pessoa que quer viver em diferentes culturas precisa fazer diariamente. Mudar de opinião é extremamente saudável e uma das coisas que eu mais faço, pois mudar significa evoluir.

      Espero que você continue se inspirando nas pessoas que vendem vidas perfeitas na internet e talvez o meu blog realmente não seja o que você procura.

      Boa sorte e feliz ano novo!

  • Reply jAQUELINE 4 de janeiro de 2016 at 13:12

    Que Tudo! quão abençoada vc é! a mudança realmente é interna, vc fala com a alma, e por isso tão bem é seu físico, a mente é que comanda! parabéns.. ameeiii ameiii

  • Reply Karine Brito 10 de janeiro de 2016 at 18:07

    Fêeeee, cadê você? Quando volta do recesso? Queremos te ler :).

  • Reply Rodolfo Oliveira 10 de janeiro de 2016 at 21:08

    Nossa, realmente muito bom. O que me inquieta mais, são pessoas que transmitem em suas redes sociais suas vidas perfeitas e mentirosas, quando na verdade vivem o oposto daquilo. As pessoas precisam viver mais para “sí” e menos para os outros.

    Parabéns!!

  • Reply Fernanda Luma 19 de janeiro de 2016 at 19:43

    Acabei de conhecer o seu blog e já me deparo com um texto desses!
    Tudo o que eu posso dizer é Parabéns. Eu sinceramente acho que a internet (e o mundo) seria um lugar melhor se mais pessoas pensassem e agissem como você na hora de produzir conteúdo. Mas olha: Eu acho que essa coisa de ser mais honesto na internet, vai acabar virando moda.
    A JoutJout por exemplo: Tá fazendo um baita sucesso e falando e mostrando justamente as coisas mais simples da vida. As pessoas de verdade adoram isso.
    Adorei conhecer aqui!

  • Reply Teresa 21 de janeiro de 2016 at 03:53

    Desde a popularidade das redes sociais, mais e mais pessoas estão ignorando a realidade da felicidade mais simples, mas viciado em redes sociais, mas, felizmente autores oportunas encontrado, muito bons postos

  • Reply Thais 31 de janeiro de 2016 at 21:10

    Não tenho nem palavras para descrever o quanto me identifiquei com esse post.

  • Reply Ila 5 de fevereiro de 2016 at 08:24

    Muito bom texto, muito consciente você,parabéns! Sou nova por aqui… Estou amando o blog!! Beijoss

  • Reply Mirelle 22 de fevereiro de 2016 at 13:52

    Aaah como é bom tropeçar em pessoas tão sinceras como vc! Com a nova onda de blogs pessoais, a única coisa que eu esperava era a opinião sincera das pessoas, e é exatamente isso que não acontece. Tudo é comercio comercio comercio.
    Vejo minhas irmãs brincando de serem “blogueiras” e é nesses momentos que percebo o quanto isso é influênciavel.
    Parabéns pelo blog, parabéns pelo texto!
    De sua nova seguidora ❤

  • Reply Bruna Pires 24 de fevereiro de 2016 at 19:12

    Oi Fé, que saudade de VC, volta a escrever aqui no seu blog q eu tanto amo.

  • Reply secicleide vital 28 de fevereiro de 2016 at 15:29

    Obrigada pela sua sinceridade e coragem de está nos revelando a sua história.

  • Reply Rejane Silveirs 13 de março de 2016 at 20:04

    Puxa! É um apoio moral e emocional mto bom ver isso escrito. Em um momento que o modo de viver passa por tantas mudanças significativas e impactantes ao mesmo tempo e a internet toma um espaço nunca antes imaginado na vida e no comportamento das pessoas. Temos que ser o mais fiel que pudermos aos nossos valores pessoais.
    Adorei esse artigo. Obrigada!

  • Reply Gabriella Lustosa 16 de março de 2016 at 21:08

    Desculpe-me, mas você é perfeita (mesmo alegando que tal perfeição não existe). Fui criada num ambiente familiar de meritocracia, tudo o que meus irmãos e eu conseguimos foi por mérito próprio (e dos suporte financeiro dos meus pais e as escolas e cursonhos que eles pagavam), mesmo estudando em boas escolas, minha vida não era moleza como a dosmeus colegas, passava horas na parada esperando o ônibus lotado, com fome e com calor, saia pouco com os poucos amigoa que tinha (porque odiava pedir ao meu pai que fosse me deixar ou buscar em algum lugar) e meus amigos mais próximos era minha família (o que para uma adolescente é um ‘mico’). Com todo esse currículo e medo de me relacionar, acabei me relacionando tarde e pouco, mas fui aprovada em todos os vestibulares que prestei. Namorei poucas vezes e foi uma série de arrependimento (admito que meus critérios de escolha acabaram me laçando e jogando no chão), mas em nenhum momento me arrepedo de quem me tornei, Fê (olha a intimidade), apesar de ainda estar começando. Tenho quase vinte e um e nunca trabalhei, nem o estágio do curso, porque como faço engenharia demando muito tempo pro curso integral e se estagiasse sacrificaria minhas horas de ler um bom livro/assistir um filme/ler seu blog. Tudo o que eu preciso meus pais podem me oferecer (casa, alimentação, lazer, pois nós somos uma família que se diverte muito) e eles nunca me cobraram isso, pelo contrário, sempre se admiraram por uma jovenzinha não ficar louca pra conseguir grana para ir pra festas ou comprar roupa tal da marca tal. As vezes fiscalizo provas numa escola e ganho uma graninha (toda refletida na prateleira enorme domeu quarto, lotada de livros). Sempre me achei uma alienígena por não ter essa compulsão de vida perfeita, vejo minha irmã seguir N famosas e querer uma vida igual, mesmo amando seu emprego, se espelhando em pessoas que pouco têm além de uma barriga chapada e uma porção de zeros na conta bancária. Sempre gostei de pouco, de livros de poesia, de borboletas, das viagens aos lençóis maranhenses que faço com minha família todas as férias e agora gostei de você (tanto que escrevi esse absurdo de linhas, kkkk), quando eu finalmente tivermeu emprego, respectivo ao meu diploma, estarei batalhando para aceitar os prós e os contras e ser mais feliz apesar dos ‘apesar de’. Saiba que você teve uma enorme participação nisso, você me fez ver que não estou sozinha, obrigada!

  • Reply juli 19 de março de 2016 at 19:04

    eu axo que devemos moderar um pouco a vida real com a vida virtual. eu quero muito arrumar um emprego e trabalhar normalmente pois eu trabalho em casa na frente do computador passo horas e horas e nunca tenho um vida normal como as outras pessoas tem.

  • Reply Reinaldo Afonso 18 de julho de 2016 at 19:58

    Seu texto é muito bom e reflexivo, sou um publicitário em construção e tenho um grande respeito pela sua visão de propaganda, o problema de muita gente está em não respeitar a opinião alheia. Sobre “A vida perfeita na internet”, uma vez fiquei pasmo com uma pessoa que chegou até a mim e disse: ” Eu não vou te seguir no Insta, pois você quase não posta nada, quase não atualiza”. Olhei pra tal pessoa e respondi: É um favor que você me faz, pois não é esse tipo de pensamentos que quero ao meu redor!
    Como você disse em seu texto, nossas vidas não são aquelas que estão nas redes sociais e sim só parte ou quase nada.
    Obrigado pelo seu texto!

    Reinaldo Afonso

  • Reply Ana Paula 20 de setembro de 2016 at 19:05

    Sinceras e inspiradoras palavras, Fê. A cada leitura identifico-me mais com seu blog. Realmente é triste assistir às pessoas sendo manipuladas pelas mídias, ao vender “falsidade”. Você demonstra caráter e coragem através das atitudes.
    Bjos

  • Reply Andarilho Minimalista 28 de outubro de 2016 at 11:53

    Adorei a reflexão!

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