O QUE EU JÁ APRENDI COM O DESAFIO

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Hoje eu completei 1/3 do desafio #100diasfelizescomavida. Muito mais do que um motivo para compartilhar fotos bonitas ou para acompanhar as fotos dos meus leitores, o desafio também tem sido muito útil tanto para a minha pesquisa sobre felicidade, quanto para o meu aprendizado pessoal.

É interessante pensar todos os dias sobre quais são os momentos que fazem a nossa vida feliz, não é? Mas, ao longo desses 33 dias, eu também me dei conta do quanto é difícil.

Um dos itens que a gente mais vê em listas de “coisas que as pessoas felizes fazem” ou em livros de autoajuda é: praticar gratidão. Essa é justamente a ideia do desafio, nos fazer olhar para as pequenas coisas do dia-a-dia que nos fazem feliz sem que a gente perceba. 

Coisas como ter um animal de estimação, uma família, filhos lindos e saudáveis, uma comidinha gostosa, sair com os amigos, assistir ao pôr do sol, praticar um esporte ou chegar ao fim de uma corrida estão entre as fotos mais populares. Coisas simples, mas que enchem nossa vida de graça e alegria.

Mas, mesmo que a gente sinta uma espécie de gratitude no balanço geral, é impossível usar os óculos cor-de-rosa o tempo todo. O que o desafio também me fez perceber é que, mesmo viajando pelo mundo, às vezes é difícil tirar uma foto feliz por dia.

Essa semana o Fred Di Giacomo, do Glück Project, publicou um artigo muito interessante sobre os fracassos que a gente esconde no Facebook (vale muito a leitura!):

“Como só compartilhamos promoções, viagens, comidas gostosas e momentos de harmonia; nossas vidas parecem perfeitas e empolgantes. Quase como se existisse um mundo paralelo no Face onde tudo é legal e possível. Onde ninguém “toma porrada” ou “tem preguiça de tomar banho”. Um mundo diferente do “de verdade”- aquele onde a gente paga as contas, fica nas filas, toma fora do (a) namorado (a) e é demitido.” 

Além de me identificar muito com o que ele diz no texto, fiquei pensando que é meio natural do ser humano focar naquilo que não está bom ou naquilo que ainda não tem. Isso não é uma coisa ruim. Muitas vezes é o que nos impulsiona a querer sempre melhorar e evoluir. Quando transformamos essa insatisfação ou inquietação em motivação, ela faz com que continuemos curiosos, superando limites e fazendo descobertas que tornam as nossas vidas ainda melhores.

Também é natural nos sentirmos tristes e de saco cheio de vez em quando. O que precisamos ter em mente é que a felicidade não é a ausência de tristeza, frustração ou de problemas e sim, a capacidade de enxergar tudo isso como parte de um processo de evolução necessário para todos nós. Você pode SER feliz, mas ESTAR triste por algum motivo. Emoções negativas são parte da vida e não devem ser evitadas e sim administradas e usadas como fonte de aprendizado.

Portanto, não abandone o desafio porque você não teve nada feliz para compartilhar em um determinado dia. Use esse dia chato ou talvez triste como impulso para o próximo. Escolha uma frase ou uma imagem para te incentivar e, mais do que isso, exercite a sua capacidade de ver o copo meio cheio mesmo quando ele está quase vazio.

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