FÊ-LIZ COM A VIDA | O PROJETO

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Hoje eu começo uma nova fase e quero convidar vocês a me acompanharem nessa aventura que é a busca por uma vida mais feliz!

Este é o primeiro de uma série de 4 posts sobre meu novo projeto, o Fê-liz com a vida. Sim, o Fê é de Fernanda, mas a idéia é que todos sintam-se inspirados a fazer o que for preciso para viver uma vida com mais significado.

Antes de apresentar o projeto, vou contar um pouquinho da minha história para vocês.

Eu nasci em uma família de classe média baixa de São Paulo. Por classe média baixa entenda: estudei em colégio público na Zona Leste (periferia) da cidade, comecei a trabalhar aos 16 anos para poder pensar em fazer faculdade a qual paguei com o meu próprio dinheiro, comprei meu primeiro carro usado aos 24 anos parcelado em 60 vezes e entrei no meu primeiro curso de inglês aos 27 anos.

Isso não quer dizer que a minha vida tenha sido difícil e sim, que tudo isso fez com que cada vitória tivesse um gosto muito especial e todas elas contribuíram para que eu me tornasse quem eu sou hoje em dia. Também não dá para negar todo o sacrifício e cansaço que acompanhou cada conquista.

Eu também sempre tive o sonho de conhecer o mundo e foi depois da minha primeira viagem internacional para Buenos Aires, que eu tive certeza de que isso era o que realmente me fazia feliz.

Conhecer lugares, provar novos sabores, sentir novos cheiros, conhecer pessoas e ouvir suas conversas em outras línguas (mesmo não entendendo nada) virou o meu maior hobby e este passou a ser um dos meus maiores estímulos para trabalhar muito e ganhar todo o dinheiro que eu conseguisse.

Foi em uma das minhas viagens, há dois anos, sentada sozinha observando as pessoas que andavam pelas ruas de Madrid que eu comecei a pensar que o mundo era muito menor do que eu achava quando era mais nova. Viajar estava cada vez mais acessível, mas ainda que eu tivesse todo o dinheiro necessário para explorá-lo, eu não tinha algo mais importante: TEMPO!

Percebi que eu passava um ano inteiro trabalhando para ter 20 dias incrivelmente felizes e, nos outros 345 trabalhava loucamente sem prestar atenção alguma nos meus dias. Eu chegava de férias planejando o próximo destino, assim eu teria uma luz para perseguir no fim do túnel. E, enquanto esperava, me presenteava com mimos bobos e caros como roupas, bolsas e sapatos para compensar.

“O homem sacrifica sua vida para juntar dinheiro. Então, perde seu dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro de tal forma que acaba por não viver o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido.”
– O Dalai Lama

Você compra as coisas com o seu tempo

Quanto mais dinheiro eu ganhava, menos tempo eu tinha para usufruir de todas as coisas que eu queria fazer, ou seja, o primeiro passo para colocar meu projeto em prática seria entender qual era a real importância do dinheiro na minha vida, já que dediquei tantos anos trabalhando para isso. Foi quando percebi que, de todo o dinheiro que eu ganhava, pelo menos 40% eram gastos em coisas que não me faziam feliz, como os tais “presentes” que eu achava que eu merecia por trabalhar tanto ou conveniências que nada mais eram do que comprar o meu tempo perdido de volta. Qual é o sentido de tudo isso?

Decidi fazer um teste e parar de comprar coisas que não fossem ter uma utilidade específica por 6 meses. Não só consegui juntar mais dinheiro do que em toda a minha vida, mas notei que nada do que eu deixei de comprar me fez falta alguma.

Isso me fez entender que grande parte do tempo e da atenção que eu dedicava ao dinheiro fazia com que eu tivesse uma falsa sensação de que precisava de tudo aquilo, quando na verdade estava acumulando uma grande quantidade de coisas inúteis, além de estar inconscientemente me privando – por falta de tempo – de mais momentos especiais com amigos, família, de conhecer novos lugares e viver novas experiências que é o que me fazia genuinamente feliz.

Assim nasceu o projeto Fê-liz com a vida! De uma vontade enorme de provar para mim mesma que eu não precisava do status de Diretora de Contas em uma das maiores agências de propaganda do Brasil, de roupas caras ou de todo aquele dinheiro que eu achava que era preciso para explorar o mundo e ter uma vida mais feliz.

Pedi demissão, comprei uma passagem só de ida para a Tailândia e nos próximos posts contarei mais detalhes dessa jornada! Não deixe de acompanhar.

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