O QUE 2013 ME ENSINOU

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Esse foi um ano que, além de me fazer pensar muito, também me trouxe experiências maravilhosas, por isso, parece até um pouco óbvio pensar que 2013 foi o melhor ano da minha vida. Mas, a verdade, é que esse ano foi especial pelo fato de que todos os anos anteriores somaram algo importante para que esse fosse assim. Ele foi conseqüência de todas as escolhas (certas ou erradas) que eu fiz em algum momento da minha vida e que de alguma forma me trouxeram até aqui.

O mais importante é que ele deixou aprendizados que serão muito valiosos para 2014 e para que os próximos anos sejam ainda melhores! São eles:

1. Todo bônus tem um ônus.

No dia 1 de julho, pela primeira vez desde que eu tinha 5 anos, eu acordei sem nenhuma obrigação. Foi o início do projeto Fê-liz com a vida! Eu queria conhecer o mundo, estudar a felicidade, ter mais liberdade e flexibilidade na minha vida para poder pensar melhor sobre o meu futuro dali em diante. Embora eu tenha planejado por um ano, feito todas as contas, pensado em todas as consequências, eu não fazia a menor ideia do ônus que acompanhava essa decisão. Sim, até as coisas mais legais da vida tem um ônus. O bônus já sabemos, é sempre bônus. É a nossa capacidade de lidar positivamente com o ônus que determina se uma decisão que tomamos vale a pena ou não e se seremos felizes com ela.

2. A rotina tem seu valor.

Quando morava em São Paulo, tinha a sensação de que eu estava vivendo “o dia da marmota” e de que meus dias eram sempre iguais. Tudo o que eu queria era fugir da rotina. O que descobri, é que não era o fato de ter uma rotina que me incomodava e sim de ser obrigada a me adequar a um padrão que nos força a trabalhar das 9h as 18h. Essa falta de flexibilidade nos faz perder tempo no trânsito ou a ficar mais tempo no trabalho para fugir dele. Nos faz ficar em filas para almoçar, jantar ou ir ao cinema. Nos faz pagar mais caro por serviços que economizam nosso tempo, já que todo mundo também está livre nos mesmos horários que a gente e a lista é longa. A rotina quando definida de acordo com as nossas necessidades nos ajuda a ter foco, a realizar mais atividades em menos tempo já que evitamos horários de pico. Isso nos torna mais produtivos e no dá a sensação de que temos controle sobre os nossos dias e é isso que nos deixa mais felizes.

3. A falta de opção te faz uma pessoa melhor.

Eu cheguei a conclusão de que quanto mais opções eu tenho, mais eu me coloco na zona de conforto. Quando você não tem opção, acaba sendo obrigado a se abrir para o novo e desconhecido. Isso faz com que você descubra coisas sobre si mesmo e sobre o mundo que talvez não fossem possíveis se você continuasse olhando para as opções de sempre. Além disso, a escassez (seja de roupas, comida, dinheiro, tempo) também é um excelente exercício para a criatividade já que quanto menos você tem, mais criativo você precisa ser.

4. Diversificar mais e sempre!

Quando você vai fazer um investimento, seu gerente no banco sempre recomenda que você diversifique e não coloque todas as suas economias em uma única opção. O mesmo acontece com a vida. Investir grande parte do nosso tempo em uma coisa só é muito arriscado. Quanto mais diversificada for a nossa vida, mais chances a gente tem de ser feliz. A diversificação está em saber fazer alguma coisa para ganhar dinheiro extra num momento difícil, ter vários e diferentes tipos de amigos, manter a individualidade quando se está em um relacionamento e tão importante quanto tudo isso é se permitir. Você diversifica quando você se permite, se abre e olha para os lados mais do que para o próprio umbigo.

5. Uma ação vale mais do que mil intenções.

Intenções não tem valor se não virarem ações. As intenções só servem para fazer a gente se sentir melhor em relação àquilo que não fazemos. E quando digo isso, não estou falando de grandes atitudes e sim de ligar para um amigo, passar mais tempo com a família, fazer uma viagem de fim de semana, começar uma atividade física, meditar. Muita gente tem a intenção de fazer todas essas coisas, mas não faz acontecer. A grande verdade é que se não somos capazes de fazer pequenas coisas, nunca vamos fazer as grandes. Fazer pequeno é melhor do que pensar grande.

Além de compartilhar o que eu aprendi, eu queria dizer OBRIGADA!

Obrigada por não só ter parado o que estava fazendo para ler algo que eu tenha escrito nesse ano, mas também por ter dedicado alguns minutos do seu tempo para escrever um e-mail contando um pouco da sua história ou simplesmente para fazer um elogio.

Obrigada por ter feito comentários, curtido ou compartilhado meus pensamentos. São atitudes como a sua que me fazem querer continuar estudando, escrevendo e quem sabe ajudando cada dia mais.

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
– Cora Carolina

Nos vemos em 2014!

Imagem: Clemens Habicht

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