VOCÊ JÁ PENSOU EM PLANEJAR A SUA FELICIDADE?

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Felicidade é algo difícil de ser definido e mais ainda de ser mensurado. Algumas pessoas dizem que é a soma das pequenas coisas boas do dia-a-dia. Outras, que é ter uma vida plena fazendo o que se ama. E também aquelas que acham que é ter um carro bacana ou uma casa com piscina. Ninguém está errado e a felicidade que um sente não é maior ou melhor do que a do outro.

Mas, como algo tão abstrato pode ser planejado?

Ao contrário do que muita gente pensa, a felicidade não é algo que acontece nas nossas vidas aleatoriamente. Ela precisa ser exercitada e, por que não, planejada?

Tudo é uma questão de tempo.

Por muitos anos se estudou a relação entre o dinheiro e a felicidade. Todo mundo queria encontrar a resposta para a pergunta: dinheiro traz felicidade? Mas, pouco se estudou até hoje sobre a relação entre o tempo e a felicidade.

Todo mundo deve concordar que o tempo está se tornando cada vez mais valioso, já que, ao contrário do dinheiro, o tempo perdido jamais poderá ser recuperado.

Isso faz com que as pessoas se preocupem mais com a forma que passam o seu tempo e com o fato de que talvez não valha a pena perdê-lo quase todo em troca de dinheiro.

Mas, como disse a Monja Coen em uma entrevista ao Glück Project:

“Preocupar-se nunca é válido. Ocupar-se é.”

Não adianta ficarmos estressados ou frustrados porque não estamos usando o nosso tempo da melhor forma se não tivermos noção do que gostaríamos de estar fazendo com ele.

Vocês já repararam que muitas vezes existe um hiato entre o que as pessoas dizem que elas gostariam de estar fazendo com o tempo delas e a forma com que elas gastam o tempo que tem? Será que realmente sabemos quais são as coisas que nos fazem felizes de verdade?

Ser feliz exige, além de esforço, autoconhecimento. Só nos conhecemos e entendemos quais são as nossas verdadeiras necessidades quando isolamos a nossa vida dos fatores externos e fazemos uma avaliação honesta sobre a razão pela qual tomamos certas decisões.

É sempre mais fácil colocar a culpa no emprego, no marido ou nos pais pelo tempo que nos está sendo confiscado porque tivemos de arrumar a casa, trabalhar até mais tarde ou cuidar dos pais doentes. Mas, será que no fundo, não estamos fazendo isso porque queremos ser consideradas boas esposas, funcionários competentes e filhos exemplares? Isso não deveria nos fazer bem em vez de nos fazer lamentar pelo tempo perdido?

É mais provável que a gente sinta que nosso tempo está sendo bem aproveitado quando fazemos algo sem esperar pelo reconhecimento de outras pessoas. Toda e qualquer ação da nossa vida requer tempo, por isso, precisamos ter consciência das escolhas que fazemos o tempo todo para que elas nos tragam algum tipo de satisfação pessoal. Do contrário, continuaremos com a sensação de tempo perdido.

Não coincidentemente o trabalho é uma das coisas que tem feito cada vez mais gente infeliz. Muitas pessoas não vêem propósito algum no que fazem e por terem de passar o dia todo confinadas e sem nenhum controle sobre o próprio tempo acabam se sentindo totalmente insatisfeitas com a vida que levam.

Só que nem todo mundo pode largar tudo para abrir seu próprio negócio ou viajar. Nem todo mundo pode abandonar os pais doentes ou ou deixar algumas obrigações de lado. O que fazer então?

Comece a planejar a sua felicidade. Sim, como planejamos os nossos gastos ou as nossas férias. Abra espaço na sua vida para aquelas coisas e pessoas que fazem você se sentir bem. Identifique o que te faz feliz (o desafio #100diasfelizescomavida está aí para te ajudar!) e repita isso com mais frequência.

Quando nos organizamos e planejamos as coisas com antecedência otimizamos o nosso tempo (e muitas vezes nosso dinheiro) e fazemos com que ele renda mais.

Antes de eu pedir demissão para viajar eu já tinha identificado que essa era uma das coisas que me deixava mais feliz. Por isso, queria fazer os meus dias de férias renderem ao máximo para que eu pudesse viajar cada vez mais. Era engraçado ver a reação das pessoas indignadas quando eu dizia que estava indo viajar de novo ou quando postava uma foto no Facebook: “De novo?”, “Queria ter um emprego como o seu!”, “Quantos dias de férias você tem por ano?”.

A minha resposta era simples: “Eu tenho os mesmos 30 dias e os mesmos feriados que você, a diferença é que eu me planejo e aproveito muito bem esses dias.”

Era a mais pura verdade. Eu nunca tive nenhum tipo de privilégio. O que fazia parecer que eu tinha o dobro de férias que todo mundo era que no dia 2 de janeiro eu já tinha uma planilha com todos os feriados que poderiam ser emendados e quantas viagens eu faria no ano combinando isso com os meus dias de férias. Além disso, sempre prestava atenção para começar de preferência numa segunda-feita e voltar em uma quinta ou sexta-feira e não perder o fim de semana. Isso é planejar a sua felicidade. É arrumar tempo para aquilo que te faz verdadeiramente feliz.

Passe a ver o seu tempo como um grande quebra cabeça e tente preencher cada espaço com a peça certa. Não é fácil, mas com o tempo isso acaba virando um hábito que deveria ser cultivado por todos aqueles que buscam mais satisfação com a vida e consequentemente, mais felicidade!

Imagem: Amanda Cass

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